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O Que Fazer em Recife: Guia Completo da Capital Pernambucana

O Que Fazer em Recife: Guia Completo da Capital Pernambucana

Quem busca o que fazer em Recife encontra uma Cidade fundada em 12 de março de 1537, com 218,7 km² de área e cerca de 1,59 milhão de habitantes, segundo estimativa do IBGE divulgada em agosto de 2026. Capital de Pernambuco, Recife reúne praias urbanas, um centro histórico tombado e um calendário de festas populares que atravessa o ano. O roteiro a seguir organiza as atrações por região, do Bairro do Recife Antigo à orla de Boa Viagem.

A tabela resume os pontos de partida mais procurados por quem chega à Capital, um por região e por interesse, da história ao artesanato, para orientar a primeira escolha do roteiro antes de entrar nos detalhes de cada atração.

AtraçãoRegiãoIdeal para
Marco ZeroRecife AntigoHistória
Praia de Boa ViagemBoa ViagemPraia
Instituto Ricardo BrennandVárzeaArte
Mercado de São JoséSão JoséArtesanato
Carnaval de RuaCentroCultura

Recife é a Capital do Estado de Pernambuco e concentra boa parte da vida urbana, cultural e econômica do Estado. A Cidade faz limite com Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e o Oceano Atlântico.

O Que Fazer em Recife Antes de Começar o Roteiro?

Antes de decidir o que fazer em Recife, vale entender a origem da Cidade. A história do Recife começa em 1537, quando uma colônia de pescadores se instalou na foz dos Rios Capibaribe e Beberibe, numa posição que logo atraiu o comércio de açúcar escoado pelo porto. O nome vem dos arrecifes de pedra e arenito que margeiam o litoral, formando uma barreira natural contra as ondas.

Três dias costumam bastar para cobrir o centro histórico, os museus principais e um dia de praia. Viajantes com mais tempo somam um passeio a Olinda e outro a Porto de Galinhas. Boa Viagem funciona como base prática, por reunir hotéis, restaurantes e acesso direto à praia; o Recife Antigo atrai quem prioriza vida noturna e proximidade com o centro histórico.

Melhor Época para Visitar Recife: Clima e Temporada

O clima de Recife é tropical, com temperatura média anual de 30°C e poucas variações entre as estações. A diferença real está na chuva: entre abril e julho concentram-se os maiores volumes, enquanto de setembro a janeiro o tempo costuma ficar mais seco, favorecendo dias de praia sem interrupção.

A alta temporada turística reúne dezembro, janeiro e o período do Carnaval, que cai em fevereiro ou, com menor frequência, em março, conforme o calendário móvel ligado à Páscoa — datas e preços sobem nessas semanas. Fora desses meses, hotéis ficam mais baratos e as filas em museus e fortes diminuem, sem perder o calor típico da Cidade.

Marco Zero e a Orla do Bairro do Recife Antigo

O Marco Zero marca o quilômetro zero do sistema rodoviário de Recife e costuma abrir qualquer roteiro de o que fazer em Recife. A praça fica na Praça Rio Branco, à beira do Porto, e reúne uma estátua do Barão do Rio Branco voltada para o mar.

Localização: Praça Rio Branco, Bairro do Recife.
Acesso: a pé, a partir da Rua do Bom Jesus, ou de carro pela Avenida Alfredo Lisboa.
Funcionamento: espaço aberto, de acesso livre a qualquer hora.

Ao redor do Marco Zero ficam o Porto do Recife, a Catedral da Madre de Deus e os casarões restaurados dos séculos XVII e XVIII, hoje ocupados por bares e restaurantes. A região concentra também a vida noturna da Capital, com casas de show e feiras de artesanato nos fins de semana. Para quem pesquisa a história do Recife, essa é a praça que resume a origem da Cidade, do porto colonial ao bairro boêmio de hoje.

o que fazer em recife: fachada histórica de casarão colonial em praça do Recife Antigo
Crédito: Manoel Junior / Pexels, licença gratuita (Recife Antigo, PE).

Rua do Bom Jesus e a Sinagoga Kahal Zur Israel

A Rua do Bom Jesus, antiga Rua dos Judeus, abriga a Sinagoga Kahal Zur Israel, erguida em 1636 durante o domínio holandês. O templo é considerado a primeira sinagoga construída nas Américas, anterior a qualquer congregação formal em solo norte-americano.

