Estado do Rio de Janeiro: Geografia, População e Economia
O Estado do Rio de Janeiro ocupa a faixa leste da Região Sudeste do Brasil, entre a Serra da Mantiqueira e o Oceano Atlântico. Tem 17.223.547 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 1º de julho de 2025, o terceiro contingente mais populoso do país, atrás de São Paulo e Minas Gerais. A área soma 43.750,42 km², conforme o IBGE, confirmada em duas fontes distintas em 2020. A capital é o Município do Rio de Janeiro, com 6.730.729 habitantes pela mesma estimativa de 2025.
A economia do Estado soma R$ 1,173 trilhão em 2023, segundo o Sistema de Contas Regionais do IBGE e o CEPERJ — 10,7% do PIB nacional e a segunda posição entre os estados, atrás apenas de São Paulo. A Bacia de Santos, no litoral fluminense, sustenta hoje a maior parte da produção nacional de petróleo, herança de uma vocação industrial que remonta ao século XX.
Os 92 Municípios do território se dividem em oito regiões de governo — Metropolitana, Serrana, Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Baixadas Litorâneas, Médio Paraíba, Centro-Sul Fluminense e Baía da Ilha Grande —, cada uma com perfil econômico, social e cultural próprio. O ponto mais alto é o Pico das Agulhas Negras, na Serra da Mantiqueira, com 2.791 m de altitude.
As seções seguintes detalham a geografia física, a população, a história, a economia, a infraestrutura, a cultura e o turismo fora da Capital, sempre com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de outras fontes oficiais, como o CEPERJ e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
| Dado | Informação |
|---|---|
| Capital | Rio de Janeiro |
| Região | Sudeste |
| Sigla | RJ |
| Área | 43.750,42 km² (IBGE, 2020) |
| População | 17.223.547 hab. (IBGE, 2025) |
| PIB | R$ 1,173 trilhão (CEPERJ/IBGE, 2023) |
| Ponto mais alto | Pico das Agulhas Negras, 2.791 m |
| Fuso horário | UTC-3 |
Onde fica o Estado do Rio de Janeiro no mapa do Brasil?
No mapa do Brasil, o Rio de Janeiro ocupa a porção leste da Região Sudeste, entre o Oceano Atlântico e a Serra da Mantiqueira. Faz limite com o Espírito Santo ao norte, com Minas Gerais ao norte e noroeste, com São Paulo ao sul e com o Oceano Atlântico a leste, numa faixa litorânea que percorre toda a borda oriental do território.
Essa posição aproxima o Estado dos dois maiores polos econômicos do país — São Paulo, ao sul, e Minas Gerais, ao norte — e explica a vocação portuária e industrial de parte do litoral fluminense. A Baía de Guanabara, no centro da costa, concentra o principal porto e a maior densidade urbana do território.
Dados gerais do Estado do Rio de Janeiro
Os dados gerais do Estado do Rio de Janeiro reúnem símbolos oficiais, estrutura de governo e divisão administrativa, complementares aos números já apresentados na ficha rápida. Juntos, esses elementos compõem a identidade institucional do território.
Bandeira e símbolos oficiais
A bandeira do Estado foi adotada em 5 de outubro de 1965, pela Lei Estadual nº 5.588, com desenho do pesquisador Alberto Rosa Fioravanti. O pano se divide em quatro quartéis diagonais, dois brancos e dois azul-celeste, em proporção de 7 por 10 — o branco associado à paz, o azul à lealdade e à justiça.
No centro, o brasão de armas, de formato oval, reúne o azul-marinho da Baía de Guanabara, o verde da baixada litorânea, o tom beje da Serra dos Órgãos — com o Dedo de Deus — e o azul do céu. Uma águia sustenta um escudo com a data de 9 de abril de 1892, da primeira Constituição estadual, promulgada em Niterói, cercado por ramos de cana-de-açúcar e café, símbolos da riqueza agrícola do território.
Governo e divisão administrativa
O governo do Estado segue o modelo de Executivo, Legislativo e Judiciário próprio dos estados brasileiros, com sede na Capital. O Executivo é exercido pelo governador, eleito a cada quatro anos, e o Legislativo pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), com 70 deputados.
