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O Que Fazer em Belo Horizonte: 11 Atrações Essenciais

O Que Fazer em Belo Horizonte: 11 Atrações Essenciais

O que fazer em Belo Horizonte passa, antes de tudo, por entender como a cidade nasceu. A Capital de Minas Gerais foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897, erguida sobre o antigo Arraial do Curral Del Rey, povoado que começou a se formar por volta de 1701, ao redor da Fazenda do Cercado. O Município foi criado por desmembramento de Sabará e projetado como cidade planejada, inspirada em modelos como Paris e Washington, com ruas largas, bulevares arborizados e praças — o mesmo princípio de capital planejada que décadas depois guiaria a construção de Brasília.

Hoje Belo Horizonte ocupa uma área de 331,9 km² e está a 858 metros de altitude, cercada pela Serra do Curral. O Censo de 2022 registrou 2.315.560 habitantes no Município, e a estimativa do IBGE para 2026 aponta 2.415.451 moradores, o que mantém a Capital mineira entre as seis cidades mais populosas do Brasil. A padroeira da cidade é Nossa Senhora da Boa Viagem, e quem nasce ali é chamado de belorizontino.

A cidade reúne museus, centros culturais e parques distribuídos pelos bairros — só no entorno da Praça da Liberdade, cerca de uma dezena de espaços culturais ficam a poucos metros um do outro —, herança direta do planejamento urbano do início do século 20 e da expansão industrial das décadas de 1920 e 1940. Foi nessa fase, em 1943, que o prefeito Juscelino Kubitschek encomendou a Oscar Niemeyer o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, hoje Patrimônio Mundial reconhecido pela UNESCO e um dos principais motivos de quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte.

A foto de abertura deste guia mostra o Centro da cidade emoldurado pela Serra do Curral, montanha que também é o símbolo oficial do Município, escolhido em plebiscito promovido pela Prefeitura. Essa combinação de relevo acidentado, arquitetura modernista e bairros planejados explica por que a cidade funciona bem tanto para quem busca cultura quanto para quem quer trilha e natureza a poucos minutos do Centro.

Este guia reúne as 11 atrações mais relevantes de Belo Horizonte, da Praça da Liberdade a Inhotim, em Brumadinho, além de uma seção sobre os melhores bairros para se hospedar e um roteiro pronto para quem tem de um a três dias na cidade. Cada atrativo vem com endereço, forma de acesso e horário de funcionamento, para facilitar o planejamento da viagem antes de chegar à Capital mineira.

AtrativoCategoriaIdeal Para
Praça da LiberdadeCulturaFamília e fotos
Mercado CentralGastronomiaCompras típicas
Museu de Arte da Pampulha (MAP)ArquiteturaFãs de Niemeyer
Serra do CurralNaturezaTrilha e vista
InhotimArteBate-volta de 1 dia

O Que Fazer em Belo Horizonte? Principais Atrativos da Capital

O que fazer em Belo Horizonte se organiza, na prática, em três eixos: o circuito cultural do Centro e da Praça da Liberdade, o conjunto modernista da Pampulha e os passeios de natureza na Serra do Curral e no Parque das Mangabeiras. Esses três eixos cobrem a maior parte dos pontos turísticos de Belo Horizonte procurados por quem visita a cidade pela primeira vez.

A distância entre essas regiões torna recomendável agrupar as visitas por bairro: o Centro e a Praça da Liberdade ficam a poucos minutos um do outro, enquanto a Pampulha fica a cerca de 12 km do Centro e costuma ocupar um período inteiro do roteiro. Inhotim, em Brumadinho, é o único item desta lista fora do Município de Belo Horizonte e exige um dia separado.

A seguir, as 11 atrações organizadas por ordem de relevância para quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte, com dados de localização, acesso e funcionamento para montar o roteiro.

