Estado de Mato Grosso: Mapa, Clima, História e Curiosidades

O Estado de Mato Grosso ocupa a porção central da Região Centro-Oeste do Brasil e é o único estado do planeta com três ecossistemas dentro do mesmo território: a Floresta Amazônica, o Cerrado e o Pantanal. A capital é Cuiabá, no centro geográfico da América do Sul, marcado pelo Marco Geodésico que delimita o meio do continente. Em 903.208,027 km², segundo o IBGE (2025), o território soma 3.658.649 habitantes pelo Censo de 2022 e reúne 141 municípios distribuídos entre o planalto do norte e a planície do Pantanal, ao sul.
Criado como unidade separada em 1977, quando a antiga província foi dividida entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o Estado de Mato Grosso manteve o nome, a capital e boa parte da história que remonta ao século XVIII, quando bandeirantes encontraram ouro às margens do Rio Coxipó. Hoje a economia do estado está apoiada no maior rebanho bovino do país e em uma das maiores safras de soja do Brasil, enquanto o turismo cresce em torno da Chapada dos Guimarães e do Pantanal Norte.
| Característica | Dado |
|---|---|
| Capital | Cuiabá |
| Sigla | MT |
| Área | 903.208,027 km² (IBGE, 2025) |
| População | 3.658.649 habitantes (Censo IBGE 2022) |
| Bioma(s) | Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal |
| Data de criação do Estado | 1977 (Lei Complementar 31), efetivado em 1979 |
| Fronteiras | Amazonas e Pará (N); Tocantins e Goiás (L); Mato Grosso do Sul (S); Rondônia e Bolívia (O) |
| Governo | Democracia representativa |
Onde fica o Estado de Mato Grosso?
O Estado de Mato Grosso fica na porção central da Região Centro-Oeste do Brasil, fazendo fronteira com cinco estados brasileiros e com a Bolívia. Sua posição equidistante entre os dois oceanos e entre o norte e o sul do país é marcada pelo Marco Geodésico da América do Sul, erguido em Cuiabá como referência histórica do centro geográfico do continente. O território se estende por 903.208,027 km², área maior que a da Alemanha e da Itália somadas.
A posição central faz do estado uma zona de transição entre três paisagens distintas: a Floresta Amazônica ocupa o norte, o Cerrado domina o centro e o sul, e o Pantanal aparece na porção sudoeste, próxima à fronteira com a Bolívia. Essa combinação é exclusiva no Brasil e coloca o Estado de Mato Grosso como ponto de encontro entre três dos biomas mais estudados do planeta.
Fronteiras do Mato Grosso
As fronteiras do Mato Grosso somam seis divisas, cinco com estados brasileiros e uma internacional. Ao norte, o território faz limite com o Amazonas e o Pará; a leste, com o Tocantins e Goiás; ao sul, com o Mato Grosso do Sul; e a oeste, com Rondônia e a Bolívia. Essa fronteira múltipla reflete a extensão do estado, que atravessa quase 1.500 quilômetros entre seus pontos mais distantes.
A divisa com o Estado de Mato Grosso do Sul é a mais recente de todas: só existe desde 1977, quando os dois estados se separaram pela mesma Lei Complementar 31 que criou o vizinho do sul. Antes da divisão, os dois territórios formavam uma só província, e a fronteira interna de hoje corresponde, em linhas gerais, ao limite administrativo que já separava as regiões norte e sul do antigo Mato Grosso desde o início do século XX.
Relevo e Hidrografia do Mato Grosso
O relevo do Mato Grosso combina planalto e planície em proporções quase iguais. No norte, o planalto apresenta altitudes entre 400 e 800 metros, enquanto ao sul a Chapada dos Parecis e a Serra do Roncador marcam a transição para o Cerrado. O ponto culminante do estado é a Serra de Monte Cristo, com 1.118 metros de altitude, numa área ainda pouco povoada do território.