Localização: Rua do Bom Jesus, Bairro do Recife.
Acesso: a pé, a partir do Marco Zero, em cerca de 5 minutos.
Acervo: réplicas de objetos litúrgicos e painéis sobre a comunidade sefardita que viveu no Recife holandês, reunidos no espaço que funciona hoje como centro de memória judaica.

O primeiro rabino da sinagoga, Isaac Aboab da Fonseca, chegou ao Recife em 1641, vindo de Amsterdã. A congregação funcionou até 1654, quando o fim do domínio holandês levou parte da comunidade judaica a deixar a Cidade. A rua inteira, com seus casarões coloridos, é tombada pelo patrimônio histórico, e esse episódio é um dos capítulos mais citados da história do Recife em livros e roteiros guiados.

Torre Malakoff: do Observatório ao Centro Cultural

A Torre Malakoff foi construída entre 1853 e 1855 para funcionar como observatório meteorológico e astronômico, numa das portas de entrada do Porto do Recife. O nome é uma referência a um forte russo da Guerra da Crimeia, travada na mesma década.

Localização: Praça do Arsenal da Marinha, Bairro do Recife.
Acesso: a pé, a partir da orla do Bairro do Recife.
Funcionamento: aberta à visitação em horário reduzido; a torre integra o Centro de Manifestações Culturais do Estado.

Com seis andares e estilo tunisiano, a construção ficou décadas abandonada antes de ser restaurada no final dos anos 1990. Hoje funciona como espaço cultural e observatório, com exposições sobre a história do porto e da urbanização holandesa da Cidade.

Paço do Frevo e Casa da Cultura do Recife

O Paço do Frevo foi inaugurado em 2014 e conta a história do ritmo símbolo do Carnaval pernambucano, por meio de figurinos, instrumentos e registros de orquestras de frevo. O museu ocupa um prédio de quatro andares que abrigou a Western Telegraph Company, pioneira na implantação do telégrafo no Brasil, até 1973, e é tombado pelo Iphan desde 1998.

Localização: Praça do Arsenal da Marinha, Bairro do Recife.
Acesso: a pé, próximo ao Marco Zero e à Rua do Bom Jesus.
Funcionamento: terça a sexta, das 10h às 17h; sábados e domingos, das 11h às 18h. Entrada gratuita às terças-feiras.

A Casa da Cultura do Recife ocupa o prédio de uma antiga casa de detenção, com celas convertidas em lojas de artesanato. São cerca de 130 espaços comercializando xilogravura de cordel, rendas, cerâmica e bordados, num dos maiores polos de artesanato da Capital.

Localização: Rua Floriano Peixoto, Santo Antônio.
Acesso: a pé, a partir da Praça da Independência.

Essa combinação de frevo e artesanato é uma resposta prática para quem pesquisa o que fazer em Recife num dia de chuva, já que os dois espaços funcionam cobertos e ficam a poucos minutos de caminhada um do outro.

Fortes Históricos de Recife

Recife preserva dois fortes do período colonial que ajudam a explicar o que fazer em Recife para quem gosta de história militar. Ambos foram erguidos no século XVII e hoje funcionam como museus. Os dois foram tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1938 e ficam em pontas opostas do centro histórico — o Brum na entrada do Porto do Recife, e o das Cinco Pontas na ponta sul da Ilha de Santo Antônio.

Forte do Brum

Construído em 1629 para proteger a barra dos Rios Capibaribe e Beberibe, o Forte do Brum foi tomado por holandeses em 1630 e retomado por portugueses em 1654. Sua planta é quadrangular, com um fosso que antes recebia água do mar, preenchido pelo próprio mar antes do aterro que deu lugar ao Porto do Recife. O prédio abriga hoje um museu militar mantido pelo Exército, com uma capela interna dedicada a São João Batista, padroeiro que dá nome à fortificação.

Localização: Praça Luso-Brasileira, Bairro do Recife.
Acesso: a pé, a partir da orla do Porto do Recife.
Acervo: canhões de bronze, armas antigas e uma capela dedicada a São João Batista, sob gestão do Exército como museu militar.

Forte das Cinco Pontas

Erguido pelos holandeses em 1630 com o nome de Forte das Cacimbas, recebeu o formato pentagonal que lhe deu o nome atual após a retomada portuguesa. O nome original vinha das cacimbas de água potável de Ambrósio Machado, que o forte guarnecia. No paredão ao lado, Frei Caneca foi fuzilado em 1825, por sua participação na Confederação do Equador. Desde 1982, o forte abriga o Museu da Cidade do Recife.