1. Praça da Liberdade — Circuito de Museus e Jardins Franceses

Localização: Avenida João Pinheiro, bairro Funcionários. Acesso: a pé a partir do Centro, ou de carro e aplicativo, com estacionamento nas ruas do entorno. Funcionamento: praça aberta diariamente; o Palácio da Liberdade recebe visitação pública aos domingos, das 9h às 18h; os museus do circuito cultural têm horários próprios, a maioria de terça a domingo. Acervo: jardins de palmeiras imperiais, fontes luminosas, estátuas em mármore de Carrara e cerca de uma dezena de museus e espaços culturais.

A praça foi inaugurada em 1897 com o objetivo de abrigar o centro do poder estadual, e por isso reúne o Palácio da Liberdade, sede histórica do Governo de Minas Gerais, construído em estilo neoclássico francês com escadaria de ferro belga e móveis Luís XV. Ao redor dela, prédios que já foram secretarias de Estado hoje funcionam como museus de arte, memória e tecnologia, reunidos sob o nome de Circuito Cultural Praça da Liberdade.

No mesmo circuito cultural do Centro, a cerca de 1 km da praça, fica o Palácio das Artes, inaugurado em 1971, que reúne galerias de arte, salas de espetáculo e o Centro de Artesanato Mineiro. A combinação entre jardins, museus gratuitos e arquitetura histórica faz da Praça da Liberdade o ponto de partida mais comum para quem busca o que fazer em Belo Horizonte com crianças ou em família.

Vista aérea da Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, com o desenho circular dos jardins e o Palácio da Liberdade ao centro
Crédito: Lucas Rodrigues Vimieiro / Pexels, licença gratuita (Praça da Liberdade, Belo Horizonte).

2. Mercado Central de Belo Horizonte — Tradição desde 1929

Localização: Avenida Augusto de Lima, 744, Centro. Acesso: a pé a partir da região central, ou de metrô pela Estação Central, a poucos minutos de caminhada. Funcionamento: geralmente de segunda a sábado, das 8h às 18h, e domingo, das 8h às 13h; o horário pode variar em feriados, e vale confirmar antes da visita. Acervo: mais de 400 boxes de alimentação, cachaças, queijos, temperos e artesanato mineiro.

Fundado em 1929, o Mercado Central é um dos símbolos gastronômicos da Capital e reúne produtores que vendem desde queijo-minas e cachaça artesanal até pratos servidos nos próprios boxes, como feijão-tropeiro e pão de queijo. Em julho de 2026, a mineradora Vale assumiu os naming rights do Mercado Central em um contrato de patrocínio, mas optou por manter o nome popular, sem acrescentar a própria marca.

Uma volta pelos corredores do mercado, sem custo de entrada, já responde a quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte sem gastar com passeios pagos. O prédio fica a poucos minutos a pé da Praça Sete de Setembro e da Estação Central, o que permite combinar as duas visitas na mesma manhã.

3. Museu de Arte da Pampulha (MAP) — Obra de Oscar Niemeyer

Localização: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha. Acesso: de carro ou aplicativo, a cerca de 20 minutos do Centro; a região também é servida por linhas de ônibus que circulam a Lagoa. Funcionamento: o museu está fechado para obras de restauro desde 2026, com reabertura prevista para 2027; vale confirmar a situação antes de incluir a visita no roteiro. Acervo: mais de 1.600 obras de artistas brasileiros, entre pinturas, esculturas, gravuras e cerâmica.

Projetado por Oscar Niemeyer e conhecido como Palácio de Cristal pela estrutura de vidro e concreto, o edifício foi inaugurado em 1943 como casino e passou a funcionar como museu de arte moderna em 1956. O MAP é considerado um dos marcos do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial em 2016.

Mesmo fechado para restauro, o prédio continua sendo fotografado do lado de fora por quem visita a orla da Lagoa da Pampulha, já que a arquitetura de Niemeyer é visível da avenida. Quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte com foco em arquitetura deve conferir a situação do museu na Fundação Municipal de Cultura antes de reservar tempo para a visita interna.