Na divisão administrativa, os 92 Municípios se agrupam em oito regiões de governo — Metropolitana, Serrana, Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Baixadas Litorâneas, Médio Paraíba, Centro-Sul Fluminense e Baía da Ilha Grande —, cada uma com características econômicas, sociais e culturais próprias, segundo levantamento histórico do próprio Estado.
Geografia física do Estado do Rio de Janeiro

A geografia física do Estado combina baixada litorânea, serras e planalto em um território relativamente pequeno, mas de relevo bastante acidentado. Cerca de metade da área está abaixo de 200 m de altitude, enquanto o restante sobe rapidamente até os mais de 2.000 m das serras do Mar e da Mantiqueira.
Essa combinação cria paisagens bem diferentes dentro do próprio território — da planície costeira às florestas de altitude —, moldando o clima, a vegetação e a rede de rios que atravessam a região. As quatro seções seguintes detalham o relevo, o clima, a hidrografia e a vegetação do Estado.
Relevo e pontos culminantes
O relevo do Estado reúne três unidades: a baixada fluminense, os maciços litorâneos e o planalto, que ocupa a maior parte do território. A cadeia da Serra do Mar, localmente chamada Serra dos Órgãos, atinge mais de 1.000 m de altitude, com a Pedra do Sino, de 2.263 m. Mais detalhes sobre o tema em Relevo do Brasil.
O planalto se inclina em direção ao Vale do Rio Paraíba do Sul e, mais adiante, encontra a Serra da Mantiqueira, onde fica o ponto culminante do território: o Pico das Agulhas Negras, com 2.791 m de altitude, segundo medição mais recente. O litoral se divide em três trechos — a Costa do Sol, ao nordeste; um trecho central de restingas e lagunas, onde ficam as lagoas Rodrigo de Freitas e de Jacarepaguá; e a Costa Verde, ao sul, onde a serra desce direto para o mar.
Clima
O clima do território é tropical atlântico, com variações conforme a altitude e a distância do mar. Na baixada predomina o tropical semi-úmido, com chuvas de verão e inverno seco, e temperatura média anual de 24°C. Mais sobre o tema em Clima do Brasil.
Na porção mais baixa da Serra do Mar ocorre o tropical úmido, com chuvas distribuídas ao longo do ano, enquanto o tropical de altitude, nas porções mais elevadas, tem verões quentes e temperatura média de 20°C. As chuvas se concentram entre novembro e abril.
Hidrografia
A hidrografia do Estado tem no Rio Paraíba do Sul o principal curso de água, que atravessa o território de oeste para leste e forma o vale onde nasceram as primeiras lavouras de café do país. Mais dados sobre o tema em Hidrografia do Brasil.
Outros rios correm de forma independente até o Oceano Atlântico, entre eles o Guandu, o Piraí, o Muriaé, o Itabapoana, o Macaé, o São João e o Macacu — a maioria de dimensões menores que o Paraíba do Sul, mas importantes para o abastecimento de água das regiões onde passam.
Vegetação
A vegetação original do território é a Mata Atlântica, com manguezais no litoral e floresta tropical no interior, da qual restam poucas manchas, em áreas de relevo mais acidentado. Mais informações em Vegetação do Brasil.
Nas encostas da Capital estão duas das maiores florestas urbanas do mundo: o Maciço da Pedra Branca e a Floresta da Tijuca, com 3.300 hectares, tombada pela ONU como reserva da biosfera. A fauna remanescente inclui mamíferos e numerosas espécies de aves típicas da Mata Atlântica.
Quais são as principais cidades do Estado do Rio de Janeiro?
As principais cidades do Estado se concentram na Região Metropolitana, em torno da Capital, e ao longo do litoral e do Vale do Paraíba do Sul. O Município do Rio de Janeiro reúne a maior população e a maior atividade econômica, mas outros municípios formam polos regionais importantes, de perfil industrial, portuário ou turístico.
Essa distribuição reflete os ciclos históricos de ocupação do território — do litoral colonial à industrialização do Médio Paraíba — e explica por que municípios como Duque de Caxias, Niterói e Volta Redonda concentram parte relevante da população e da economia fluminense fora da Capital.