Localização: Largo das Cinco Pontas, Bairro de São José.
Acesso: de carro ou ônibus, próximo à Ilha de Santo Antônio.
Acervo: mapas do litoral colonial, documentos históricos e pinturas de Frans Post sobre o período holandês, reunidos no Museu da Cidade do Recife.

Museus Imperdíveis de Recife

Além dos fortes, dois museus concentram o acervo mais relevante da Capital para quem pesquisa o que fazer em Recife em um único dia de cultura. Juntos, reúnem mais de 12 mil peças sobre a formação cultural de Pernambuco, da escultura contemporânea de Francisco Brennand ao artesanato e à religiosidade popular do interior nordestino.

Instituto Ricardo Brennand

Instalado num antigo engenho de açúcar de 15 mil m², às margens do Rio Capibaribe, o Instituto reúne cerca de 2 mil obras do artista Francisco Brennand, entre esculturas, pinturas e peças de cerâmica monumental. Desde 2021, o espaço integra a Coleção Museus Brasileiros, selo que reúne instituições culturais relevantes do país, e reserva uma capela neogótica erguida com elementos de origem europeia.

Localização: Avenida Caxangá, Engenho de São João, Várzea.
Acesso: de carro, a cerca de 20 minutos do Centro.
Funcionamento: terça a domingo, com ingresso cobrado — valores e horário variam conforme a programação, melhor confirmar antes da visita.

Museu do Homem do Nordeste

Criado em 1979 pela Fundação Joaquim Nabuco a partir da fusão de três acervos antigos, o museu reúne cerca de 10 mil peças sobre o ciclo da cana-de-açúcar, a escravidão, o artesanato e as festas populares nordestinas. O acervo nasceu da união do Museu do Açúcar, do Museu de Antropologia e do Museu de Arte Popular, e o espaço segue vinculado à Fundação Joaquim Nabuco, hoje conhecida pela sigla Fundaj.

Localização: Avenida 17 de Agosto, Casa Forte.
Acesso: de carro ou ônibus, na Zona Norte da Capital.
Acervo: objetos do candomblé, cerâmica de Mestre Vitalino e peças sobre maracatu e bumba-meu-boi.

Praça da República e seus Palácios Históricos

A Praça da República concentra o conjunto arquitetônico mais denso da Capital. No local foram enforcados líderes da Revolução Pernambucana de 1817, episódio que antecedeu a Confederação do Equador. A revolta buscava a separação de Pernambuco de Portugal e foi reprimida meses depois, com a execução pública de seus principais líderes na própria praça, então chamada Campo das Princesas.

Localização: Bairro de Santo Antônio, Centro.
Acesso: a pé, a partir da Rua Nova.
Acervo: o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual desde 1841; o Palácio da Justiça, com cúpula de 45 m; e o Teatro Santa Isabel, de 1841, palco da campanha abolicionista de Joaquim Nabuco no século XIX.

A praça é arborizada, cercada pelas águas dos Rios Capibaribe e Beberibe, com palmeiras centenárias e esculturas de divindades mitológicas. O Palácio da Justiça abriga vitrais do artista alemão Heinrich Moser e pinturas de Murilo La Greca. Para quem lista o que fazer em Recife num único roteiro de arquitetura, essa praça concentra o conjunto mais completo da Capital.

Praias do Recife

As praias do Recife formam uma orla urbana de cerca de 8 km, protegida por arrecifes que dão nome à Cidade. A faixa concentra a maior parte dos hotéis e da vida noturna à beira-mar da Capital, com quadras de esporte e pista de corrida que se estendem por quase toda a extensão da avenida. A seguir, as duas mais procuradas por quem pesquisa o que fazer em Recife à beira-mar.

Praia de Boa Viagem

Com cerca de 7 km de extensão, Boa Viagem é a praia mais famosa entre as praias do Recife. Arrecifes formam piscinas naturais de água morna na maré baixa, e a avenida que margeia a orla reúne hotéis, quadras de esporte e pista de corrida com iluminação noturna.

Localização: Bairro de Boa Viagem, Zona Sul.
Acesso: de carro pela Avenida Boa Viagem ou de metrô, estação Boa Viagem.