4. Igreja São Francisco de Assis — Painéis de Cândido Portinari

Localização: Avenida Otacílio Negrão de Lima, s/nº, Pampulha, às margens da Lagoa. Acesso: de carro ou aplicativo, a cerca de 20 minutos do Centro, no mesmo trajeto do MAP e da Casa do Baile. Funcionamento: geralmente aberta à visitação de terça a sábado, com horário reduzido aos domingos por conta das missas; o ideal é confirmar o horário com a paróquia antes de ir. Acervo: Via Sacra com 14 painéis de azulejo de Cândido Portinari e jardins projetados por Roberto Burle Marx.

Também projetada por Oscar Niemeyer e inaugurada em 1943, a Igreja São Francisco de Assis é reconhecida pelas curvas de concreto inspiradas no relevo de Minas Gerais e pela fachada revestida de azulejos azuis e brancos. A obra foi rejeitada pela Arquidiocese de Belo Horizonte por 14 anos antes de ser consagrada, e hoje tem status de santuário.

Ao lado da igreja, a orla da Lagoa da Pampulha oferece o ângulo mais fotografado do edifício, com o volume curvo da capela refletido na água. O conjunto formado pela igreja, pelo MAP e pela Casa do Baile de Niemeyer é a razão pela qual a Pampulha aparece, com frequência, nas respostas de quem busca o que fazer em Belo Horizonte em um roteiro de arquitetura.

5. Lagoa da Pampulha — Represa a 12 km do Centro de Belo Horizonte

Localização: margeada pela Avenida Otacílio Negrão de Lima, bairro Pampulha. Acesso: de carro, aplicativo ou ônibus, a cerca de 12 km do Centro de Belo Horizonte. Funcionamento: orla aberta diariamente, sem horário fixo; ciclovia e pista de caminhada ao redor de toda a lagoa. Acervo: represa artificial formada pelo Ribeirão Pampulha, com vista para o MAP, a Igreja São Francisco de Assis e o Mineirão.

A Lagoa da Pampulha é uma represa artificial, formada pelo barramento do Ribeirão Pampulha, e se tornou um dos principais pontos de lazer da cidade ao longo das décadas seguintes à construção do conjunto de Niemeyer. A orla soma cerca de 18 km de extensão e reúne pista de caminhada, ciclovia e pontos para aluguel de bicicleta nos fins de semana.

Pedalar ou caminhar pela orla, sem custo de entrada, é uma das respostas mais recorrentes para quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte de graça. Do lado da avenida, é possível ver ao mesmo tempo o Mineirão, a Igreja São Francisco de Assis e o prédio do MAP, o que resume em um único trajeto boa parte do patrimônio moderno da Capital.

6. Parque das Mangabeiras e Mirante — Vista da Serra do Curral

Localização: Avenida Anel da Serra, s/nº, bairro Mangabeiras, a cerca de 6 km do Centro. Acesso: de carro ou aplicativo; o parque também recebe um ônibus panorâmico interno para percorrer toda a área. Funcionamento: de terça a domingo, das 8h às 18h, com oficinas de educação ambiental nos fins de semana e feriados. Área: 2,35 milhões de m², sendo 900 mil m² de mata nativa na encosta da Serra do Curral.

Construído na década de 1980 na encosta da Serra do Curral, o Parque Municipal das Mangabeiras é a maior área verde de Belo Horizonte, com altitude que varia de 140 a 1.000 metros dentro dos próprios limites do parque. A vegetação nativa inclui espécies como jacarandá, sucupira e jequitibá, e o terreno abriga riachos e fontes naturais.

O ponto mais procurado é o Mirante das Mangabeiras, erguido na Praça Eugênio Salles, atrás do Palácio do Governo, com vista panorâmica sobre a cidade e a própria Serra do Curral. Quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte com crianças encontra ali playground, quadras e área de piquenique, sem custo de entrada.

7. Parque Municipal Américo Renné Giannetti — Fundado em 1897

Localização: entrada principal pela Avenida Afonso Pena, com entradas secundárias pela Avenida Carandaí e pela Rua da Bahia, Centro. Acesso: a pé a partir da Praça Sete de Setembro, a poucos minutos do Mercado Central. Funcionamento: diariamente, das 8h às 18h. Área: 182.820 m², com cerca de 2 mil árvores catalogadas.

