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Estado de Mato Grosso do Sul: mapa, cidades, bandeira e turismo

Estado de Mato Grosso do Sul: mapa, cidades, bandeira e turismo

O Estado de Mato Grosso do Sul está no sul da Região Centro-Oeste do Brasil, entre os biomas Cerrado e Pantanal. A capital é Campo Grande, e o território soma 79 municípios, segundo a divisão administrativa vigente. O estado abriga cerca de dois terços do Pantanal brasileiro, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

Criado em 1977 e efetivado em 1979, o Estado de Mato Grosso do Sul nasceu da divisão do antigo Mato Grosso. Hoje reúne uma economia apoiada na agropecuária e um dos destinos ecológicos mais procurados do país, entre as águas transparentes de Bonito e as planícies alagadas do Pantanal, na fronteira com a Bolívia e o Paraguai.

CaracterísticaDado
CapitalCampo Grande
SiglaMS
Área357.142,01 km² (IBGE, 2025)
População2.757.013 habitantes (Censo IBGE 2022)
Bioma predominanteCerrado
Data de criação do Estado11/10/1977 (Lei Complementar 31), efetivado em 1º/01/1979
FronteirasMato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Bolívia e Paraguai

Onde fica o Estado de Mato Grosso do Sul?

O Estado de Mato Grosso do Sul fica no sul da Região Centro-Oeste do Brasil, entre o Cerrado e o Pantanal. A oeste e ao sul, o território faz fronteira internacional com a Bolívia e o Paraguai, ao longo de cerca de 400 quilômetros de linha divisória. É o único estado da região com saída para dois países vizinhos ao mesmo tempo.

Fronteiras e estados vizinhos

O Estado de Mato Grosso do Sul tem cinco vizinhos brasileiros: Mato Grosso ao norte, Goiás a nordeste, Minas Gerais e Estado de São Paulo a leste, e Estado do Paraná a sudeste. A fronteira com Estado de Minas Gerais é a mais curta das cinco, concentrada no extremo leste do território, próxima ao Rio Paraná.

A oeste, a fronteira com a Bolívia corta um pequeno trecho perto de Corumbá, enquanto o Paraguai faz limite por toda a porção sul e sudoeste do estado. Essa posição de fronteira dupla, somada à proximidade com São Paulo e o restante do Sudeste, explica por que o estado funciona como corredor logístico entre o Centro-Oeste, o Mercosul e os portos do litoral paulista.

Mapa de Mato Grosso do Sul

O mapa de Mato Grosso do Sul mostra um território recortado por planícies alagadas a oeste e planalto a leste, com a capital Campo Grande posicionada quase no centro geográfico do estado. A malha viária converge para a capital, que funciona como principal entroncamento rodoviário entre o Pantanal, o interior agrícola e os estados vizinhos.

Divisão geográfica e microrregiões

O mapa de Mato Grosso do Sul organiza o território em três regiões intermediárias, segundo a divisão do IBGE: Campo Grande, Dourados e Corumbá. A região de Campo Grande concentra a maior população e a maior diversidade econômica, reunindo serviços, indústria e agropecuária em torno da capital.

A região de Dourados puxa a produção agrícola do estado, com lavouras de soja e milho que se estendem até a fronteira com o Paraná. Já a região de Corumbá, a mais extensa em área e a menos povoada, concentra quase toda a planície do Pantanal e a fronteira com a Bolívia, onde a pecuária extensiva e o turismo ecológico dominam a economia local.

Cidades de Mato Grosso do Sul

As cidades de Mato Grosso do Sul se distribuem entre o eixo agrícola do sul, o entorno urbano de Campo Grande e as cidades ribeirinhas do Pantanal. A capital concentra quase um terço da população estadual, enquanto o restante se divide entre polos regionais de porte médio.

Campo Grande, a capital

Campo Grande é a capital e a maior das cidades de Mato Grosso do Sul, com 962.883 habitantes segundo o Censo IBGE de 2022. Fundada em 1899 e erguida à categoria de cidade em 1918, tornou-se capital do novo estado em 1979, concentrando a sede do governo estadual no Parque dos Poderes.