O banho de mar em Boa Viagem pede atenção: a prática de surfe é proibida em trechos da praia por registro de ataques de tubarão, ligados à alteração do ecossistema após a construção do Porto. A faixa de areia continua movimentada por shows e eventos esportivos ao longo do ano.

praias do recife: vista aérea da orla de Boa Viagem com guarda-sóis coloridos
Crédito: Juliana Polizel / Pexels, licença gratuita (Boa Viagem, Recife, PE).

Praia do Pina

Vizinha a Boa Viagem, a Praia do Pina é urbana, com ondas fracas e areia mais escura. A região formou o Polo Pina, concentração de bares e restaurantes à beira-mar que funciona como opção gastronômica à noite. Ao longo da Avenida Herculano Bandeira concentram-se casas especializadas em frutos do mar, point mais frequentado por moradores da Capital do que por turistas em trânsito.

Localização: Bairro do Pina, entre Boa Viagem e o Bairro do Recife.
Acesso: a pé, a partir de Boa Viagem, ou de carro pela Avenida Herculano Bandeira.

Bairros do Recife: Como se Orientar na Cidade

Entender os bairros do Recife ajuda a planejar deslocamentos antes de decidir o que fazer em Recife a cada dia de viagem. A Capital reúne dezenas de bairros oficiais, divididos em seis Regiões Político-Administrativas.

O Bairro do Recife, ou Recife Antigo, concentra o núcleo histórico e a vida noturna. Santo Antônio e São José formam o centro comercial e administrativo, com os palácios da Praça da República e o Mercado de São José. Boa Viagem e Pina compõem a Zona Sul turística, voltada para a praia.

Já os bairros mais afastados do litoral, como os da Zona Norte e Noroeste, concentram a maior densidade populacional da Cidade, com menor infraestrutura turística. Casa Forte, Graças e Espinheiro, na área central, reúnem ruas arborizadas e museus como o do Homem do Nordeste e o do Estado de Pernambuco.

Parques e Áreas Verdes de Recife

Recife guarda áreas verdes que equilibram o concreto da orla, outra resposta direta para quem procura o que fazer em Recife sem gastar com ingresso. O Parque da Jaqueira, entre a Avenida Rui Barbosa e a Rua do Futuro, abre diariamente das 5h às 23h e reúne pista de corrida, ciclovia e playground sob árvores frutíferas.

O Parque 13 de Maio, mais antigo, foi construído em 1939 e mantém um minizoológico, fontes luminosas e esculturas de bronze. O Horto Zoobotânico de Dois Irmãos preserva fauna e flora de Mata Atlântica, com trenzinho e animais de vida livre, e reúne o Museu de Ciências Naturais da Cidade.

Mercados e Artesanato de Recife

O Mercado de São José, aberto desde 1875, é o mais importante da Capital e um dos melhores exemplos de arquitetura de ferro do Brasil. O prédio passa por obras de restauração iniciadas em 2025, com conclusão prevista para 2027, mas continua em funcionamento parcial durante a reforma.

No mercado e nas feiras ao redor vendem-se folhetos de cordel, redes, cerâmica e produtos da culinária pernambucana, como queijo coalho e manteiga de garrafa, vendidos também no tradicional Mercado das Frutas, no Bairro de Santo Antônio. Essa combinação de artesanato e gastronomia é, para muita gente, a resposta mais simples a o que fazer em Recife num fim de tarde de sábado.

O Mercado da Boa Vista e o Mercado da Encruzilhada completam o roteiro de compras populares, com boxes de gêneros alimentícios e artesanato em palha. A Feira de Artesanato da Casa do Carnaval, no Pátio de São Pedro, funciona nos fins de semana, com peças ligadas às agremiações carnavalescas da Cidade.

Carnaval e Cultura Popular de Recife

O Carnaval de Recife nasceu no século XVII, quando escravizados saíam às ruas nas Festas de Reis, cantando e soltando foguetes. Depois da abolição, surgiram as agremiações carnavalescas que, no século XX, levaram o frevo das ruas para os salões e de volta às ruas.

O bloco Galo da Madrugada, registrado no Guinness Book, abre o Carnaval de rua da Capital e reúne multidões pela Avenida Guararapes. Os maracatus, como a Nação do Elefante e a Nação do Leão Coroado, evocam antigos cortejos de reis negros e se apresentam também na Noite dos Tambores Silenciosos, em homenagem aos escravizados mortos em cativeiro.