Inaugurado em 1897 junto com a própria Capital, e inspirado nos parques franceses da Belle Époque, o Parque Municipal é a maior área de lazer do Centro de Belo Horizonte. Reúne lagos com pedalinhos, pista de cooper, quadras de tênis e um orquidário, além de abrigar o Teatro Francisco Nunes e o Mercado das Flores.

Por ficar a poucos minutos a pé do Mercado Central e da Praça Sete de Setembro, o parque costuma entrar no mesmo bloco de roteiro de quem caminha pelo Centro histórico. É uma opção gratuita e coberta por árvores de grande porte, o que o torna uma resposta prática para quem busca o que fazer em Belo Horizonte em dias de calor.

8. Museu das Minas e do Metal — Acervo Geológico Gratuito

Localização: Praça da Liberdade, 680, Prédio Rosa, bairro Funcionários. Acesso: a pé, dentro do próprio Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Funcionamento: geralmente de terça a domingo, das 10h às 17h, com horário estendido às quintas-feiras, até as 22h; horários podem variar e devem ser confirmados antes da visita. Acervo: história da mineração em Minas Gerais, com exposições interativas sobre rochas, metais e processos geológicos.

Instalado no Prédio Rosa, um dos edifícios históricos do entorno da Praça da Liberdade, o museu é mantido pelo Instituto Inhotim em parceria com a Gerdau e tem entrada gratuita. As exposições combinam peças geológicas com recursos interativos voltados a crianças e adolescentes, o que o torna uma opção frequente de passeio escolar na Capital.

Por ficar dentro do mesmo circuito da Praça da Liberdade, o museu costuma ser combinado com a visita ao Palácio da Liberdade e a outros museus da praça no mesmo passeio. É uma das respostas mais citadas para quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte sem custo de entrada.

9. Serra do Curral — Ponto Culminante de Belo Horizonte a 1.390 m

Localização: entrada do Parque da Serra do Curral pela Avenida José do Patrocínio Pontes, 1.951, bairro Mangabeiras. Acesso: de carro ou aplicativo até a portaria do parque; a trilha até o Mirante 3 é livre, sem necessidade de guia. Funcionamento: consultar a programação da Prefeitura para trilhas guiadas, que costumam ter vagas limitadas e inscrição prévia. Área: ramificação da Cordilheira do Espinhaço, com o ponto culminante de Belo Horizonte a 1.390 metros de altitude.

A Serra do Curral cerca a Capital mineira e foi escolhida como símbolo oficial do Município em plebiscito promovido pela Prefeitura de Belo Horizonte. O acesso público mais comum leva ao Mirante 3, a cerca de 1.290 metros de altitude, com a caminhada partindo do Gramadão do parque, por um trajeto que não exige equipamento específico de montanha.

Além da vista sobre a cidade, a Serra do Curral guarda vegetação nativa de cerrado e campo rupestre, com nascentes que abastecem parte da região metropolitana. A trilha é a opção de natureza mais citada por quem mora na cidade — e a resposta mais comum para quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte fora dos roteiros de museu.

10. Inhotim — Museu a Céu Aberto em Brumadinho, a 60 km de BH

Localização: Rua B, 20, Inhotim, no Município de Brumadinho, a cerca de 60 km de Belo Horizonte. Acesso: de carro, pela BR-040 e rodovias estaduais, com cerca de 1h15 de viagem; também há vans de turismo que saem da Capital. Funcionamento: de quarta a segunda-feira, geralmente das 9h30 às 16h30 em dias de semana e até 17h30 em fins de semana e feriados; entrada gratuita às quartas-feiras e no último domingo de cada mês, mediante retirada antecipada do ingresso. Acervo: arte contemporânea distribuída em galerias e em um jardim botânico de cerca de 140 hectares.

Inaugurado em 2006, o Instituto Inhotim é descrito como o maior museu a céu aberto do mundo e reúne obras de artistas brasileiros e internacionais em pavilhões cercados por um jardim botânico com espécies de todos os continentes. O ingresso de um dia custa, em média, entre R$ 30 e R$ 60, e vale confirmar o valor atualizado no site ou no aplicativo do museu antes da visita.

