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Brasil, 16 de Julho de 2018

Bandeira de Rondônia
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Rondônia (RO)

História

Os primeiros visitantes da região são Padres Missionários, no século XVI e no século XVIII. Com a descoberta de ouro em Goiás e Mato Grosso, aumenta o interesse pela região. Surgem, então os bandeirantes, que buscam riquezas minerais também nessa região e passam a explorar o Vale do Rio Guaporé.
Como suas terras pertencem à Espanha devido ao Tratado de Tordesilhas, de 1722 a 1747 várias negociações são feitas e se redefine a posse de cada País através dos Tratados de Madri e de Santo Ildefonso. Portugal passa a ter o domínio da região e para defendê-la, em 1776, militares ocupam a área e fundam o Forte do Príncipe da Beira, junto ao Rio Guaporé, estimulando a implantação dos primeiros núcleos coloniais.
Um grande surto de colonização acontece com o auge do ciclo da borracha, no final do século XIX, quando muitos nordestinos migram para a área e se constrói a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em 1903, e faz-se a ligação telegráfica, estabelecida por Cândido Rondon.
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, ligando Santo Antônio do Madeira a Vila Bela, na confluência do Beni-Mamoré, com 366 km de extensão, tem sua inauguração em 1912. Atrai imigrantes bolivianos, espanhóis e gregos, mas poucos serviços presta.
Porto Velho é elevada a Cidade em 1919.
Em 1943, os Municípios de Porto Velho e Guajará-Mirim, ricos em borracha, cassiterita, pescado, castanha-do-pará, couros e peles silvestres, são desmembrados dos Estados do Amazonas e Mato Grosso e formam o Território Federal do Guaporé, com Capital em Porto Velho.
Passa a se chamar Rondônia em 1956, homenageando ao Marechal Rondon, desbravador dos sertões de Mato Grosso e da Amazônia.
A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré se incorpora, em 1957, à Rede Ferroviária Nacional S.A., e em 1966 é entregue ao Ministério do Exército para que, aos poucos, vá fazendo a substituição pela estrada de rodagem.
O Território só começa a se desenvolver por volta das décadas de 60 e 70, quando a política de incentivos fiscais e os grandes investimentos do Governo Federal estimulam a migração e os empresários se interessam em investir em agropecuária e na extração madeireira. Formam-se inúmeros aglomerados urbanos ao longo da BR-364, deslocando a importância econômica para esses Municípios. Ocorrem derrubadas e queimadas na floresta, mas como a infra-estrutura urbana era muito deficiente, a malária tornou-se comum. A população cresce quase oito vezes em duas décadas.
A ferrovia é desativada em 1972.
Com a grande quantidade de migrantes que chega devido à descoberta de cassiterita e ouro, o Território passa a ter problemas. A exploração é feita de forma predatória e com grande impacto ambiental. Causa a erosão do leito e das margens do Rio Madeira, contaminação das águas por mercúrio, poluição por óleo e sedimentação do canal navegável, chegando a comprometer a BR-425 que vai até Guajará-Mirim. No local são encontrados fósseis de mastodontes e tatu-gigante, entre outros. No final dos anos 70 e início dos 80 a migração aumenta com o objetivo do trabalho na agricultura. A malária já é suportada e, apesar das limitações tecnológicas, a produção agrícola cresce. Cresce, então, a necessidade de transformá-lo em Estado, o que ocorre em 1981.
A Ferrovia Madeira-Mamoré volta a funcionar em 1981, mas para fins turísticos apenas, num trecho entre Porto Velho e Santo Antônio.
Os migrantes continuam chegando ao Estado mas a economia já mostra sinais de declínio.
Em 1987, entra em litígio de terras com o Acre, na Ponta do Abunã, uma região de terras férteis e valiosas pedras de brita, chegando a ter intervenção do exército para garantir que o Governo do Acre acate um parecer do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que dá ganho de causa a Rondônia.
A economia é limitada à agropecuária e ao extrativismo vegetal e mineral, e a infra-estrutura urbana é deficiente.
Na década de 90, a floresta tem 30% de sua área devastada, há sérios problemas de corrupção político-administrativa, tráfico de drogas na fronteira com a Bolívia e a Colômbia e de violência dos grandes proprietários contra colonos e posseiros e milhares de famílias que vivem na região aguardam a distribuição de terras pelo Incra.






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