O frevo, marca sonora do Carnaval recifense, nasceu das bandas militares do século XIX e mistura maxixe, polca e quadrilha, dividido em três estilos: frevo-de-rua, instrumental; frevo-de-bloco, com violões e banjos; e frevo-canção, com partes cantadas. A festa cai em fevereiro ou março, conforme o calendário móvel, e ocupa a Avenida Guararapes, o Polo Pina e a Rua da Moeda. Esse capítulo da história do Recife explica por que o Carnaval de rua da Capital segue entre as respostas mais procuradas para o que fazer em Recife no verão.

Passeios de Um Dia a Partir de Recife: Olinda e Porto de Galinhas

Olinda fica a cerca de 7 km de Recife e forma, com a Capital, uma mancha urbana contínua separada por limite administrativo. A cidade foi a primeira capital da Capitania de Pernambuco e, depois de incendiada pelos holandeses no século XVII, deu origem ao fluxo migratório que fez Recife crescer.

O centro histórico de Olinda, tombado como Patrimônio Mundial pela Unesco, reúne igrejas coloniais, ladeiras de pedra e ateliês de artistas, com vista para o litoral de Recife ao fundo. Para quem se interessa pela história do Recife, Olinda explica a origem da migração que formou a Capital no século XVII. O passeio costuma durar meio dia e combina bem com uma tarde de compras de artesanato.

Porto de Galinhas fica a cerca de 60 km ao sul da Capital, em Ipojuca, e é conhecida pelas piscinas naturais formadas por arrecifes, acessíveis de jangada ou caiaque na maré baixa. O trajeto de carro leva entre uma hora e uma hora e meia, dependendo do trânsito na saída de Recife, e costuma ocupar o dia inteiro do roteiro.

Roteiro de 1 a 3 Dias em Recife

Um roteiro de um dia concentra o essencial do centro histórico: manhã no Marco Zero e na Rua do Bom Jesus, visita à Sinagoga Kahal Zur Israel e à Torre Malakoff, almoço no Bairro do Recife e tarde na Praça da República.

Esse primeiro dia já responde boa parte do que fazer em Recife para quem chega com pouco tempo. No segundo dia, a praia assume o centro do roteiro. A manhã fica para Boa Viagem, com banho nas piscinas naturais na maré baixa, e a tarde para o Instituto Ricardo Brennand ou o Mercado de São José, dependendo do interesse por arte ou por artesanato.

Com três dias disponíveis, o terceiro fica para Olinda, a poucos minutos de distância, com manhã nas ladeiras coloniais e retorno a Recife para jantar no Polo Pina. Viajantes com mais tempo trocam esse terceiro dia por Porto de Galinhas, que exige o dia inteiro por causa da distância.

Como Chegar a Recife: Rodovias e Aeroporto

Como chegar a Recife depende do ponto de partida. Partindo de Maceió: BR-101. Partindo de Teresina: BR-316, com prolongamento pela BR-232. Partindo de Fortaleza: BR-116, com prolongamento pela BR-232.

Quem vem de avião desembarca no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre, nome oficial definido por lei federal em 2001, no Bairro do Ibura, Zona Sul da Cidade. O terminal fica a cerca de 11 km do Centro e a poucos minutos de Boa Viagem, com táxi, aplicativo e metrô ligando o aeroporto à orla. Com o trajeto do desembarque já resolvido, vale decidir com antecedência o que fazer em Recife no primeiro dia, para aproveitar a chegada sem perder tempo de praia ou de passeio histórico.

Onde se Hospedar em Recife por Bairro

Quem pesquisa onde se hospedar em Recife costuma decidir pelo bairro antes do hotel em si, já que cada região atende um perfil diferente de viagem. Boa Viagem, Recife Antigo e Pina ficam a poucos minutos um do outro, de carro ou de metrô, o que permite trocar de bairro sem comprometer o restante do roteiro. A escolha costuma pesar entre proximidade da praia, vida noturna e valor médio da diária.

Boa Viagem

Reúne a maior concentração de hotéis da Capital, com acesso direto à praia, restaurantes e o metrô que liga a orla ao aeroporto e ao Centro. É a opção mais procurada por famílias e por quem viaja a trabalho. O bairro soma ainda o Shopping Center Recife e uma orla iluminada à noite, o que mantém o movimento de pedestres mesmo fora do horário de praia.