A cidade é conhecida como “Cidade Morena” pela cor da terra local e funciona como principal polo de serviços, educação e saúde do estado. Está a cerca de 695 quilômetros de Cuiabá e a pouco mais de 1.000 quilômetros de São Paulo, posição que a transformou em entroncamento natural das rodovias que ligam o Centro-Oeste ao Pantanal e ao Mercosul.

Principais cidades por população

Depois da capital, as cidades de Mato Grosso do Sul com maior população são Dourados, Três Lagoas e Corumbá, cada uma com um papel econômico distinto dentro do estado, segundo dados do IBGE e da Wikipédia atualizados por esses levantamentos.

CidadePopulação
Campo Grande962.883
Dourados264.017
Três Lagoas143.523
Corumbá98.751

Dourados é o principal polo do agronegócio sul-mato-grossense, com forte presença de indústrias de processamento de soja e carne. Três Lagoas concentra parte da indústria de celulose do estado, enquanto Corumbá, na fronteira com a Bolívia, funciona como porta de entrada para o Pantanal e principal porto fluvial do Rio Paraguai.

Bandeira de Mato Grosso do Sul

A bandeira de Mato Grosso do Sul foi adotada em 1º de janeiro de 1979, no mesmo decreto que oficializou a criação do estado. O desenho foi criado por um grupo de estudantes de arquitetura da USP, entre eles Mauro Michael Munhoz, Vera Domschke e Alex Flemming.

Significado das cores e símbolos

A bandeira de Mato Grosso do Sul tem uma faixa branca diagonal que corta o retângulo do canto inferior esquerdo ao topo central, dividindo o campo em um triângulo verde, em cima, e um triângulo azul, embaixo, com uma estrela amarela de cinco pontas no canto inferior direito, segundo o decreto estadual de 1979.

Pelo mesmo decreto, o verde representa a riqueza das matas e dos campos do estado, o branco simboliza a paz e a amizade entre o povo, e o azul remete ao céu e à esperança dos sul-mato-grossenses. A estrela amarela é descrita no texto oficial como o símbolo da prosperidade conquistada pelo trabalho da população. O desenho integra o conjunto reunido em Bandeiras dos Estados do Brasil.

Geografia e clima de Mato Grosso do Sul

A geografia de Mato Grosso do Sul combina planície e planalto em poucas centenas de quilômetros, o que explica a diversidade de paisagens entre o Pantanal, a oeste, e o relevo mais elevado do leste do estado. Essa variação de altitude é também responsável pelas diferenças de clima e vegetação entre as duas metades do território.

Relevo e hidrografia

O relevo de Mato Grosso do Sul reúne planície a oeste e planalto a leste, com altitudes médias entre 200 e 600 metros. O ponto culminante é o Morro Grande, com 1.065 metros, próximo a Corumbá, em meio à planície do Pantanal. As Serras da Bodoquena e de Maracaju formam o planalto leste, sem grandes altitudes.

Os rios do estado se dividem entre duas bacias hidrográficas: a do Paraguai, a oeste, cujas águas causam as cheias do Pantanal, e a do Paraná, a leste, mais associada à agricultura do planalto. Entre os principais rios estão o Paraguai, o Paraná, o Paranaíba, o Miranda e o Aquidauana, parte do conjunto reunido em Hidrografia do Brasil.

Vegetação e biomas

O Cerrado predomina na maior parte do território de Mato Grosso do Sul, cobrindo o planalto leste e o entorno de Campo Grande. Na planície noroeste, o Pantanal mistura campos inundáveis com manchas de cerrado, em um conjunto que muda de cor e de altura entre a seca e a cheia.

No extremo sudeste, perto da fronteira com o Paraná, aparecem remanescentes de Mata Atlântica, bioma que cobria boa parte da faixa leste antes da expansão agrícola do século XX. Esse conjunto de três biomas em um só estado faz parte do panorama mais amplo da Vegetação do Brasil.