Por ficar fora dos limites de Belo Horizonte, Inhotim costuma ocupar um dia inteiro do roteiro, em formato de bate-volta. Ainda assim, é uma das respostas mais frequentes para quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte em uma viagem de três dias ou mais pela região metropolitana.

11. Mineirão — Um dos Maiores Estádios de Futebol do Brasil

Localização: Avenida Antônio Abrahão Caram, 1.001, Pampulha. Acesso: de carro, aplicativo ou ônibus, na mesma região da Lagoa da Pampulha. Funcionamento: visitas guiadas aos bastidores ocorrem geralmente de sexta a domingo, com duração de cerca de 1h20, fora de dias de jogo; valores e horários variam e devem ser confirmados no site oficial do estádio. Acervo: arquibancadas, vestiários, túnel dos jogadores e museu do Cruzeiro e do Atlético Mineiro, clubes que dividem a casa.

Inaugurado em 1965, o Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, chegou a ter capacidade para mais de 130 mil pessoas em pé antes da reforma para a Copa do Mundo de 2014. Hoje, modernizado e com assentos numerados, o estádio tem capacidade para cerca de 62 mil torcedores, o que o mantém entre os maiores estádios de futebol em uso no Brasil.

O visitante que não vai a um jogo pode conhecer bastidores como o gramado e os vestiários pelo tour guiado, vendido separadamente da entrada para partidas. O Mineirão e a Lagoa da Pampulha, a poucos minutos um do outro, fecham o mesmo bloco de passeio para quem pesquisa o que fazer em Belo Horizonte ligado a futebol.

Igreja São Francisco de Assis, obra de Oscar Niemeyer às margens da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte
Crédito: Jerson Martins / Pexels, licença gratuita (Igreja São Francisco de Assis, Pampulha, Belo Horizonte).

Bairros de Belo Horizonte: Onde se Hospedar Perto dos Atrativos

Os bairros de Belo Horizonte mais procurados por turistas ficam na região central e sul da cidade, entre o Centro, a Savassi e os Funcionários, todos a poucos minutos de distância uns dos outros. A escolha do bairro pesa no deslocamento até o Mercado Central, até a Praça da Liberdade e até a região da Pampulha, onde ficam o MAP e a Igreja São Francisco de Assis.

Quem chega pelo Aeroporto Internacional de Confins, no Município de Confins, costuma levar entre 40 minutos e 1 hora até os bairros centrais, dependendo do trânsito. Já quem viaja de carro tem acesso pela BR-040, vindo do Rio de Janeiro ou de Brasília, pela BR-381 (Rodovia Fernão Dias), vindo de São Paulo, ou pela BR-262, vindo de Vitória.

BairroPerfilIndicado para
Savassi / FuncionáriosGastronomia e vida noturnaPrimeira viagem, casais
Centro / Barro PretoMuseus e Mercado CentralOrçamento menor, a pé
PampulhaLagoa, MAP e MineirãoArquitetura, passeio de um dia

Mapa dos Bairros de Belo Horizonte para se Localizar

Belo Horizonte é dividida oficialmente em nove regionais administrativas, entre elas Centro-Sul, Pampulha, Leste e Barreiro, mas o turista costuma lidar apenas com os bairros da regional Centro-Sul e da Pampulha. Um mapa simples do Centro, da Savassi, dos Funcionários e da Pampulha já cobre praticamente todos os pontos turísticos de Belo Horizonte citados neste guia.

Na prática, a Avenida Afonso Pena funciona como eixo de referência: ela liga o Centro à Savassi e segue até o Bairro Mangabeiras, na base da Serra do Curral. A Avenida Otacílio Negrão de Lima, por sua vez, contorna toda a Lagoa da Pampulha e conecta os principais atrativos daquela região.

Melhores Bairros de Belo Horizonte para Turistas

Entre os melhores bairros de Belo Horizonte para turistas, a Savassi e os Funcionários concentram a maior oferta de hotéis de categoria média e alta, a poucos minutos a pé de restaurantes e bares. O Centro e o Barro Preto têm hospedagem mais econômica e colocam o visitante a uma curta caminhada do Mercado Central e dos museus da Praça da Liberdade.

