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Brasil, 26 de Outubro de 2014
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Brasil (BR)

Folclore
Festas | Danças | Lutas | Cantos | Personagens

Festas:

As festas folclóricas brasileiras agrupam-se em torno de quatro datas principais:

  • Natal - Comemorado de maneira mais ou menos igual em todo o País e em alguns lugares com folguedos populares como as Pastoris, com duas modalidades: a Lapinha e o Pastoril propriamente dito.

  • Carnaval - Comemorado com manifestações próprias no Rio de Janeiro (escolas de samba e bandas), Bahia (frevo, trio elétrico e blocos de afoxé) e Pernambuco (frevo e maracatu). O restante do País ora segue a moda carioca, ora assemelha-se ao Carnaval Baiano e Pernambucano.

  • São João - Comemorado sobretudo no Nordeste, com a realização de quadrilhas, fogueiras e a tradicional cozinha típica, com base no milho: canjica, pamonha e milho assado.

  • Divino Espírito Santo - Comemorado principalmente em Minas Gerais e Goiás, de natureza religioso-profana.

Danças:

Um dos elementos comuns a muitas danças folclóricas brasileiras é o cortejo originário de uma mistura das procissões jesuíticas e também dos cortejos africanos.

1 - Cheganças - executadas em cenário que representa uma grande embarcação e com muitos participantes, têm como tema principal as lutas marítimas e são uma herança cultural das guerras dos cristãos portugueses contra o invasor mouro. São exemplos a marujada ou fandango, e a chegança de mouros, que é a chegança propriamente dita.
Utiliza conjunto musical com surdos e taróis.

  • Fandango - Dança que assume diversas modalidades, tanto como batidas dos pés ou valsado, exclusiva dos homens, ou então de dança de pares, as valsadas, ou bailadas. Comum no Nordeste e nos Estados do Sul. No Norte e no Nordeste recebe o nome de Marujada. Personagens vestidos de marinheiros cantam e dançam ao som de instrumentos de corda. No Sul, é típica de pescadores e caboclos do litoral paranaense.

  • Cheganças - Mostra a chegada por mar, dos mouros, sua derrota e, finalmente, seu batismo, recebido por intermédio dos cristãos.

2 - Reisados - Executado na véspera do Dia de Reis e consiste em uma adaptação coreográfica dramatizada de antigos romances e cantigas populares. Tiveram origem nas festas portuguesas denominadas janeiras, que no Brasil se celebravam, até o final do século XIX, desde o Natal até o carnaval. O acompanhamento instrumental do reisado compõe-se de foles (sanfona ou harmônica), adufes, caixa de guerra ou zabumba. No Brasil, a região em que mais se difundiu foi o Nordeste, principalmente a Bahia. O Bumba-meu-Boi é a dança mais conhecida e popular. - Executado na véspera do Dia de Reis e consiste em uma adaptação coreográfica dramatizada de antigos romances e cantigas populares. Tiveram origem nas festas portuguesas denominadas janeiras, que no Brasil se celebravam, até o final do século XIX, desde o Natal até o carnaval. O acompanhamento instrumental do reisado compõe-se de foles (sanfona ou harmônica), adufes, caixa de guerra ou zabumba. No Brasil, a região em que mais se difundiu foi o Nordeste, principalmente a Bahia. O Bumba-meu-Boi é a dança mais conhecida e popular.

  • Bumba-meu-Boi - Mais rico no Maranhão, originado no século XVIII, porém aparece em várias localidades brasileiras e toma várias denominações. Recebe, na região amazônica, o nome de Boi-Bumbá e Boi-de-Mamão do litoral de Santa Catarina. É festejado no Natal, porém o Boi-Bumbá exibe-se na época de São João, principalmente em Parintins (AM), onde a festa realiza-se no Bumbódromo, um estádio com 35 mil lugares construído especialmente para o evento. Representação da vida, morte e ressurreição de um boi, representado por uma armação leve, recoberta de pano e animada por um homem em seu bojo. Usa-se a sanfona, violão, rebeca, cavaquinho, gaita e instrumentos de percussão.