A planície ocupa o Médio Araguaia, na fronteira com Goiás e Tocantins, sujeita a inundações anuais que depositam sedimentos ao longo das margens dos rios. A hidrografia do estado deriva de duas bacias: a Amazônica, representada pelos rios Araguaia, Xingu e Guaporé, afluentes do Amazonas, e a Platina, pelo Rio Paraguai, que nasce no planalto mato-grossense antes de formar o Pantanal mais ao sul.

Crédito: Paulo Gustavo Modesto / Pexels, licença gratuita (rio em meio ao Cerrado).
Mapa do Mato Grosso
O mapa do Mato Grosso mostra um território dividido entre o planalto do centro-sul e a planície amazônica do norte, com Cuiabá posicionada no centro-sul do estado, próxima à Chapada dos Guimarães. A malha viária converge para a capital, que funciona como o principal entroncamento entre o Pantanal, a região produtora de grãos do norte e os estados vizinhos.
No mapa do Mato Grosso, a metade norte aparece coberta pela Floresta Amazônica e concentra os municípios de colonização mais recente, como Sinop e Sorriso, erguidos a partir da expansão agrícola das décadas de 1970 e 1980. A metade sul, mais antiga, reúne Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, além do acesso ao Pantanal Norte, na divisa com o Mato Grosso do Sul.
Cidades de Mato Grosso
As cidades de Mato Grosso se distribuem entre o eixo urbano do centro-sul, em torno de Cuiabá, e o cinturão agrícola do norte, erguido nas últimas décadas sobre a Floresta Amazônica. A capital concentra quase um quinto da população estadual, enquanto o restante se espalha por polos regionais de porte médio, muitos deles ligados à produção de soja e à pecuária.
O estado soma 141 municípios, segundo o IBGE, número que já foi menor no início dos anos 2000 e cresceu com o desmembramento de distritos em cidades independentes, acompanhando a expansão da fronteira agrícola no norte do território.
Cuiabá, a Capital do Mato Grosso
Cuiabá é a capital e a maior das cidades de Mato Grosso, com 650.877 habitantes no Censo IBGE de 2022 e estimativa de 691.875 para 2025. Fundada em 1719, a partir do Arraial erguido após a descoberta de ouro no Rio Coxipó, a cidade abriga o Marco Geodésico da América do Sul e concentra os principais órgãos do governo estadual.
A cidade funciona como porta de entrada para o Pantanal Norte e para a Chapada dos Guimarães, a pouco mais de 60 quilômetros de distância. Vizinha e conurbada a Várzea Grande, Cuiabá forma com ela a maior região metropolitana do estado, concentrando serviços, universidades e boa parte do comércio mato-grossense.
Principais Cidades do Mato Grosso
| Cidade | População (Censo IBGE 2022) |
|---|---|
| Cuiabá | 650.877 |
| Várzea Grande | 300.078 |
| Rondonópolis | 244.911 |
| Sinop | 196.312 |
| Sorriso | 110.635 |
Depois da capital, Várzea Grande e Rondonópolis lideram o ranking das cidades de Mato Grosso, seguidas por Sinop e Sorriso, os dois principais polos do agronegócio no norte do estado. Sinop cresceu 73,4% entre os Censos de 2010 e 2022, segundo o IBGE, puxada pela expansão da soja e da pecuária na região, enquanto Sorriso, a quinta maior cidade, registrou crescimento de 66,73% no mesmo período.
Clima de Mato Grosso
O clima de Mato Grosso é tropical em quase todo o território, com variações que acompanham a mudança do relevo entre a planície e o planalto. Na planície, ao sul e a oeste, o verão é quente e chuvoso, concentrado entre novembro e março, enquanto o inverno é seco, com umidade relativa baixa e poucos dias de chuva entre maio e setembro.
No planalto, o clima de Mato Grosso é mais ameno, como ocorre na Chapada dos Guimarães, onde a altitude reduz a temperatura média e cria noites mais frias mesmo durante o verão. A temperatura média anual do estado gira em torno de 26°C, com máximas que superam os 35°C em outubro, pouco antes do início das chuvas, e mínimas na faixa dos 15°C nas madrugadas de inverno no planalto.