A região da Pampulha tem menos hotéis do que o Centro e a Savassi, mas funciona bem para quem prioriza o conjunto arquitetônico de Niemeyer e prefere ficar perto da Lagoa durante toda a estadia. A escolha entre essas três regiões costuma depender do tempo disponível e do interesse principal da viagem.

Savassi e Funcionários — vida noturna e gastronomia

A Savassi se formou como um dos primeiros bairros planejados fora do núcleo inicial da Capital e hoje reúne bares, restaurantes e boutiques, com movimento intenso à noite e nos fins de semana. É considerada, pela própria tradição local, o point da vida noturna de Belo Horizonte.

O bairro vizinho, Funcionários, concentra o entorno da Praça da Liberdade e oferece hotéis a poucos minutos a pé dos museus do Circuito Cultural. A combinação entre os dois bairros atende bem quem busca o que fazer em Belo Horizonte à noite sem se afastar da região central.

Centro e Barro Preto — acesso ao Mercado Central e aos museus

O Centro reúne o Mercado Central, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti e a Praça Sete de Setembro, todos a uma caminhada curta entre si. É também onde fica a Catedral Nossa Senhora da Boa Viagem, erguida em homenagem à padroeira da cidade, e o Museu Histórico Abílio Barreto, instalado em um casarão colonial de 1883 que preserva a memória da Capital.

O Barro Preto, vizinho ao Centro, tem hospedagem mais em conta e mantém o acesso a pé às mesmas atrações, o que o torna indicado para quem viaja com orçamento mais apertado. A região concentra também boa oferta de transporte público, com linhas de ônibus que ligam o bairro à Savassi e à Pampulha.

Região da Pampulha — hospedagem perto da Lagoa e do MAP

A região da Pampulha reúne o conjunto arquitetônico de Niemeyer, a Lagoa, o Mineirão e o Aeroporto da Pampulha, hoje voltado à aviação executiva. A oferta de hotéis é menor do que no Centro e na Savassi, concentrada principalmente em redes voltadas a eventos e feiras.

Hospedar-se na Pampulha favorece quem reserva um dia inteiro para o circuito Niemeyer e para a orla da Lagoa, sem depender de deslocamentos longos entre um atrativo e outro. A desvantagem é a distância maior até o Mercado Central e os museus da Praça da Liberdade, que exigem carro ou aplicativo.

O Que Fazer em Belo Horizonte em 3 Dias ou Num Fim de Semana

O que fazer em Belo Horizonte em três dias cobre, com folga, os três eixos deste guia: o circuito cultural do Centro, o conjunto de Niemeyer na Pampulha e um passeio de natureza ou um bate-volta a Inhotim. Quem tem menos tempo disponível pode concentrar o roteiro em um único dia ou em um fim de semana, priorizando os atrativos mais centrais.

A distribuição por região, em vez de por tipo de atração, ajuda a reduzir o tempo de deslocamento entre um ponto e outro, já que a Pampulha fica a cerca de 12 km do Centro e Inhotim exige viagem separada até Brumadinho.

Roteiro de 1 Dia em Belo Horizonte

Em um único dia, o roteiro mais eficiente combina a Praça da Liberdade e o Mercado Central pela manhã, ambos na região central, com a Lagoa da Pampulha e a Igreja São Francisco de Assis à tarde. Esse recorte cobre os pontos turísticos de Belo Horizonte mais citados por quem visita a cidade de passagem.

Roteiro de Fim de Semana em Belo Horizonte

Em dois dias, o primeiro pode ser dedicado ao Centro e à Praça da Liberdade, incluindo o Parque Municipal e o Museu das Minas e do Metal, enquanto o segundo fica reservado à Pampulha, com a Lagoa, o MAP, a Igreja São Francisco de Assis e o Mineirão. Esse roteiro de fim de semana cobre os cinco atrativos da tabela de decisão no início deste guia, à exceção de Inhotim.