Qual é a cidade mais antiga do Estado do Rio de Janeiro?
Angra dos Reis é considerada um dos municípios mais antigos do Estado do Rio de Janeiro. A baía que deu nome à cidade foi descoberta em 6 de janeiro de 1502, data dedicada aos Reis Magos, segundo registro do IBGE. O povoamento permanente começou em 1556, e a localidade foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila dos Reis Magos da Ilha Grande, em 1608.
Cada município do Estado tem autonomia administrativa própria, com prefeito e câmara de vereadores eleitos, dentro da estrutura federativa brasileira.
Maiores cidades por população
As cidades mais populosas do Estado, segundo estimativas do IBGE para 2025, aparecem na tabela abaixo. A lista reúne a Capital e outros sete municípios, a maioria deles integrada à Região Metropolitana:
| # | Município | População (hab.) |
|---|---|---|
| 1 | Rio de Janeiro (capital) | 6.730.729 |
| 2 | São Gonçalo | 960.196 |
| 3 | Duque de Caxias | 866.225 |
| 4 | Nova Iguaçu | 843.220 |
| 5 | Campos dos Goytacazes | 519.259 |
| 6 | Belford Roxo | 518.300 |
| 7 | Niterói | 516.700 |
| 8 | São João de Meriti | 440.962 |
Fonte: IBGE, estimativa populacional 2025 (linhas 1 a 7); Censo IBGE 2022 para São João de Meriti, dado mais recente disponível.
Com exceção de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, todas essas cidades ficam na Região Metropolitana, como polos de serviços ou municípios-dormitório da Capital.
Mesorregiões e microrregiões do Estado
O território se divide oficialmente em oito regiões de governo — Metropolitana, Serrana, Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Baixadas Litorâneas, Médio Paraíba, Centro-Sul Fluminense e Baía da Ilha Grande —, usadas pelo próprio governo estadual para fins de planejamento. Cada uma reúne municípios vizinhos de perfil econômico e social semelhante.
O IBGE usa ainda uma divisão própria em mesorregiões e microrregiões, com finalidade estatística, que aproxima municípios por critérios de proximidade geográfica e atividade econômica dominante — sem corresponder exatamente aos limites das regiões de governo adotadas pelo Estado.
População e municípios do Estado do Rio de Janeiro
A população do Estado chega a 17.223.547 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 1º de julho de 2025, o terceiro maior contingente entre os estados brasileiros, atrás de São Paulo e Minas Gerais. O número supera em quase 3 milhões a marca de 14.391.282 habitantes registrada no Censo 2000, por muito tempo usada como referência. Mais sobre o tema em População Brasileira.
Esse contingente se distribui de forma desigual pelo território: a Região Metropolitana concentra a maior parte dos moradores, enquanto o Norte Fluminense e o interior mantêm densidade populacional menor, ligada a atividades agropecuárias e à exploração de petróleo.
Quantos habitantes tem o Estado do Rio de Janeiro?
O Estado tem 17.223.547 habitantes, segundo o IBGE, em estimativa para 1º de julho de 2025. A Capital concentra 6.730.729 desse total — pouco menos de 40% da população estadual —, o que faz do Rio de Janeiro um dos estados mais concentrados do país em torno de uma única metrópole.
Quantos municípios tem o Estado do Rio de Janeiro?
O Estado reúne 92 Municípios, o mesmo universo de cidades contabilizado na seção anterior. Juntos, formam a base da divisão administrativa fluminense, organizada pelo IBGE em mesorregiões e microrregiões, e pelo governo estadual em oito regiões de governo, para fins de planejamento e investimento público.
Densidade demográfica e urbanização
A densidade demográfica do território está entre as mais altas do Brasil, resultado da combinação entre área pequena e alta concentração populacional na Região Metropolitana. A taxa de urbanização chegou a 96,7% no Censo Demográfico de 2010, uma das mais altas entre os estados brasileiros, segundo o IBGE, com a pequena parcela rural concentrada no Norte e no Noroeste Fluminense.