Clima de Mato Grosso do Sul

O clima de Mato Grosso do Sul é tropical, com chuvas abundantes no verão e inverno seco em todo o território. A temperatura varia conforme a latitude: o norte, mais próximo do Pantanal, registra médias mais altas ao longo do ano, enquanto o sul, perto da fronteira com o Paraná, tem noites mais frias no inverno.

De novembro a março, as cheias do Rio Paraguai transformam boa parte da planície pantaneira em centenas de lagos temporários, as baías, enquanto de maio a setembro a estiagem reduz o nível dos rios e concentra a fauna em volta das águas que restam. Essa alternância sazonal também organiza o calendário do turismo na região.

População de Mato Grosso do Sul

A população de Mato Grosso do Sul soma 2.757.013 habitantes, segundo o Censo IBGE de 2022, com estimativa de 2.946.317 habitantes para 2026. A distribuição é desigual: a região de Campo Grande concentra a maior densidade, enquanto o Pantanal, no extremo oeste, tem ocupação dispersa.

Densidade demográfica e etnias

A densidade demográfica do estado é de 7,72 habitantes por km², segundo o IBGE (2022), uma das mais baixas do Centro-Oeste. A população de Mato Grosso do Sul inclui o terceiro maior contingente de população indígena autodeclarada do país, com 116.469 pessoas no Censo 2022, atrás apenas do Amazonas e da Bahia.

Os povos Guarani-Kaiowá, Terena e Guató estão entre os principais grupos indígenas do estado, concentrados sobretudo na região de Dourados e no entorno do Pantanal. A proximidade histórica com a Bolívia e o Paraguai também deixou marcas na cultura e na fala da população do sul e do oeste do território.

A imigração também moldou a demografia estadual: libaneses, japoneses e, mais recentemente, bolivianos e paraguaios se somaram à base indígena e luso-brasileira, sobretudo em Campo Grande e nas cidades de fronteira. Essa combinação de origens explica por que a culinária e as festas populares do estado misturam referências tão distintas em um território relativamente jovem.

Economia e principais setores

A economia de Mato Grosso do Sul soma um PIB de R$ 184,4 bilhões em 2023, segundo o IBGE e a Semadesc, divulgado em 14/11/2025, com crescimento real de 13,4% naquele ano, o segundo maior do país, atrás apenas do Acre. O estado é hoje a 15ª economia do Brasil, com participação de 1,7% no PIB nacional.

O PIB per capita soma R$ 66.884,75, o sexto maior do Brasil e o segundo do Centro-Oeste. A agropecuária sustenta boa parte desse resultado, com destaque para soja, milho e cana-de-açúcar, além da pecuária bovina extensiva no Pantanal e no planalto. A indústria frigorífica e de celulose complementa a base econômica, sobretudo nas regiões de Dourados e Três Lagoas.

A cana-de-açúcar também alimenta um parque de usinas de etanol concentrado na região leste do estado, perto da fronteira com São Paulo, enquanto a produção de celulose de eucalipto, voltada à exportação, se instalou nas últimas duas décadas em torno de Três Lagoas. Esse conjunto de setores explica por que a economia de Mato Grosso do Sul cresceu mais rápido que a média nacional em 2023, segundo o IBGE.

História de Mato Grosso do Sul

A história de Mato Grosso do Sul começa com os povos indígenas que ocupavam o território antes da chegada dos europeus e passa por séculos de disputa territorial, até a criação do estado em 1977. O processo de separação do antigo Mato Grosso levou décadas para se concretizar.

Criação do Estado em 1977

O Estado de Mato Grosso do Sul foi criado pela Lei Complementar 31, sancionada pelo presidente Ernesto Geisel em 11 de outubro de 1977, dividindo o antigo Mato Grosso em dois. A separação se efetivou em 1º de janeiro de 1979, com Harry Amorim Costa como primeiro governador, nomeado pelo governo federal.

Durante os quatro primeiros anos, o novo estado foi administrado por interventores indicados pela Presidência da República, até a eleição direta de governador em 1982. As ideias separatistas já circulavam desde 1932, quando a adesão do sul do antigo Mato Grosso à Revolução Constitucionalista veio condicionada à promessa de divisão do território, só cumprida quase meio século depois.

