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Brasil, 15 de Dezembro de 2018

Bandeira de Amazonas
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Amazonas (AM)

História

O primeiro a chegar no território do Amazonas foi o espanhol Francisco de Orellana que desceu o Rio Marañon até alcançar o Atlântico (1539-1542), comunicando sua descoberta à Espanha e despertando o interesse dos Governos Colonialistas europeus, Portugal, França, Holanda e Inglaterra.
Mais tarde, os espanhóis ainda fizeram outra incursão à Amazônia, mas devido às dificuldades de conquistar o território, resolveram adiar a tarefa de colonizá-lo.
Os ingleses e os holandeses resolveram, então, fazer incursões no Amazonas e começar a explorá-lo. 
Em 1596 fundam feitorias e pequenos fortes, passam a fazer o comércio de madeiras e pescado e iniciam a plantação de cana, algodão e tabaco, através das Companhias de Londres e Flessingen.
Os portugueses, nessa época, estavam expulsando os franceses do Maranhão e resolvem estender a conquista até o Amazonas, já que há a União Ibérica desde 1580. 
Em 1616, inicia-se um combate entre portugueses e ingleses e holandeses ali estabelecidos, com vitória portuguesa.
Em 1640, com o fim da União Ibérica, o Pará encontra-se sob o domínio português pois os espanhóis haviam delegado a eles a ocupação do território.
De 1648 a 1652, o bandeirante Antônio Raposo Tavares desce o Amazonas. Os portugueses conquistam os Rios Negro, Solimões e Branco, e se apossam formalmente da região. Iniciam-se as missões franciscanas e a construção de um forte em Guaporé.
Os portugueses enfrentam muitas dificuldades para se estabelecerem na região. No Rio Negro, os índios Manaos e na Bacia do Madeira, os Torás, lutam contra os colonizadores e os franceses, instalados em Caiena, fazem incursões na região.
Na zona do Solimões, os portugueses encontram missões castelhanas, e expulsam os padres e os soldados que as amparam, tomando posse da região entre 1691 e 1697, enquanto garantiam também o domínio na Região do Alto Madeira e na Bacia do Napo. Vários grupos religiosos iniciam a tarefa sistemática de colonização, espalhando suas missões pelo vale amazônico e iniciando a exploração econômica. Começa a exportação regular de cravo, cacau, baunilha, canela, resinas aromáticas e plantas medicinais, sob o controle dos missionários e com a mão-de-obra indígena.
Com o objetivo de espalhar a fé católica e de ampliar o comércio de especiarias, os religiosos se transformam em nômades, seguindo sempre a margem dos rios, fundando aldeamentos que dão origem a dezenas de povoados, e se expandem cada vez pelo oeste.
No Rio Negro, entretanto, a oposição indígena é violenta.
Nos anos seguintes, intensificam-se as atividades espanholas e francesas na região. Para melhor defender a posse lusitana no Amazonas, funda-se, em 1669, o Forte de São José do Rio Negro.
A partir de 1750, se iniciam negociações com a Espanha sobre as terras invadidas e colonizadas.
Em 1755, cria-se a Capitania de São José do Rio Negro, separada do rá, para consolidar o domínio luso do Amazonas. Funda-se, em 1758, a Vila de Mariúra (atual Barcelos), que passa a ser a Capital. Estimula-se a ocupação do território oferecendo privilégios a quem lá fosse morar e instalam-se diversas fortalezas.
Em 1759, os jesuítas são expulsos da região. 
A economia da Capitania, entretanto, não vai bem. A Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão reprime as atividades extrativas de  São José do Rio Negro, até que, em 1780, ocorre a recuperação econômica que dura até 1820. Criam-se pequenas indústrias de tecidos de algodão, manufaturas de cordoalhas, manteiga de tartaruga, cerâmica e velas, além da agricultura de café, tabaco, algodão, arroz, milho, cacau, mandioca, cana-de-açúcar, e da pecuária no Vale do Rio Branco. A Capitania chega a ser responsável por 1/3 da exportação total do Pará.
Incentiva-se as explorações científicas, trabalhos topográficos e ecológicos. 
Surge o Povoado da Barra, hoje Manaus, em 1786, e a Capital é aí instalada.
Após a Independência a Capitania não passa a Província do Império, ocorrendo conflitos políticos. 