População de Mato Grosso
A população de Mato Grosso soma 3.658.649 habitantes, segundo o Censo IBGE de 2022, com estimativa de 3.950.330 pessoas para 2026. A densidade demográfica é de 4,05 habitantes por km², uma das mais baixas do país, resultado da ocupação desigual entre o eixo urbano do centro-sul e as áreas ainda pouco povoadas do norte amazônico.
O IDH do estado é de 0,736, segundo o IBGE (2021), classificado como alto, com Cuiabá concentrando os melhores indicadores de renda e escolaridade. A taxa de urbanização do Estado de Mato Grosso é alta, com a maior parte da população vivendo nas cidades do eixo Cuiabá-Várzea Grande-Rondonópolis e nos polos agrícolas do norte, enquanto as áreas rurais e as terras indígenas mantêm densidade bem mais baixa.
Povos Indígenas do Mato Grosso
Os povos indígenas do Mato Grosso somam 58.231 pessoas, segundo o Censo IBGE de 2022, a sétima maior população indígena entre os estados brasileiros. O estado reúne terras indígenas de etnias com histórias e línguas muito distintas, da Nambiquara e da Parecis, no oeste e no norte, à Xavante, na região leste, cada uma com território e organização social próprios.
No nordeste do estado, o Parque Indígena do Xingu, criado em 1961, reúne mais de uma dezena de povos do Alto, Médio e Baixo Xingu, entre eles os Kaiabi (ou Caiabi), Kamaiurá, Kuikuro, Kalapalo e Yawalapiti, que preservam línguas e rituais próprios apesar do contato antigo com a sociedade não indígena. Entre as tradições mantidas está o Quarup, festa realizada na estação da seca em homenagem aos mortos, celebrada de forma coletiva por vários povos do Alto Xingu.
Economia do Mato Grosso
A economia de Mato Grosso tem no agronegócio seu principal motor, com destaque para o maior rebanho bovino do Brasil, de 31,6 milhões de cabeças em 2025, segundo o IBGE. O estado soma um PIB de R$ 273 bilhões em 2023, segundo o IBGE e a Seplag-MT, divulgado em 14/11/2025, com crescimento real de 12,9% naquele ano, o terceiro maior do país, atrás apenas do Acre e do Mato Grosso do Sul.
A participação de Mato Grosso no PIB nacional é de 2,5%, com um PIB per capita de R$ 74.620,05, o terceiro maior do Brasil. Além da pecuária, a economia do Estado de Mato Grosso está apoiada na produção de soja, milho e algodão, que ocupam boa parte do planalto norte, e em um extrativismo mineral e vegetal menor, historicamente ligado a municípios como Nortelândia e Alta Floresta, no garimpo de ouro e diamante e na exploração de madeira.
A indústria do estado ainda é modesta diante do peso do agronegócio, concentrada sobretudo no processamento de produtos alimentícios, na transformação de minerais não metálicos e na fabricação de móveis a partir da madeira extraída no norte. O avanço da soja e do milho, cultivados muitas vezes em duas safras no mesmo ano, também transformou municípios como Sorriso e Sinop em polos de armazenamento e logística, com silos e terminais que escoam a produção pela BR-163 até os portos do Arco Norte.
Infraestrutura do Mato Grosso
A infraestrutura de Mato Grosso depende quase inteiramente do transporte rodoviário, já que o estado não possui ferrovias em operação. A BR-163 liga Cuiabá a Santarém, no Pará, formando o principal corredor de exportação de grãos do Centro-Norte do país, enquanto a BR-364 conecta a capital a Porto Velho, em Rondônia, e segue até o Mato Grosso do Sul.
No ensino superior, o estado conta com a Universidade Federal de Mato Grosso e a Universidade do Estado de Mato Grosso, além de unidades menores distribuídas pelos principais polos regionais. A energia elétrica consumida no estado vem de usinas hidrelétricas e termelétricas, enquanto a navegação fluvial, hoje residual, ainda opera em trechos do Rio Paraguai, herança dos tempos em que o rio era a principal via de acesso ao interior do estado.