Povos indígenas e colonização

Pelo Tratado de Tordesilhas, de 1494, o território do atual Estado de Mato Grosso do Sul pertencia à Espanha, e sua primeira exploração veio de expedições espanholas e jesuítas que subiam os rios Paraguai e Paraná em busca de metais preciosos. Os povos Guaicuru e Payaguá, donos originais da terra, resistiram por décadas às incursões de captura de indígenas feitas pelos bandeirantes paulistas.

A ocupação efetiva só ganhou força com a Guerra do Paraguai (1864-1870), quando fortes militares erguidos durante o conflito deram origem a núcleos urbanos como Dourados, Miranda e Coxim. A chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, no início do século XX, completou a abertura do sul do antigo Mato Grosso à colonização agrícola vinda de São Paulo e de Minas Gerais, fato histórico sem relação com a divisão política do estado nas décadas seguintes.

Essa mesma frente de colonização empurrou os povos Guaicuru e Payaguá para áreas cada vez mais restritas, enquanto novos grupos indígenas, como os Terena e os Guarani-Kaiowá, se fixaram no sul do território ao longo do século XX. Hoje, seus descendentes mantêm aldeias demarcadas sobretudo na região de Dourados, herança direta desse processo de ocupação iniciado ainda no período colonial.

Cultura de Mato Grosso do Sul

A cultura de Mato Grosso do Sul reflete a proximidade com a Bolívia e o Paraguai, visível na culinária, na música e nas festas populares do estado. O sobá, macarrão de origem japonesa adaptado por imigrantes em Campo Grande, tornou-se prato símbolo da capital, ao lado do tereré, infusão gelada de erva-mate bebida em cuia e bomba.

Pratos como o arroz carreteiro com charque, o caldo de piranha e a carne de sol dividem espaço com a influência guarani na culinária rural. Entre as festas, a de São João, celebrada com força em Corumbá e Ladário, e a Festa do Peixe, também na região pantaneira, reúnem tradição religiosa e gastronomia ribeirinha. O artesanato indígena em palha e barro, produzido por comunidades Terena e Guarani-Kaiowá, completa o panorama cultural do estado, parte do conjunto maior da Cultura do Brasil.

Pantanal em Mato Grosso do Sul: fauna, flora e reservas

O Pantanal em Mato Grosso do Sul cobre cerca de dois terços de toda a planície pantaneira, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. É considerado o trecho mais conservado do bioma, com paisagens que mudam radicalmente entre a seca e a cheia.

Espécies da fauna pantaneira

A fauna do Pantanal sul-mato-grossense reúne cerca de 650 espécies de aves, 240 de peixes e 80 de mamíferos, segundo levantamentos do setor ambiental do estado. Entre os mamíferos, destacam-se a onça-pintada, o cervo-do-pantanal, o lobo-guará, o tamanduá-bandeira e a ariranha, animal social que vive em grupos às margens dos rios.

Entre os répteis, a sucuri e o jacaré-do-pantanal dominam as águas das baías, enquanto o tuiuiú, ave símbolo da região, com mais de um metro de altura, caminha pelas margens em busca de peixes. A jaguatirica, o lobinho e bandos de macacos-prego completam o retrato da fauna terrestre, visível sobretudo nas margens dos rios durante a seca. Essa diversidade faz parte do panorama reunido em Fauna do Brasil, que trata da riqueza animal de cada bioma do país.

Flora e vegetação do Pantanal

A flora do Pantanal mistura espécies aquáticas e terrestres, adaptadas ao regime de cheias e secas que marca o bioma. A vitória-régia, com folhas que podem superar um metro de diâmetro, cobre a superfície das baías e dos rios mais calmos durante o período de cheia, entre novembro e março.