Recife Antigo

Oferece hospedagem próxima aos museus, à Sinagoga Kahal Zur Israel e à vida noturna do Bairro do Recife, mas fica mais distante da praia. Atende bem quem prioriza história e deslocamento a pé. A região fica a cerca de 15 minutos de carro de Boa Viagem e concentra bares e casas de show que funcionam principalmente de quinta a sábado.

Pina

Fica entre Boa Viagem e o Recife Antigo, com praia urbana e o Polo Pina de bares e restaurantes. Funciona como meio-termo para quem quer equilíbrio entre praia e vida noturna sem pagar os valores mais altos de Boa Viagem. O bairro fica a poucos minutos de caminhada do Marco Zero e dentro da mesma avenida que leva a Boa Viagem, o que facilita o deslocamento a pé entre as duas regiões mais turísticas da Capital.

O Que Fazer em Recife Conforme o Perfil do Viajante

A resposta para o que fazer em Recife muda conforme o perfil de quem viaja. Famílias com crianças tendem a priorizar Boa Viagem, pelas piscinas naturais e pela estrutura de hotéis, somando uma tarde no Parque da Jaqueira ou no Horto de Dois Irmãos.

Viajantes interessados em cultura e história concentram o roteiro no Bairro do Recife Antigo, na Praça da República e nos museus de Casa Forte e Várzea, com Olinda como extensão natural do passeio. Quem busca praia pura foca Boa Viagem e o Pina, com um dia reservado para Porto de Galinhas.

Para quem viaja no período de Carnaval, o roteiro se organiza em torno do Marco Zero, da Avenida Guararapes e do Pátio de São Pedro, onde se concentram os blocos e os maracatus. Fora da festa, a mesma região permanece atraente pelos bares, pela gastronomia e pelas feiras de artesanato dos fins de semana.

Perguntas Frequentes sobre o Que Fazer em Recife

Quantos dias são necessários para conhecer Recife?

Três dias cobrem o centro histórico, os museus principais e um dia de praia. Dois dias bastam para um roteiro básico, e viajantes com mais tempo somam Olinda ou Porto de Galinhas.

Qual a praia mais famosa de Recife?

Boa Viagem, com 7 km de extensão, piscinas naturais formadas por arrecifes e infraestrutura completa de hotéis e restaurantes ao longo da avenida que margeia a orla.

Recife e Olinda são cidades diferentes?

Sim. São municípios distintos, com prefeituras próprias, separados por cerca de 7 km e unidos por uma mancha urbana contínua na Região Metropolitana de Pernambuco.

Qual o melhor bairro para se hospedar em Recife?

Depende do perfil: Boa Viagem para praia e infraestrutura, Recife Antigo para história e vida noturna, e Pina como meio-termo entre os dois extremos.

Vale a pena visitar Recife fora do Carnaval?

Sim. Museus, praias e mercados funcionam o ano inteiro, com menos movimento e preços mais baixos de hospedagem fora da alta temporada de dezembro a fevereiro.


Recife soma 218,7 km² de área e cerca de 1,59 milhão de habitantes, entre o litoral de Boa Viagem e o centro histórico do Bairro do Recife Antigo. A Cidade reúne dezenas de bairros, duas praias urbanas principais e um calendário de festas que vai das celebrações de Reis, em janeiro, ao Carnaval de rua liderado pelo Galo da Madrugada.

Fundada em 1537 como colônia de pescadores, Recife guarda na Sinagoga Kahal Zur Israel e nos fortes do Brum e das Cinco Pontas marcas do domínio holandês do século XVII. Hoje, a economia da Capital gira em torno de comércio, serviços e turismo, com o frevo e o maracatu como principais símbolos culturais exportados para o restante do Brasil.

Foto de destaque: Pedro Gonçalves / Pexels, licença gratuita (Bairro do Recife, PE).

Sobre o autor

Marta F.

Marta F. é tecnóloga em Processamento de Dados e criou o Brasil Channel em 2000. Em pouco mais de um ano no ar, já passava de 90 mil visitas. Em mais de duas décadas, reuniu milhares de páginas sobre geografia, história e cultura dos estados, capitais e municípios do Brasil — hoje em reformulação completa. Artigos do site são citados pela Wikipédia, por prefeituras e por universidades como fonte de pesquisa.