História do Estado do Rio de Janeiro
A história do território começa com a exploração portuguesa do litoral em busca de pau-brasil, alvo constante de invasões francesas nos primeiros séculos da colonização. Em 1555, franceses se instalam na Baía de Guanabara, episódio que leva Portugal a reforçar a presença militar na região. Mais contexto sobre o período colonial em História do Brasil.
Em 1565, portugueses expulsam os invasores e fundam a Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, núcleo que dá origem à futura Capital. A partir daí, a mineração em Minas Gerais e o comércio pelo Porto do Rio de Janeiro transformam o território num eixo econômico estratégico para a Coroa portuguesa.
Período colonial e capitania
Em 1534, Portugal divide o litoral fluminense em duas Capitanias Hereditárias: a de São Tomé, doada a Pero de Góis, e a de São Vicente, doada a Martim Afonso de Sousa. Em 1572, a divisão administrativa da colônia torna o Rio de Janeiro sede do Governo do Sul, o que impulsiona a fundação de vilas como Angra dos Reis, Cabo Frio, Parati e Campos dos Goitacases.
Capital do Brasil Império (1763–1960)
Em 1763, a Cidade do Rio de Janeiro se torna a capital da colônia, em razão do deslocamento do eixo econômico para a mineração. Em 1808, a chegada da corte portuguesa reforça o papel político e urbano da cidade, que mantém o posto de capital após a Independência, em 1822, e a Proclamação da República, em 1889.
Em 1960, a transferência da Capital Federal para Brasília cria o Estado da Guanabara, formado pela antiga Cidade do Rio de Janeiro, que perde a condição de capital do país, mas permanece como unidade federativa própria por mais de uma década.
Fusão com o Estado da Guanabara (1975)
Em 1974, a Lei Complementar nº 20 determina a fusão do Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara, efetivada em 15 de março de 1975. O antigo território da Guanabara retorna à condição de Município e passa a ser a Capital do novo Estado.
Para recuperar a importância econômica perdida nas décadas anteriores, os Governos Militares investem nas Usinas Nucleares de Angra I e Angra II, em Angra dos Reis, e no polo petrolífero da Bacia de Campos, bases da economia fluminense ainda hoje.
Economia do Estado do Rio de Janeiro
A economia do Estado soma Produto Interno Bruto de R$ 1,173 trilhão em 2023, segundo o Sistema de Contas Regionais do IBGE e o CEPERJ. O valor representa 10,7% do PIB nacional e coloca o Rio de Janeiro na segunda posição entre os estados brasileiros, atrás de São Paulo. Mais dados econômicos do país em Economia do Brasil.
Historicamente, o território se divide em áreas econômicas distintas: o Médio Vale do Paraíba, de vocação siderúrgica; a Região Metropolitana, de municípios-dormitório; o planalto do interior, de agropecuária; a orla litorânea e a zona serrana, de turismo, construção naval e petróleo; e o Norte e o Noroeste Fluminense, de cana-de-açúcar, pecuária leiteira e rizicultura.
PIB e principais setores
O setor de serviços concentra a maior parte do PIB fluminense, seguido pela indústria e, por último, pela agropecuária, hoje de importância secundária na economia estadual. A cana-de-açúcar continua como principal produto agrícola, cultivada na região de Campos dos Goytacazes, seguida pela laranja, cultivada em torno de Itaboraí, além de tomate, banana, arroz e frutas como o caqui.
Petróleo e Bacia de Campos
O Estado é hoje o maior produtor de petróleo do Brasil, responsável por 87,8% do óleo extraído no país em 2025, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A liderança decorre, sobretudo, da produção offshore nos campos de Tupi, Búzios e Mero, na Bacia de Santos, hoje responsável por 77,79% da produção nacional de petróleo.
A Bacia de Campos, no litoral norte fluminense, foi a principal responsável pela ascensão do território à condição de maior produtor de petróleo do país, a partir dos anos 1970, e ainda responde por 19,67% da produção nacional, em segundo lugar entre as bacias do país, segundo a mesma fonte. A atividade sustenta uma cadeia de serviços portuários, navais e industriais ao longo do litoral fluminense, com reflexo direto na arrecadação estadual via royalties do petróleo.