Palmeiras como o acuri e a carandá se espalham pelas partes mais altas da planície, fora do alcance das inundações, e servem de alimento para araras e outras aves. Entre os murundus, pequenas elevações que escapam da água na época das cheias, formam-se verdadeiras ilhas de vegetação onde se concentra parte da fauna terrestre durante os meses mais chuvosos.

Orquídeas, bromélias e uma grande variedade de plantas medicinais completam o inventário botânico do Pantanal sul-mato-grossense, muitas delas catalogadas apenas nas últimas décadas por expedições científicas. Essa combinação de flora aquática e terrestre, renovada a cada ciclo de cheia e seca, é um dos motivos pelos quais pesquisadores de todo o mundo escolhem o bioma como objeto de estudo.

Unidades de conservação e reservas

A conservação do Pantanal em Mato Grosso do Sul conta com unidades estaduais e federais de proteção, além de reservas particulares mantidas por fazendas da região. Em Campo Grande, o Parque Estadual do Prosa, unidade de proteção integral administrada pelo Imasul, preserva um fragmento de mata na área conhecida como Parque dos Poderes, sede do governo do estado.

Fora da capital, reservas particulares do patrimônio natural protegem trechos do Pantanal e do Cerrado em propriedades rurais, servindo também de base para o turismo de observação de fauna. Esse conjunto de áreas protegidas ajuda a manter intacta a reputação do Pantanal sul-mato-grossense como um dos ecossistemas mais bem preservados do planeta.

Tuiuiú caminhando sobre vegetação verde no Pantanal, bioma presente no Estado de Mato Grosso do Sul

Crédito: Christopher Borges / Pexels, licença gratuita (tuiuiú, ave símbolo do Pantanal).

Turismo em Mato Grosso do Sul

O turismo em Mato Grosso do Sul tem no ecoturismo sua principal fonte de receita, apoiado em dois destinos complementares: a região de Bonito, com suas águas transparentes, e o Pantanal, com a observação de fauna. Juntos, atraem visitantes do Brasil e do exterior o ano inteiro.

Bonito e a Gruta do Lago Azul

Bonito fica a 257 quilômetros de Campo Grande e reúne algumas das águas mais transparentes do país, resultado da filtragem natural pelo solo calcário da região. A Gruta do Lago Azul, tombada como Patrimônio Histórico do Estado, impressiona pelo tom azul intenso da água subterrânea quando iluminada pelo sol, visível por uma escadaria que desce até a borda do lago.

O turismo em Mato Grosso do Sul também se apoia nos balneários de flutuação de Bonito, onde o visitante nada em rios de águas claras observando cardumes de peixes a poucos centímetros do rosto. O controle rígido do número diário de turistas em cada atrativo, feito pelos próprios operadores locais, é uma das razões pelas quais os rios da região mantêm a transparência ano após ano.

Passeios e roteiros no Pantanal

No Pantanal, o passeio mais procurado é a descida de bote inflável pelo Rio Formoso, que atravessa três quedas d’água e uma corredeira em meio à mata ciliar preservada. A experiência costuma ser combinada com caminhadas guiadas e observação de aves logo nas primeiras horas da manhã.

Hotéis de fazenda adaptados para turismo, com estrutura de padrão internacional, oferecem safáris fotográficos, passeios a cavalo e saídas noturnas para observação de jacarés e outros animais noturnos. A melhor época para esses roteiros é a seca, entre maio e setembro, quando os animais se concentram perto dos poucos pontos de água que restam na planície.

Corumbá e Miranda funcionam como principais portas de entrada para esses roteiros, com agências que organizam excursões de um dia ou estadias de vários dias dentro das fazendas-hotel. O turismo em Mato Grosso do Sul também cresce fora do Pantanal e de Bonito, com roteiros de pesca esportiva no Rio Paraguai e passeios de observação de aves em reservas particulares próximas à capital.

Vista de Bonito emoldurada por vegetação, no Estado de Mato Grosso do Sul

Crédito: Giovana Lhopi / Pexels, licença gratuita (Bonito, MS).