Há ainda outras formas de danças praticadas no Brasil, com algumas modificações conforme a região onde são realizadas, entre elas:

  • Congadas - É um auto de origem africana, que relembra a Coroação dos Reis do Congo aos moldes da Monarquia Portuguesa. Seu nome varia de acordo com a região: no Norte, por exemplo, é conhecida como Congo; no Sul, como Congada. Foi usada pelos jesuítas na obra de conversão, da catequese e é dedicada aos padroeiros São Benedito, Nossa Senhora do Rosário, e Santa Efigênia. Mostra a luta do Bem com o Mal. Usa-se a viola, o ganzá (reco-reco), caixas e tambores. No Espírito Santo se chama Ticumbí.

  • Maracatu - Dança muito praticada em Pernambuco, de origem afro-brasileira, representa um desfile em homenagem a um rei africano. O séquito real sai pelas ruas no carnaval divididos em “nações”, sinônimo popular para grandes grupos homogêneos. Os participantes improvisam as danças, sem coreografia determinada, e o conjunto é composto por um rei e uma rainha, príncipes, damas, embaixadores, índios emplumados e dançarinas vestidas de baianas. Na forma tradicional, os cantos do maracatu ficam a cargo do tirador e do coro, e as melodias são acompanhadas de um conjunto de percussão, com tambores, chocalhos e agogôs.

  • Caboclinhos - De origem indígena, tem o número de participantes que varia conforme a região. Um grupo de homens e mulheres, com cocares e saias de penas de avestruz e pavão e adereços nos braços, tornozelos e colares, desfilam em duas filas fazendo evoluções das mais ricas, simulando estar em guerra. Típica de Minas Gerais e do Nordeste do Brasil.

  • Moçambiques - De origem africana aproveitada na catequese, se dança no Brasil central e, em particular, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O canto é um louvor a São Benedito e para dançar usam bastões de madeira, que são batidos como espadas. Usa-se o tarol (caixinha de guerra), reco-reco, pandeiros, rabeca, tamborins, violas. O ponto maior da presença do Moçambique é no Vale do Paraíba do Sul, em São Paulo. No Santuário de Aparecida do Norte, praticamente todos os domingos, os romeiros , chamados piraquaras, dançam o Moçambique, cumprindo promessas.

  • Lundu - Dança de origem africana, dançada nos salões principalmente nos Estados do Amazonas e do Pará, particularmente na Ilha de Marajó e nos arredores de Belém. É um bailado de par solto, que consistia originalmente em sapateados, meneios acentuados dos quadris e umbigada. No século XVI, em Portugal, era proibido sob a acusação de indecência. Esteve em voga no Brasil durante todo o século XIX e início do século XX. Sua fusão com outras danças, como a habanera, a polca e o tango, deu origem ao maxixe, primeira dança autenticamente brasileira.

  • Coco - É muito dançada nas praias do Norte e do Nordeste, principalmente em Alagoas. Mistura os batuques africanos com as marcações dos bailados indígenas dos Tupis da Costa. Faz parte do ciclo junino, porém é dançado, também, em outras épocas do ano. O Coco é guiado por um canto especial, palmas rítmicas dos componentes, ganzá, candeeiros e cuícas.

  • Cateretê - De origem indígena, é um sapateado executado com bate-pé ao som de palmas e violas. Pode ser dançado só por homens ou só por mulheres. Comum no Nordeste e nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás.

  • Danças de Quadrilhas - De origem portuguesa, comemora os dias de São João, 24 de junho, de Santo Antônio, 13 de junho e de São Pedro, no dia 29. É uma dança de salão, bem movimentada, em que os pares se dispõem em fileiras opostas. Consta de cinco figuras e cada uma destas é definida por um nome francês: "Pantalon", "Été", "Poule", "Pastourelle" e "Boulangère". Termina com um galope ou com outra dança animada. Chegou ao Brasil no começo do século XIX e já era bastante popular, no Rio de Janeiro, na época da regência. A forma de quadrilha mais praticada no Brasil é a quadrilha caipira, surgida no interior de São Paulo, e na qual os participantes se caracterizam como caipiras, com roupas remendadas, saias rodadas e chapéus de palha. A dança termina, em geral, com uma alegre cerimônia de casamento.