Indústria, serviços e porto
A indústria fluminense inclui construção naval, siderurgia, química, papel e celulose, além de alimentos e bebidas, concentrada sobretudo na Capital e na Região Metropolitana. Núcleos industriais também aparecem em Volta Redonda, sede da Companhia Siderúrgica Nacional, em Resende, com a indústria automotiva, e em Barra Mansa, com metalurgia.
O Porto do Rio de Janeiro está entre os principais do país em carga movimentada, ao lado do Porto de Itaguaí, antigo Porto de Sepetiba, usado para exportação de minério vindo de Minas Gerais.
Infraestrutura do Estado do Rio de Janeiro
A infraestrutura do território reúne portos, rodovias, aeroportos e geração de energia, herdados em parte da industrialização do século XX. A BR-101 cruza a Baía de Guanabara pela Ponte Rio-Niterói e segue para o Espírito Santo, enquanto a Rodovia Presidente Dutra, parte da BR-116, liga o Rio a São Paulo passando por Nova Iguaçu, Barra Mansa e Resende.
O Estado conta ainda com universidades tradicionais, como a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, além de centros de pesquisa como o Instituto Oswaldo Cruz.
Transporte e rodovias
O transporte no território combina rodovias federais e estaduais, com destaque para a BR-101, a BR-116 (Rodovia Dutra) e a Rodovia Washington Luís, que liga a Capital a Minas Gerais passando por Duque de Caxias, Petrópolis e Três Rios.
A Capital reúne três aeroportos: o Aeroporto Internacional do Galeão, o Santos Dumont, voltado a voos regionais, e o de Jacarepaguá, para aviação de pequeno porte.
Portos e energia
Os principais portos do Estado são o Porto do Rio de Janeiro e o Porto de Itaguaí, além dos portos de Niterói e Angra dos Reis, que juntos escoam carga geral, minério e granéis.
Na geração de energia, o território abriga a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, com os reatores Angra 1 e Angra 2 — a única usina nuclear em operação no Brasil — além de hidrelétricas como a de Nilo Peçanha e a do Funil.
Cultura do Estado do Rio de Janeiro
A cultura fluminense reúne museus, artesanato, culinária regional e festas populares que remontam ao período colonial. O acervo arquitetônico do território está em boa parte tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com destaque para o Museu Imperial, fundado em 1938 no Palácio do Grão-Pará, antiga residência da Família Imperial em Petrópolis, e o Museu Nacional, criado em 1892 na Quinta da Boa Vista — que perdeu cerca de 80% do acervo em um incêndio em 2018 e segue em obras de reconstrução, com reabertura total prevista para 2027/2028.
A atividade artesanal inclui cerâmica, concentrada no Município de Itaboraí, trabalhos em madeira e couro, usados sobretudo nas máscaras das Folias de Reis, e a renda de bilros, tradicional em cidades como Cabo Frio e Saquarema.
Manifestações populares e religiosidade
As manifestações populares do Estado incluem o Carnaval, a maior festa do calendário fluminense, com desfile das escolas de samba na Capital, e festejos regionais como o Boi Pintadinho, no Norte Fluminense, e a Cavalhada, em Campos dos Goytacazes e Itaocara.
Na virada do ano, a festa de Réveillon de Copacabana reúne queima de fogos e culto a Iemanjá em toda a orla. Em Angra dos Reis, a tradicional Procissão Marítima reúne barcos decorados com alegorias religiosas.
Música e patrimônio cultural
A música popular do território tem no samba e no choro suas expressões mais conhecidas, ao lado da bossa nova, nascida na Zona Sul da Capital nas décadas de 1950 e 1960. O artesanato de balões, tradicional em municípios como Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias, atrai público nas “quadras” de baloeiros, sobretudo em junho.
Na culinária, a influência portuguesa aparece em pratos como a bacalhoada, enquanto municípios como Campos dos Goytacazes se destacam pela produção de goiabada e rapadura.
Turismo no Estado do Rio de Janeiro fora da capital

O turismo fora da Capital reúne praias, serras e cidades históricas, em roteiros que vão da Costa Verde, ao sul, à Região dos Lagos, ao norte do território. A Costa Verde concentra mais de 2.000 praias e 300 ilhas, além de boa parte da frota de embarcações de lazer do país, segundo registros turísticos do próprio Estado.