Curiosidades sobre o Estado de Mato Grosso do Sul

Algumas curiosidades sobre Mato Grosso do Sul vão além do Pantanal. O Estado de Mato Grosso do Sul abriga cerca de dois terços de toda a planície pantaneira do país, reconhecida pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, e concentra o terceiro maior contingente de população indígena autodeclarada do Brasil, com 116.469 pessoas no Censo 2022.

Outra curiosidade é a origem recente do estado: até 1977, o território pertencia ao antigo Mato Grosso, e a separação só se tornou oficial dois anos depois, em 1979. O sobá, macarrão japonês adaptado em Campo Grande por imigrantes okinawanos, tornou-se tão símbolo da cidade que a capital é informalmente chamada de capital nacional do prato pelos próprios moradores. Entre as curiosidades sobre Mato Grosso do Sul menos conhecidas fora da região está o fato de Corumbá, no extremo oeste, ficar mais perto da capital da Bolívia, Santa Cruz de la Sierra, do que da própria Brasília.

Perguntas frequentes sobre o Estado de Mato Grosso do Sul

Qual é a capital do Estado de Mato Grosso do Sul?

A capital do Estado de Mato Grosso do Sul é Campo Grande, com 962.883 habitantes segundo o IBGE. A cidade reúne os principais órgãos do governo estadual, no Parque dos Poderes.

Quais são as cidades do Estado de Mato Grosso do Sul?

As maiores cidades do Estado de Mato Grosso do Sul são Campo Grande, a capital, Dourados, Três Lagoas e Corumbá. O território soma 79 municípios, segundo a divisão administrativa vigente.

Mato Grosso do Sul e Mato Grosso são o mesmo estado?

Não. Mato Grosso do Sul e Mato Grosso são estados distintos desde 1979, quando o antigo Mato Grosso foi dividido em dois pela Lei Complementar 31, de 1977.

Quais estados fazem fronteira com Mato Grosso do Sul?

O Estado de Mato Grosso do Sul faz fronteira com Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além da Bolívia e do Paraguai, países vizinhos a oeste e ao sul do território.

Quando o Estado de Mato Grosso do Sul foi criado?

O Estado de Mato Grosso do Sul foi criado pela Lei Complementar 31, sancionada em 11 de outubro de 1977. A divisão se efetivou em 1º de janeiro de 1979.

O que significa a bandeira do Estado de Mato Grosso do Sul?

A bandeira tem verde pela flora, branco pela paz, azul pelo céu e a esperança do povo, e uma estrela amarela pela prosperidade conquistada pelo trabalho, segundo o decreto estadual de 1979.

Quais são os principais pontos turísticos do Mato Grosso do Sul?

Bonito, com a Gruta do Lago Azul e o Rio Formoso, e o Pantanal, com hotéis de fazenda e passeios de observação de fauna, são os principais destinos turísticos do estado.


O Estado de Mato Grosso do Sul reúne, em pouco mais de 357 mil km², um território dividido entre o planalto agrícola do leste e a planície pantaneira do oeste, com Campo Grande concentrando os serviços e o governo estadual. Criado em 1977 e efetivado em 1979, o estado construiu em menos de cinco décadas uma economia apoiada na agropecuária e um dos destinos ecológicos mais respeitados do planeta.

Os números do IBGE confirmam esse perfil: 2.757.013 habitantes no Censo de 2022, PIB de R$ 184,4 bilhões em 2023 e o terceiro maior contingente indígena do país. Entre as águas transparentes de Bonito e as planícies alagadas do Pantanal, o Estado de Mato Grosso do Sul combina geografia, história e natureza em um dos territórios mais preservados do Brasil.

Foto de destaque: Giovana Lhopi / Pexels, licença gratuita (Bonito, MS).

Sobre o autor

Marta F.

Apaixonada pelos encantos do Brasil, dedico-me a explorar e compartilhar as maravilhas deste país vasto e cheio de cultura através do Brasil Channel. Meu objetivo é inspirar os leitores, revelando não só os destinos turísticos consagrados, mas também os tesouros escondidos que fazem do Brasil um lugar único. Embarque nesta jornada comigo e descubra os muitos encantos do Brasil!