  • Batuque - De origem africana, do ritual da procriação, muito reprimida pelos padres durante o Brasil Colônia. É muito popular em algumas cidades do interior de São Paulo, nas Festas do Divino Espírito Santo, ou nas Festas Juninas. Uma fileira de homens fica ao lado dos tocadores e as mulheres ficam a uns 15 m de distância. Então, começa a dança, com cada homem dando três umbigadas numa mulher.

  • Pastoris - São danças e cantos que homenageiam ao Deus Menino, trazidos ao Brasil pelos jesuítas no século XVI. Manifestação folclórica característica do Nordeste brasileiro, em geral se desenvolve em frente de um Presépio (quando são chamadas de lapinha) ou em tablados, em praça pública durante as festas de fim de ano. Os personagens, entre eles a mestra, a contramestra, a cigana e a borboleta, se distribuem em dois cordões, o azul e o encarnado, cores de Nossa Senhora e de Jesus Cristo, respectivamente. Os espectadores doam dinheiro para um ou outro cordão, e as pastoras dedicam prendas e flores a determinadas pessoas, que em troca fazem novas doações. Na lapinha, o dinheiro arrecadado destina-se às obras sociais da igreja que promove o espetáculo; no pastoril serve para pagar os artistas.

  • Frevo - Representa o Carnaval Pernambucano. O povo sai às ruas e dança freneticamente ao som da banda, sempre segurando uma sombrinha bastante enfeitada. Sua música é inspirada num misto de marcha rápida e polca. Seu nome é derivado da idéia de fervura, ou "frevura", na fala popular. Entre os passos mais praticados figuram o parafuso, chã-de-barriguinha, corrupio, dobradiça, saca-rolha e tesoura.

  • Dança de Fitas - É uma dança milenar européia, bastante caracterizada em Santa Catarina devido às Festas Natalinas. Realiza-se quando um mastro guarnecido de fitas é segurado por um menino e várias pessoas seguram as pontas das fitas, realizando passos em redor do mastro.

  • Caiapó - É uma dança de influência indígena que aparece em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Desenvolve-se em torno da morte de Curumim, menino índio atacado pelo homem branco. O Pajé para ressuscitá-lo põe em ação suas artes mágicas, com baforadas de fumo e exuberante mímica, obtendo sucesso. É um drama em palavras, sem música, apenas com o ritmo para acompanhar os passos. Tem um número total de dez ou doze elementos. Usam roupas imitando índios.

  • Ciranda - Brincadeira de roda infantil cantada e dançada em diversas regiões do Brasil, de origem portuguesa, cantada também em rodas de adultos em Goiás, São Paulo e Minas Gerais. Também chamada cirandinha.. De mãos dadas, todos se deslocam em círculo para os lados, para dentro e para fora, cantando ao mesmo tempo em que dançam.

  • Xaxado - Característica do Ceará, é uma dança ritmada, bem marcada com as batidas do pé direito em movimentos laterais, enquanto o esquerdo é puxado com igual rapidez. Apresenta evoluções, filas e giros. Usa-se as vestimentas dos cangaceiros.

  • Pericom - É uma dança muito popular no Rio Grande do Sul, no Uruguai e na Argentina. Deve ser dançada por grupos de pares (no máximo doze), como a quadrilha. Os cavalheiros dizem versos. Quando a dança termina, fica apenas um cavalheiro cantando versos com o violeiro mandante.

  • Catira - Música e dança executada apenas por homens. As cantorias são um tipo de moda de viola entoadas por dois violeiros com temas enfocando o dia-a-dia, trabalho, amores, saudades, lugares, etc. Compõe-se de palmas e sapateios ritmados. Os participantes a executam, dispostos em duas fileiras uma em frente à outra, formando pares. Comum na Região Sudeste do Brasil.

  • Chula - Dança folclórica de influência espanhola, se caracteriza pela disputa. Coloca-se no chão uma vara de uns 3 m de comprimento. Em cada extremidade fica um dançarino que realiza figurações e sapateados que devem ser copiados pelo adversário. Usam botas e grandes esporas que tilintam durante a dança. O vencedor é aquele que executa os passos de dança que o adversário não saiba reproduzir.