Entre as serras e o litoral, cidades coloniais e estâncias de altitude formam o outro eixo turístico fluminense, com influência da colonização europeia em municípios como Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo.
Região Serrana
A Região Serrana reúne Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, colonizadas por imigrantes alemães e suíços no século XIX, que deixaram marcas na arquitetura, na alimentação e no mobiliário local. Em Petrópolis, o Museu Imperial preserva peças do período monárquico brasileiro.
Município vizinho, Penedo, de colonização finlandesa, oferece ao visitante contato com costumes e culinária de um país distante, dentro do próprio território fluminense.
Costa Verde e Paraty
A Costa Verde, no litoral sul do território, reflete o contraste entre mar e montanha, com a Serra do Mar mergulhando direto no Oceano Atlântico. Paraty preserva o centro histórico colonial, com ruas de pedra e igrejas tombadas pelo IPHAN, enquanto Angra dos Reis concentra parte da frota de lazer da região.
Mais ao norte da Costa Verde, Mangaratiba e a Ilha Grande completam o roteiro de praias e trilhas entre a mata e o mar.
Região dos Lagos e Costa do Sol
A Região dos Lagos e a Costa do Sol, no litoral leste do território, têm em Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo os principais destinos, com praias de águas claras e dunas. Colônias de pescadores ainda marcam a paisagem de municípios como Saquarema e Maricá.
Rio das Ostras completa a lista de balneários que recebem grande número de visitantes nos fins de semana e no verão.
O que mais caracteriza o Estado do Rio de Janeiro?
O território reúne características pouco exploradas nas seções anteriores deste guia, da geografia à energia nuclear, que ajudam a diferenciar o Estado do Rio de Janeiro dentro do cenário nacional. Alguns registros resumem essas particularidades:
- A Floresta da Tijuca, na Capital, é uma das maiores florestas urbanas do mundo, com 3.300 hectares.
- O Pico das Agulhas Negras, com 2.791 m, é o ponto mais alto do território, na Serra da Mantiqueira.
- A Ilha Grande, em Angra dos Reis, já funcionou como presídio antes de se tornar destino turístico.
- A Central Nuclear de Angra dos Reis é a única usina nuclear em operação no Brasil.
- O Estado atual nasceu da fusão, em 1975, de dois territórios que hoje correspondem à Capital e ao interior fluminense.
Perguntas frequentes sobre o Estado do Rio de Janeiro
As perguntas abaixo respondem de forma direta às dúvidas mais comuns sobre o Estado do Rio de Janeiro.
Qual é a capital do Estado do Rio de Janeiro?
A capital do Estado do Rio de Janeiro é o Município do Rio de Janeiro, com 6.730.729 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025. É a sede do governo estadual e a cidade mais populosa do Estado.
Qual é a maior cidade do Estado do Rio de Janeiro em área?
A maior cidade do Estado do Rio de Janeiro em área é Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, com cerca de 4.032 km², segundo o IBGE — a maior extensão territorial entre os 92 Municípios fluminenses.
O Estado do Rio de Janeiro faz fronteira com quais estados?
O Estado do Rio de Janeiro faz fronteira com o Espírito Santo, ao norte, e Minas Gerais, ao norte e noroeste, além de São Paulo, ao sul. A leste, o limite é o Oceano Atlântico.
Qual é a diferença entre o Estado e o Município do Rio de Janeiro?
O Estado do Rio de Janeiro é uma unidade federativa, com 92 Municípios. O Município do Rio de Janeiro é apenas um deles — a Capital do Estado, onde fica a sede do governo, com população e limites territoriais próprios.
Qual é o ponto mais alto do Estado do Rio de Janeiro?
O ponto mais alto do Estado do Rio de Janeiro é o Pico das Agulhas Negras, na Serra da Mantiqueira, com 2.791 m de altitude. O pico fica na fronteira com Minas Gerais e São Paulo, dentro do Parque Nacional do Itatiaia.
Foto de destaque: Gabriel Ramos / Pexels, licença gratuita (Resende, RJ).