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Brasil, 23 de Maio de 2017

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Norte

 

Maior região do Brasil e menos povoada, corresponde à fantástica Amazônia, onde tudo é grandioso. Cortada pelo Equador, tem uma parte situada no Hemisfério Norte. Aqui está a maior floresta equatorial do planeta, considerada o pulmão do mundo, que apresenta uma vegetação densa, com árvores de até 60m de altura. Dos vinte maiores rios do mundo dez fazem parte da Bacia Amazônica, que representa 1/5 das reservas de água doce existentes, principalmente o Rio Amazonas, o mais caudaloso e mais extenso do mundo, com 6.840km, com até 50km de largura no seu ponto mais largo, próximo a Gurupá/PA (a menor largura, em Óbidos/PA tem 2.600 metros). A força das águas amazônicas é tão grande que na sua foz (com aproximadamente 320km de largura) o Rio Amazonas empurra o Oceano Atlântico para até 150km da costa, e é por isso que, quando o descobriu no ano de 1.500, o espanhol Vicente Yanez Pinzón o chamou de “Mar Dulce”. É aqui também que em alguns rios, por volta do mês de outubro, ocorre o fenômeno da “Pororoca”, uma perigosa onda contínua com até 5m de altura, formada na subida da maré e que costumeiramente é explorada por surfistas.

Sua fauna e flora exuberantes, com 1/3 das espécies vivas do planeta, fascinam e apaixonam os especialistas e os visitantes. Abriga a metade das espécies de aves hoje conhecidas, possui a maior diversidade de insetos, répteis e anfíbios. Possui mais espécies de peixes que o oceano Atlântico. As águas da Amazônia também são ricas em caranguejos, camarões, serpentes, tartarugas, botos (entre eles o boto cor-de-rosa), lontras, jacarés e até tubarões, que sobem centenas de quilômetros nos rios em busca de peixes. Dezenas de espécies de aves aquáticas exploram essas águas, ricas em alimentos. O maior roedor, as maiores araras e papagaios, as maiores cobras, os maiores peixes (o pirarucu pode atingir mais de 3 metros de comprimento e pesar 180 quilos) e as maiores árvores tropicais estão na Amazônia. A diversidade de mamíferos, especialmente macacos e felinos é muito grande. Pelo menos trinta espécies de macacos ocorrem na floresta amazônica.

Nesta região encontram-se: os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo, Mariuá e Anavilhanas, com o total de 1.100 ilhas (fonte: ProaManaus e Wikipédia), situados no Rio Negro/AM; a maior Reserva Biológica inundada do planeta - Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, no Amazonas; a maior ilha fluvial do mundo, Ilha do Bananal, no Rio Araguaia/TO e o arquipélago de Marajó/PA, situado na foz do Rio Amazonas, com a maior ilha fluviomarítima do mundo, a de Marajó, com aproximadamente 50.000km², que também abriga o maior rebanho de búfalos do país.

O relevo da Região Norte é caracterizado por baixas altitudes, a chamada planície amazônica, onde ocorrem as Matas de Igapó, sempre inundadas, as Matas de Várzea, só inundadas nas cheias dos rios e as Matas de Terra Firme, nunca inundadas e situadas nos baixos planaltos da Amazônia. Mas aqui também ocorrem planaltos, e na serra de Imeri, no Estado do Amazonas, nas proximidades da fronteira com a Venezuela, encontram-se os dois pontos mais altos do relevo brasileiro, o pico da Neblina, com 2.994m e o pico 31 de Março, com 2.992m de altitude (fonte: IBGE). 

O clima predominante é o equatorial, quente, úmido e semi-úmido, com temperaturas médias em torno dos 24°C e 26°C (mínimo 18°C e máximo 39°C). Chove muito entre os meses de novembro e junho, o que concorre para as cheias dos rios.

A maior parte da população, 69,87%, vive nas cidades. Cerca de 63,97% dos habitantes da região são pardos, 28,02% são brancos e somente 1,65% são indígenas. Os pretos, amarelos e outros correspondem a 6,36% do total. O Pará é o estado mais populoso e o Acre, o Amapá e Roraima estão entre os estados menos populosos do Brasil, sendo a soma de suas populações menor que um milhão e quinhentos mil habitantes. Nesta região vivem 29,07% dos indígenas brasileiros, distribuídos em várias etnias (fontes: IBGE e Funai). A Região Norte tem as maiores taxas de crescimento populacional do Brasil.

Os sete estados, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins são compostos por 449 municípios, que ocupam grandes áreas, sendo o município de Altamira/PA o maior do mundo, com 161.445,9km², maior que as áreas de 100 países do planeta terra, um a um, e maior que os Estados de Alagoas, Sergipe, Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos.