Em 1832, inicia-se uma guerra armada que desliga o território da Província do Pará e proclama o Amazonas, Província Imperial, sem reconhecimento por parte do Governo. Em 1833, passa a denominar-se Comarca do Alto Amazonas.
Em 1850, a Comarca é promovida a Província, mas o progresso é lento. O crescimento demográfico é inexpressivo. 
Inicia-se o surto da borracha e com ele chega a navegação a vapor, cria-se a Biblioteca Pública e o primeiro jornal.
Cientistas identificam a flora, a fauna, o solo, o subsolo e os grupos indígenas. O Museu Botânico em Manaus é fundado em 1883 e nordestinos ocupam o interior em busca da borracha.
Em 1884 a Província declara extinta a escravidão.
Com a Proclamação da República, a Província passa a Estado e Manaus é urbanizada. Aterram-se igarapés, abrem-se ruas, avenidas, praças, constroem-se edifícios públicos. Enquanto isso, a borracha dos seringais do Purus-Acre, do Juruá e do Madeira enriquecia o Amazonas. 
Surgem o Teatro Amazonas, o Mercado Municipal, um complexo flutuante, galerias de esgoto, linhas de bondes e instala-se a iluminação elétrica, 2ª Cidade do País a ter este benefício. Tudo isso construído pelos ingleses e com suas matérias-primas.
Manaus adquire fama mundial. Em seu Teatro, apresentam-se as melhores companhias européias, a população aumenta. Chegam médicos, bacharéis, jornalistas, engenheiros, agrônomos, comerciantes e operários. Navios de vários países atracam em seu Porto. 
O amazonense é o maior contribuinte, per capita, do Erário Federal. Apenas Manaus absorve o boom da borracha. Os demais centros urbanos não se desenvolvem, e entram em colapso, dando início a um movimento que desfralda a Bandeira do Amazonas para os amazonenses, que só aceitam políticos do local.
Em 1909, começa a desvalorização da borracha. O Amazonas sofre com a decadência. O funcionalismo público passou a ser caloteado.
Explode a I Guerra Mundial. A navegação é suspensa para o Amazonas, inclusive a de navios nacionais. As casas comerciais alemães e de aliados são colocadas na lista negra e a miséria cresce.
A situação se prolonga até 1924, quando militares tomam o Governo. Cessado o caos, o Estado voltou à normalidade e à constitucionalidade.
Em 1953, o Governo Federal cria a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia e oferece incentivos fiscais para a instauração de empreendimentos no setor da agroindústria. Instalam-se fábricas, moinhos de trigo, refinaria e usina.
Em 1956, a criação dos Territórios Federais de Rondônia e Roraima desfalcou o Estado em área e população. Seus Municípios desmembram-se, elevando-se para 44.
No final dos anos 50, constrói-se a Rodovia Belém–Brasília, rompendo o isolamento da região. Em 1966, a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia é transformada na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM).
Em 1967, é criada a Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA), que permite um aumento do fluxo turístico na Cidade, conseqüentemente, constroem-se redes hoteleiras convencionais e de selva,lodges e um aeroporto internacional.
No início dos anos 70, estimula-se a instalação de empresas na região.Constrói-se a Transamazônica, que corta o Amazonas desde Jacareacanga, no Pará, até Humaitá, no Rio Madeira, e diversas agrovilas que atraíram milhares de migrantes com a concessão de lotes de terras. Porém o solo da região, depois da retirada das árvores, não se mostra adequado à agricultura e impede a fixação de grande número de migrantes. Grande parte das estradas é engolida pela floresta. Os grandes empreendimentos madeireiros e agropecuários causam graves problemas ambientais e conflitos com a população nativa. As áreas de saúde e educação são ineficientes.
Em 1987, o Governo Federal anuncia a descoberta de reservas de petróleo de qualidade muito superior ao da Bacia de Campos, no Estado do Rio de Janeiro.
Em 1989, inicia-se o movimento internacional pela preservação da Amazônia.
Nos primeiros anos da década de 1990, a Zona Franca de Manaus enfrenta uma profunda recessão, que aumenta drasticamente o desemprego na região.
Hoje estimula-se o turismo ecológico como forma de atrair brasileiros e estrangeiros.






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