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Brasil, 22 de Janeiro de 2019

Bandeira do Acre
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Acre (AC)

História

Os preços altos que a borracha alcançou no final do século XIX e as secas nordestinas serviram de estímulo para que grandes massas humanas se movimentassem e chegassem ao território do Acre. Isto provocou sua colonização de forma espontânea, pois a política imperial só se interessava pelo café, deixando de lado o extremo ocidental do País.
Graças a alguns sertanistas brasileiros, a região foi explorada buscando facilitar a instalação dos colonos. Conquista-se o Rio Purus; o Rio Acre, o Xapuri; e a Bacia do Alto Tarauacá. Todo esse desbravamento se deu, na maior parte, em terras bolivianas.
Essa movimentação exploratória despertou o interesse da Bolívia, que solicitou melhor fixação de limites.
Após várias negociações, em 1867 assinou-se o Tratado de Ayacucho, que reconhecia a posse e foi estabelecida como fronteira entre os dois países a confluência dos Rios Beni-Mamoré, em direção ao leste, até a nascente do Javari.
A ocupação do território pela população brasileira aumentava à medida que o preço da borracha subia. Os seringais multiplicavam-se pelos Vales do Acre, do Purus e, mais a oeste, do Tarauacá.
O Governo Imperial, diante disso, considerou brasileiro todo o Vale do Purus.
Os Governos do Amazonas e do Pará logo instituíram as chamadas "Casas Aviadoras", que financiavam vários tipos de operações, garantiam créditos e promoviam o incentivo comercial nos seringais.
Antes de acabar o século XIX, o Acre já era totalmente ocupado por brasileiros que tinham como objetivo apenas a produção de borracha, mas em terras bolivianas.
Em 1890, a Bolívia desperta para o problema. Havia mais de 300 seringais na Bacia do Juruá ocupados por brasileiros, desrespeitando o Tratado de 1867.
Nomeou-se, em 1895, nova comissão para o ajuste das divisas.
Em 1899, os bolivianos estabeleceram um posto administrativo em Puerto Alonso (atual Porto Acre), cobrando impostos e lançando taxas aduaneiras sobre as atividades dos brasileiros. No ano seguinte, o Brasil aceitou a soberania da Bolívia na zona, quando reconheceu oficialmente os antigos limites na confluência Beni-Mamoré.
Os seringueiros, alheios a isso, se sentiram lesados e iniciaram movimentos de rebeldia.
Em 1890, ocorreu uma ação armada, que culminou na expulsão das autoridades bolivianas.
Logo depois a Bolívia iniciou negociações com um truste anglo-americano, o Bolivian Syndicate, a fim de promover, com poderes excepcionais (cobranças de impostos, força armada), a incorporação política e econômica do Acre a seu território. O Governador do Amazonas enviou contingentes militares para ocupar Puerto Alonso e foi proclamada a República do Acre, com objetivo de afastar o domínio boliviano para depois pedir anexação ao Brasil, a exemplo do que fizera o Texas, na América do Norte.
Ante os protestos da Bolívia, o Presidente Campos Sales extinguiu a República, em março de 1900.
Os bolivianos se reinstalaram na região onde sofreram, a seguir, ataque de uma outra expedição amazonense.
Por fim, comerciantes e proprietários no Rio Acre resolveram promover outra insurreição com um corpo improvisado de seringueiros. Em 1902, iniciaram as operações na Vila de Xapuri, no Alto Acre, e aí prenderam as autoridades bolivianas e tomaram Puerto Alonso.
Organizou-se, então, o Governo em Puerto Alonso. Daí por diante a questão passou à esfera diplomática, pois a Bolívia havia arrendado as terras para o Bolivian Syndicate, que aceitou a quantia de dez mil libras esterlinas, oferecidas pelo Brasil, para desistir do contrato.
A 17 de novembro de 1903, Brasil e Bolívia assinam o Tratado de Petrópolis, pelo qual o Brasil adquiriu o Acre por compra (dois milhões de libras esterlinas), e por troca de territórios (pequenas áreas no Amazonas e no Mato Grosso) e com o compromisso de construir a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.
Dissolveu-se o Estado Independente, passando a constituir o Território Brasileiro do Acre, organizado em três departamentos administrativos: o do Alto Acre, o do Alto Purus e o do Alto Juruá, chefiados por Prefeitos.
Solucionada a parte da Bolívia, um outro caso tinha de ser resolvido com o Peru. O Governo de Lima reivindicava todo o Território do Acre e mais uma extensa área do Estado do Amazonas. Delegações administrativas e militares desse País tentaram estabelecer-se no Alto Purus (1900, 1901 e 1903) e no Alto Juruá (1898 e 1902). Inicia-se uma grande luta entre brasileiros e peruanos que findou com a retirada das forças peruanas.
A organização administrativa do Acre, decretada em 1904, alterou-se em 1912, com a criação de mais um departamento: o do Alto Tarauacá, desmembrado do departamento do Alto Juruá.
De 1920 até 1962, a administração do Território do Acre era unificada, exercida por um Governador.
Em 1962 o Território foi elevado a Estado.






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