A ocupação da região ocorreu através de atividades ligadas ao extrativismo vegetal. No fim do século XIX e início do século XX a exploração da borracha impulsionou o melhoramento das principais cidades, como Manaus, capital do Amazonas e Belém, capital do Pará. Posteriormente deu-se a extração mineral, com ouro e ferro, a partir da construção de estradas interestaduais, como a Belém-Brasília, a Transamazônica, a Cuiabá-Santarém e a Cuiabá-Porto Velho. Atualmente a economia da Região Norte baseia-se na indústria eletro-eletrônica, de motocicletas, químico-farmacêutica, gráfica e relojoeira, indústria de transformação de minerais, de beneficiamento de matéria prima vegetal e alimentícia, mineração, extração de petróleo e gás natural, agricultura, pesca, pecuária extensiva e extração vegetal, incluindo a de madeira de lei. As principais áreas de mineradoras são a Serra dos Carajás, no Pará, onde se explora o ferro, a Serra do Navio, no Amapá, com a exploração de manganês e Oriximiná, no norte do Pará, de onde se retira bauxita para a produção de alumínio. A extração de petróleo e gás natural é feita a partir de Urucu, no município de Coari, no Amazonas. A região abriga as maiores propriedades rurais do planeta, destacando-se a Fazenda Jarí/PA, maior do mundo, com 30.000km², área equivalente à do Estado de Sergipe. O Estado do Pará tem enormes conflitos ligados à propriedade e exploração de terras e possui as maiores áreas desmatadas na Amazônia, enquanto que o Amapá possui o maior índice de preservação das florestas, quase intocadas. Os rios amazônicos abrigam hidrelétricas como Samuel, em Rondônia, Balbina, no Amazonas e Tucuruí, no Pará, que atende também a uma parte da Região Nordeste. 

É necessário algum esforço para entender a Amazônia, repleta de características próprias. Aqui tudo é longe e as distâncias são medidas em dias de viagem de barco através dos milhares de rios, paranás e lagos amazônicos. Embora existam grandes cidades como Manaus e Belém, que têm hoje mais de um milhão e quinhentos mil habitantes cada uma, a região é toda verde e existe muita água por todos os lados. No centro da Amazônia, em conseqüência das dificuldades para a construção de estradas de maior alcance, as propriedades e as populações rurais se distribuem nas margens dos rios e lagos, onde predominam moradias e outras instalações montadas em palafitas, necessárias para resistir às cheias periódicas. Quando os níveis das águas alcançam os soalhos das palafitas os seus ocupantes constroem outros mais altos e para o gado constroem estruturas de madeira chamadas “marombas”. Existem ainda os “flutuantes”, que são edificações construídas sobre enormes toras de madeira, que acompanham a subida e descida das águas e podem até ser rebocadas para qualquer outro lugar, ou outro rio. Os meios de transporte mais utilizados são barcos e aviões, e existem aeroportos em quase todos os municípios da região. O transporte por estradas só existe de verdade no sul e leste do Pará, no sul do Amazonas, entre os municípios mais próximos de Manaus e nos estados do Acre e Rondônia. Manaus, onde existe um pólo industrial muito ativo, é um dos maior centros de movimentação de cargas no país e é servida pelo transporte rodoviário interestadual com carretas embarcadas em balsas e transportadas até os portos de Belém/PA e Porto Velho/RO. Existe uma estrada federal que liga Manaus a Boa Vista/RR e a partir daí liga a região ao Caribe, através da Venezuela. O Rio Amazonas permite a navegação de navios de grande porte, de qualquer calado, e Manaus também é servida por esse modal. 

Com folclore próprio, as grandes atrações são o Festival Folclórico do Boi-Bumbá de Parintins/AM, o Círio de Nazaré, em Belém/PA, o Çairé (com Ç mesmo), em Santarém/PA e as danças típicas, Marujada, Carimbó e Cirandas. O artesanato se baseia em fibras naturais, máscaras, cocares, e de cerâmicas Marajoaras e Tapajônicas. Nessa linha de artesanato são confeccionadas jóias de muito bom gosto, exóticas mas sofisticadas, mescladas de ouro, pedras preciosas e sementes da região.

A culinária amazônica tem grande diversidade, com destaque para peixes, assados e em caldeiradas, como Pirarucu (bacalhau da Amazônia), Tambaqui, Tucunaré, Matrinxã e Jaraqui, pato no tucupi, maniçoba, tacacá, tapiocas recheadas de tucumã e pupunha, doces, tortas e outras iguarias feitos com cupuaçú, taperebá, castanha-do-pará etc.

A Amazônia é perfeita para o turismo ecológico, a pesca e a aventura. É aqui que a pesca esportiva fluvial consegue recordes mundiais. Existem hotéis turísticos de nível internacional, localizados dentro da selva e nas grandes cidades como Manaus/AM e Belém/PA. Os litorais do Amapá e do Pará têm características próprias e incomuns e merecem ser visitados. Correspondendo à sua disponibilidade de água os amazônidas sabem explorar bem as atividades aquáticas para o laser e o esporte, em belíssimos balneários e outros locais. 

Dados Gerais:


Estados

Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Área

3.869.637,9Km² - 45,3% do território brasileiro

População

12.911.169 habitantes (2000)

Densidade Demográfica

3,33 hab/km²

Expectativa de vida homens – 63,8 anos
mulheres – 71 anos
Analfabetismo

19%

Escolaridade

Fundamental – 75,6% 

Médio – 11,4%
Superior – 3%
Temperatura Média

26°C

Economia

Indústria, mineração, extração de petróleo e gás natural, agricultura, pesca, pecuária extensiva e extração vegetal.

Texto e informações enviadas por Paulo Roberto do Nascimento Vale - Guarabira/PB - 11/10/2006


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