  • Marabaixo - Dança africana preservada principalmente no Amapá, se assemelha ao arrastar dos pés presos pelas correntes da escravidão. No canto aparecem os lamentos do cotidiano e saudades da África.

  • Carimbó - Mistura do ritmo indígena, com a vibração do batuque africano e alguns traços da expressão corporal característicos das danças portuguesas como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo agitado. Dança de roda executada por uma dançarina solista que, após uma série de passos, cobre o parceiro com a saia. Típica da ilha de Marajó e do Pará, o nome deriva do tambor usado para acompanhamento.

  • Samba - Dança popular e gênero musical de raízes africanas, é tocado por cordas (cavaquinho e vários tipos de violão) e variados instrumentos de percussão. Embora seja mais conhecido atualmente como expressão musical urbana carioca, existe em todo o Brasil, especialmente no Maranhão, Bahia, São Paulo e Minas Gerais. Como gênero musical urbano, nasceu e desenvolveu-se no Rio de Janeiro nas primeiras décadas do século XX, caracterizando-se pelas pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima. Em 1917 foi gravado em disco o primeiro samba, Pelo telefone, de Donga (Ernesto dos Santos). Variações surgiram no final da década de 1920 e começo da década de 1930: o samba-enredo, criado sobre um tema histórico ou outro previamente escolhido pelos dirigentes da escola para servir de enredo ao desfile no carnaval; o samba-choro, de maior complexidade melódica e harmônica, derivado do choro instrumental; e o samba-canção, de melodia elaborada, temática sentimental e andamento lento. A partir de meados da década de 1940 e ao longo da década de 1950, o samba sofreu nova influência de ritmos latinos e americanos: surgiu o samba de gafieira. Em meados da década de 1950, os músicos dessas orquestras profissionais incorporaram elementos da música americana e criaram o sambalanço.

Lutas:
  • Capoeira - Herdada dos africanos, tem sua própria música usando o berimbau, pandeiro, caxixi e palmas. É praticada principalmente na Cidade de Salvador (BA), no Recife (PE), e no Rio de Janeiro (RJ). Os participantes formam um semicírculo e dois deles, no centro, desfecham golpes rápidos e ritmados entre si, usando apenas as pernas, pés, calcanhares e cabeças, sem utilizar as mãos.

  • Maculelê - Representa uma luta em que os homens, providos de um bastão ou facão, os cruzam fazendo uma batida que obedece ao ritmo marcado pelo acompanhamento musical do agogô. É comum na Bahia.

  • Bate-Coxa - Característica de Alagoas, é praticada exclusivamente por negros. Dois participantes, só de calção, aproximam-se e colocam peito com peito, apoiando-se mais nos ombros e afastam a coxa o mais que podem e chocam-se num golpe rápido. Depois da batida da coxa direita com a direita, repetem à esquerda. A luta termina quando um dos dois desiste e se dá por vencido. Usa-se o ganzá (reco-reco).

Cantos:
  • Folia-de-Reis - São músicos que, imitando os Três Reis Magos, saem à noite, entre os dias 24 de dezembro e 2 de fevereiro, cantando e louvando o nascimento do Menino Jesus e pedindo esmolas. Os grupos que percorrem áreas rurais são chamados Folia de Reis de Caixa. Os grupos urbanos recebem a denominação de Folia de Reis de Banda de Música. Tocam violão, cavaquinho, pandeiro e pistão à porta das casas, despertando os moradores. Comum na Região Sul e nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Usa-se a viola, caixa e o adufe (pandeiro quadrado).

  • Afoxé - Cortejo que sai pelas ruas de Salvador (BA) desde 1922, principalmente no Carnaval da Bahia. Acontece também em Fortaleza (CE) e no Rio de Janeiro (RJ). Os participantes, na maioria negros, cantam em línguas africanas, acompanhados de atabaques, agogôs e cabaças. Um dos destaques é o grupo baiano Filhos de Gandhi.

  • Modinha - Folclore cantado de caráter geralmente sentimental e dolente, deriva das modas portuguesas, influenciadas pela ópera italiana e chegadas ao Brasil na segunda metade do século XVIII. Não tem dança e usa-se o violão.

  • Embolada - Forma poético-musical improvisada, usada em geral como desafio, nas peças dialogadas. Muito cantada no Nordeste.