O aeroporto de Cuiabá, o Marechal Rondon, concentra os voos comerciais do estado e funciona como principal porta de entrada para quem chega de fora da região, enquanto aeródromos menores dão suporte à agricultura e ao turismo no interior. A dependência quase total das rodovias torna a infraestrutura do Mato Grosso sensível às chuvas de verão, quando trechos sem pavimentação no norte do estado dificultam o escoamento da safra em alguns anos.
Turismo em Mato Grosso
O turismo em Mato Grosso tem dois destinos como protagonistas: a Chapada dos Guimarães, a cerca de 60 quilômetros de Cuiabá, e o Pantanal Norte, na fronteira com o Mato Grosso do Sul. Juntos, atraem visitantes interessados em observação de fauna, cachoeiras e formações rochosas esculpidas pela erosão ao longo de milhões de anos.
O turismo em Mato Grosso também se apoia na pesca esportiva, praticada em pontos como Alta Floresta, Barão de Melgaço, Poconé, Porto Cercado e Porto Jofre, no coração do Pantanal. A vida noturna de Cuiabá, reconhecida como uma das mais animadas do Centro-Oeste, completa a oferta turística para quem usa a capital como base antes de seguir para o interior do estado.
Chapada dos Guimarães
A Chapada dos Guimarães reúne dentro do Parque Nacional formações rochosas esculpidas pela erosão, entre elas o Portão do Inferno, a Salgadeira e o Morro de São Jerônimo. O Mirante oferece, nas noites claras, vista das luzes de Cuiabá a 60 quilômetros de distância, enquanto o Complexo de Cachoeiras reúne várias quedas d’água em um único roteiro de caminhada.
A cachoeira Véu de Noiva é um dos pontos mais fotografados da Chapada dos Guimarães, com queda visível a partir de um mirante próximo à trilha principal do parque. A combinação entre altitude, vegetação de Cerrado e clima mais ameno faz da região um contraponto ao calor da planície do Pantanal, visitada sobretudo na estação seca, entre maio e setembro, quando as trilhas ficam mais acessíveis.

Crédito: Orlando G / Pexels, licença gratuita (cachoeira Véu de Noiva, Chapada dos Guimarães, MT).
Festival Internacional de Pesca de Cáceres
O Festival Internacional de Pesca de Cáceres acontece desde a década de 1970 às margens do Rio Paraguai, reunindo pescadores esportivos do Brasil e do exterior. Em 1992, o evento entrou no Guinness Book como o maior festival de pesca embarcada em água doce do mundo, marco ainda citado pela organização do festival e por fontes oficiais, como a Marinha do Brasil, nas edições mais recentes.
A edição mais recente do Festival Internacional de Pesca segue o regulamento da FIPE, conduzido pela Prefeitura de Cáceres, com disputas por categoria de embarcação e de peixe capturado, sempre com a prática do pesque-e-solte. O evento movimenta a rede hoteleira da cidade durante vários dias e é considerado, por veículos locais, o maior festival do gênero em água doce do país.
Cultura do Mato Grosso
A cultura de Mato Grosso reflete o encontro entre a tradição cuiabana, de origem colonial, e a diversidade dos migrantes que chegaram ao estado a partir da segunda metade do século XX. A música tradicional é marcada pela viola de cocho, instrumento feito em madeira maciça e cordas de tripa, usado para acompanhar danças como o Siriri e o Rasqueado nas festas de santos e de aniversário.
No calendário de festas populares, destacam-se o São João, a Festa do Divino Espírito Santo e a cavalhada, celebrada nos municípios de Poconé, Porto Esperidão e Cáceres após a festa do Divino. A Dança do Congo, em homenagem a São Benedito, é tradição antiga em Vila Bela da Santíssima Trindade, antiga capital da Capitania de Mato Grosso, enquanto a Folia de Reis segue viva nos municípios do Vale do Araguaia.