Dia a Dia: Roteiro Completo de 3 Dias em Belo Horizonte

No roteiro de três dias, o primeiro segue o bloco do Centro e da Praça da Liberdade; o segundo, o bloco da Pampulha, com a Lagoa, o conjunto de Niemeyer e o Mineirão; e o terceiro fica livre para o bate-volta a Inhotim, em Brumadinho, ou para a trilha até o Mirante 3 da Serra do Curral e o Parque das Mangabeiras, para quem prefere natureza a arte contemporânea.

Partindo do Centro de Belo Horizonte: a Avenida Afonso Pena leva direto ao Bairro Mangabeiras e à entrada do parque e da trilha da Serra do Curral, trajeto de carro ou aplicativo de poucos minutos. Já o acesso a Inhotim é feito pela BR-040 até Brumadinho, com cerca de 1h15 de viagem a partir da Capital.

Perguntas Frequentes sobre O Que Fazer em Belo Horizonte

Quais são os pontos turísticos mais visitados de Belo Horizonte?

Praça da Liberdade, Mercado Central, Lagoa da Pampulha, Igreja São Francisco de Assis e Mineirão reúnem as visitas mais procuradas da Capital, ao lado do bate-volta a Inhotim, em Brumadinho.

Quais os melhores bairros de Belo Horizonte para se hospedar?

Savassi e Funcionários concentram gastronomia e vida noturna. Centro e Barro Preto ficam perto do Mercado Central e dos museus. A Pampulha fica perto da Lagoa e do MAP, mais distante do Centro.

Como chegar a Belo Horizonte de carro?

Partindo do Rio de Janeiro ou de Brasília, o acesso é pela BR-040. Partindo de São Paulo, pela BR-381 (Rodovia Fernão Dias). Partindo de Vitória, pela BR-262.

Inhotim fica em Belo Horizonte ou em outra cidade?

Inhotim fica no Município de Brumadinho, a cerca de 60 km de Belo Horizonte. O trajeto de carro leva em torno de 1h15, o que permite visitá-lo em um bate-volta de um dia.

O que fazer em Belo Horizonte de graça?

A Praça da Liberdade, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, o Parque das Mangabeiras, o Museu das Minas e do Metal e a orla da Lagoa da Pampulha têm entrada gratuita.

Qual a melhor época do ano para visitar Belo Horizonte?

De abril a setembro, o clima mais seco favorece passeios ao ar livre, como o Mirante das Mangabeiras e a trilha da Serra do Curral. De outubro a março, as chuvas são mais frequentes ao fim da tarde.


Belo Horizonte reúne, em poucos quilômetros entre o Centro e a Pampulha, mais de um século de planejamento urbano e um dos conjuntos modernistas mais importantes do Brasil. A Praça da Liberdade, o Mercado Central fundado em 1929 e o trio formado pela Igreja São Francisco de Assis, pelo MAP e pela Lagoa resumem, cada um à sua maneira, as fases que moldaram a Capital mineira desde sua inauguração, em 12 de dezembro de 1897.

Entre o circuito cultural do Centro, a arquitetura de Niemeyer na Pampulha e a trilha da Serra do Curral, a cidade comporta roteiros de um dia a uma semana, incluindo o bate-volta a Inhotim, em Brumadinho. O planejamento por região, descrito ao longo deste guia sobre o que fazer em Belo Horizonte, ajuda a aproveitar melhor o tempo disponível, da primeira visita à Praça da Liberdade ao passeio de natureza no Parque das Mangabeiras.

Foto de destaque: Magno Ciqueira / Pexels, licença gratuita (Belo Horizonte emoldurada pela Serra do Curral, ao pôr do sol).

Sobre o autor

Marta F.

Marta F. é tecnóloga em Processamento de Dados e criou o Brasil Channel em 2000. Em pouco mais de um ano no ar, já passava de 90 mil visitas. Em mais de duas décadas, reuniu milhares de páginas sobre geografia, história e cultura dos estados, capitais e municípios do Brasil — hoje em reformulação completa. Artigos do site são citados pela Wikipédia, por prefeituras e por universidades como fonte de pesquisa.