Personagens:
  • Curupira - Índio anão, duende ou moleque de cabeleira ruiva e pés invertidos, com os dedos para trás e calcanhares para a frente, é o defensor da mata e faz ruídos misteriosos que assustam os caçadores e predadores das matas. Caracteriza-se pela esperteza: para iludir perseguidores, deixa rastros falsos no chão e, com sinais mentirosos, engana caçadores, levando-os a se perderem na mata. Em troca de comida sem pimenta ou alho, que detesta, é capaz de pactuar com caçadores, dando-lhes armas infalíveis e exigindo absoluto segredo quanto às coisas tratadas. É dos mitos mais antigos do Brasil.

  • Boitatá - Facho cintilante, cobra-de-fogo, segundo a lenda indígena, que vagava pelos campos protegendo-os contra aqueles que os incendeiam.

  • Caipora - Ente fantástico oriundo da mitologia tupi, o caipora ou caapora é um duende das matas, que dispõe de poderes sobre a vida animal, a que protege dos abusos da caça. Possui o corpo coberto de pêlos e percorre a mata montado num porco selvagem. Protege os animais da floresta, sendo capaz de ressuscitar os animais abatidos.

  • Boto - Personagem mitológico da Amazônia que se transforma de cetáceo em homem para praticar estripulias entre as mulheres ribeirinhas. Seduz as moças que vivem às margens dos cursos d'água amazônicos e é responsável por todos os filhos de paternidade ignorada. Quando anoitece, transforma-se num belo rapaz branco, alto e forte, que dança muito bem e gosta de beber. Vai aos bailes e freqüenta reuniões, onde encontra as moças que por ele se apaixonam. Comparece pontualmente aos encontros que marca com elas, mas antes de clarear o dia salta para dentro do rio e volta a assumir a forma de boto.

  • Iara, a Mãe d'Água - Sereia brasileira que vive no Rio Amazonas e, nas noites de lua cheia, sentada nas pedras, atrai os jovens com quem deseja casar. Representada por Iemanjá, na mitologia africana.

  • Gralha-Azul - Animal responsável por plantar pinheiros na Terra, é uma lenda paranaense.

  • Saci-Pererê - Negro com apenas uma perna, usando um gorro vermelho e fumando um cachimbo, que tem como diversão criar dificuldades domésticas, espantar o gado e fazer os viajantes errarem de caminho. É conhecido, também, como saci-cererê, saci-taperê, matitaperê, matintaperera, martim-pererê e é o mais famoso personagem do folclore brasileiro. Leva a culpa por tudo o que se encontra revirado da noite para o dia nas fazendas do interior.

  • Negrinho do Pastoreio - Tradicional personagem de uma lenda popular do Rio Grande do Sul, o Negrinho do Pastoreio transformou-se em mito em todo o Brasil. Diz a lenda dos pampas gaúchos, que, após perder alguns cavalos que cuidava, apanhou de seu patrão e foi jogado no formigueiro, onde morreu. Reapareceu, montado num cavalo baio, à frente de uma nova tropilha, invisível, da qual se ouve apenas o som. É afilhado de Nossa Senhora e faz aparecerem objetos perdidos, porém, é necessário acender, nas campinas, cotos de vela.

  • Mula-sem-Cabeça - Figura lendária, representada por um animal que galopa e assombra as pessoas que encontra no caminho. Toda mulher que namorasse um padre católico se transformaria, noite de quinta para sexta-feira, em mula-sem-cabeça, uma mula com cascos afiados.

  • Bicho-Papão - Bicho com corpo peludo e olhos vermelhos que assustava as crianças que não queriam dormir.

  • Lobisomem - Transformação de homem em lobo que acontece com todo filho nascido depois de sete filhas, aos 13 anos, sempre nas sextas-feiras de lua cheia, entre meia-noite e duas e meia da madrugada. Vagueia à noite pelos campos e ermos, ataca cães e gente e cumpre sua ronda de visita a sete cemitérios, sete vilas, sete partidas do mundo, sete outeiros e sete encruzilhadas, voltando à forma humana.Para desencantar o lobisomem basta um ferimento que faça sair sangue.



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