Artesanato e Festas Populares
O artesanato de Mato Grosso reúne peças de madeira, como o pilão, e cerâmica utilitária e decorativa, ao lado de trançados feitos com fibras vegetais de taquara e buriti pelos povos indígenas e pela população rural. A tecelagem de redes também é tradição antiga no estado, herdada da necessidade de descanso nas longas viagens fluviais do período colonial.
Entre as festas populares, a cavalhada de Poconé e Cáceres reconstitui, com cavaleiros fantasiados, a luta entre cristãos e mouros, enquanto a Dança do Congo, em Vila Bela da Santíssima Trindade, homenageia São Benedito com cantos e instrumentos de percussão. As procissões fluviais, comuns nas populações ribeirinhas do Rio Paraguai e do Rio Cuiabá, completam o calendário de celebrações religiosas do interior do estado.
Culinária Típica
A culinária típica de Mato Grosso tem na carne com arroz e na costela ao sol dois dos pratos mais tradicionais, preparados originalmente para aproveitar a carne bovina em fazendas distantes dos centros urbanos. A paçoca de pilão, feita com carne seca socada e farinha de mandioca, acompanha quase todas as refeições festivas do interior do estado.
Vindos da relação direta com os rios, a moqueca de pintado e o caldo de piranha são pratos de origem ribeirinha, preparados com peixes abundantes no Pantanal e no Rio Cuiabá. Doces como o cuscuz cuiabano dividem espaço com frutas do Cerrado, como o pequi e o caju, usadas em compotas e licores vendidos nos mercados municipais da capital.
Bandeira do Estado de Mato Grosso
A bandeira do Estado de Mato Grosso foi adotada em 31 de janeiro de 1890, ano seguinte à Proclamação da República, e reúne as cores verde, azul e branco ao lado de uma estrela amarela de cinco pontas. O desenho segue o padrão adotado por boa parte dos estados brasileiros naquele período, com o campo dividido por faixas diagonais e a estrela posicionada no canto superior.
Segundo registros sobre a criação do símbolo, o verde da bandeira do Estado de Mato Grosso representa as matas do território, o azul remete à justiça, e o branco simboliza a paz entre o povo mato-grossense. A estrela amarela, isolada no campo da bandeira, representa a capital Cuiabá, erguida no centro geográfico da América do Sul. O desenho integra o conjunto reunido em Bandeiras dos Estados do Brasil.
História do Mato Grosso
Em 1494, o Tratado de Tordesilhas atribuiu o território do atual Mato Grosso à Coroa espanhola, e as primeiras incursões remontam a 1525, quando expedições subiram os rios Paraná e Paraguai em busca de metais preciosos. Em 1718, o bandeirante Pascoal Moreira Cabral Leme subiu o Rio Coxipó e descobriu grandes jazidas de ouro, dando início à corrida do ouro que atraiu migrantes de várias partes da colônia apesar das doenças e dos ataques indígenas.
Em 1719, foi criado o Arraial de Cuiabá, elevado a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá em 1726. Em 1748, a Capitania de Cuiabá foi desmembrada de São Paulo, e em 1751 o Capitão-General Antônio Rolim de Moura Tavares fundou Vila Bela da Santíssima Trindade, às margens do Rio Guaporé, que se tornaria a primeira capital da capitania.
Ao longo do século XIX, a então Província de Mato Grosso enfrentou o isolamento geográfico e os efeitos da Guerra do Paraguai (1864-1870), que destruiu núcleos urbanos como Corumbá e a colônia de Dourados, ainda no território unificado. Com a República, a ampliação da rede telegráfica, conduzida por Rondon, e a chegada de estradas de ferro pelo leste do antigo estado começaram a reduzir esse isolamento, atraindo seringueiros e criadores de gado para o interior.
Em 1977, a Lei Complementar 31 desmembrou o antigo Mato Grosso em dois estados: o Mato Grosso, que manteve o nome e a capital Cuiabá, e o Mato Grosso do Sul, criado a partir da porção sul, mais populosa e desenvolvida na época. A separação, efetivada em 1979, reorganizou a administração de um território que havia crescido de forma desigual ao longo do século XX, com o norte ainda dependente da agropecuária extensiva e de uma malha viária incompleta.
Quais são as curiosidades sobre o Estado de Mato Grosso?
As curiosidades sobre Mato Grosso começam pelo fato de ser o único estado do planeta com três ecossistemas dentro do mesmo território: a Floresta Amazônica, o Cerrado e o Pantanal, que juntos formam paisagens que vão da floresta densa do norte às áreas alagadas do sul. Essa combinação rara chama atenção de pesquisadores de todo o mundo e é um dos principais diferenciais do Estado de Mato Grosso dentro do Centro-Oeste brasileiro.
Entre as curiosidades sobre Mato Grosso menos conhecidas está o Marco Geodésico da América do Sul, erguido em Cuiabá para marcar o centro geográfico do continente. O estado também concentra o maior rebanho bovino do país, com 31,6 milhões de cabeças em 2025, e viu nascer cidades como Sinop e Sorriso, que cresceram mais de 60% em população entre os Censos de 2010 e 2022, puxadas pela expansão da fronteira agrícola.
Perguntas frequentes sobre o Estado de Mato Grosso
Qual é a capital do Estado de Mato Grosso?
A capital do Estado de Mato Grosso é Cuiabá, com 650.877 habitantes segundo o Censo IBGE de 2022. A cidade abriga o Marco Geodésico da América do Sul e os principais órgãos do governo estadual.
O que tem no Estado de Mato Grosso?
O Estado de Mato Grosso reúne três ecossistemas: Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal. O território abriga a Chapada dos Guimarães, o Pantanal Norte e o maior rebanho bovino do Brasil, com 31,6 milhões de cabeças.
Quantos habitantes tem o Estado de Mato Grosso?
O Estado de Mato Grosso tem 3.658.649 habitantes, segundo o Censo IBGE de 2022, com estimativa de 3.950.330 pessoas para 2026, segundo projeções do próprio instituto.
Quantos municípios tem o Estado de Mato Grosso?
O Estado de Mato Grosso tem 141 municípios, segundo o IBGE. Cuiabá é o mais populoso, seguido por Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop e Sorriso.
Quais estados fazem fronteira com o Mato Grosso?
O Mato Grosso faz fronteira com Amazonas e Pará ao norte, Tocantins e Goiás ao leste, Mato Grosso do Sul ao sul, e Rondônia e a Bolívia a oeste do território.
Qual é o clima predominante em Mato Grosso?
O clima predominante em Mato Grosso é tropical, com verão chuvoso e inverno seco na planície. No planalto, como na Chapada dos Guimarães, as temperaturas são mais amenas ao longo do ano.
Quais são os principais pontos turísticos de Mato Grosso?
Os principais pontos turísticos de Mato Grosso são a Chapada dos Guimarães, com cachoeiras e mirantes, e o Pantanal Norte, com observação de fauna e pesca esportiva em Cáceres e Poconé.
O Estado de Mato Grosso reúne, em pouco mais de 903 mil km², uma combinação única no planeta: Floresta Amazônica, Cerrado e Pantanal dividindo o mesmo território, com Cuiabá concentrando os serviços e o governo estadual no centro geográfico da América do Sul. Criado em 1977 e efetivado em 1979, o estado conciliou em menos de cinco décadas uma das maiores economias agropecuárias do país com um dos destinos de ecoturismo mais procurados do Centro-Oeste.
Os números do IBGE confirmam esse perfil: 3.658.649 habitantes no Censo de 2022, PIB de R$ 273 bilhões em 2023 e o maior rebanho bovino do Brasil, com 31,6 milhões de cabeças. Entre as cachoeiras da Chapada dos Guimarães e as águas do Pantanal Norte, o Estado de Mato Grosso combina geografia, história e natureza em um território que ainda guarda áreas pouco exploradas pelo turismo.
Foto de destaque: Daphne Goodyear / Pexels, licença gratuita (onça-pintada, animal símbolo do Pantanal).