O Que Fazer em Campo Grande: 16 Atrações e Passeios Completos

O que fazer em Campo Grande passa por três eixos: o Bioparque Pantanal, maior aquário de água doce do mundo; o Parque das Nações Indígenas, parque urbano de 119 hectares no centro da cidade; e o centro histórico, com construções do início do século 20 erguidas durante a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914. Campo Grande reúne 962.883 habitantes, segundo a estimativa do IBGE para 2025, em uma área de 8.082,978 km², conforme o Censo IBGE 2022.
A capital de Mato Grosso do Sul é chamada de Cidade Morena por causa do solo avermelhado da região. O Aeroporto Internacional de Campo Grande fica a 6 minutos do Centro, o que facilita o acesso a quem chega para um fim de semana ou para uma escala antes do Pantanal ou de Bonito.
A lista a seguir cobre 16 atrações, divididas em natureza, cultura indígena, museus, centro histórico, feiras e gastronomia. A tabela abaixo resume tempo de visita e custo de cada uma, para quem monta o roteiro antes de viajar.
| Atração | Tipo | Tempo de visita | Gratuito ou pago |
|---|---|---|---|
| Bioparque Pantanal | Aquário e zoológico | 2 a 3 horas | Gratuito (com agendamento) |
| Parque das Nações Indígenas | Parque urbano | 1 a 2 horas | Gratuito |
| Lago das Capivaras | Atrativo natural | 15 a 20 min | Gratuito |
| Monumento ao Cavaleiro Guaicuru | Monumento histórico | 10 min | Gratuito |
| Museu das Culturas Dom Bosco | Museu | 1 a 1h30 | Pago |
| MARCO — Museu de Arte Contemporânea | Museu | 40 min a 1 hora | Gratuito |
| Memorial da Cultura Indígena | Memorial e artesanato | 30 a 40 min | Gratuito |
| Morada dos Baís | Patrimônio histórico | 20 a 30 min | Gratuito |
| Mercadão Municipal Antônio Valente | Mercado | 30 a 40 min | Gratuito |
| Casa do Artesão | Artesanato e história | 30 min | Gratuito |
| Feira Central | Feira de compras e gastronomia | 1 a 2 horas | Gratuito (compras à parte) |
| Feira Indígena da Praça Oshiro Takemori | Feira de artesanato | 20 a 30 min | Gratuito |
| Orla Morena | Parque linear | 30 a 40 min | Gratuito |
| Praça Ary Coelho | Praça histórica | 20 min | Gratuito |
| Horto Florestal | Parque e marco histórico | 30 a 40 min | Gratuito |
| Parque dos Poderes | Reserva ecológica | 40 min a 1 hora | Gratuito |
O que fazer em Campo Grande: por onde começar na Cidade Morena?
Quem pergunta o que fazer em Campo Grande deve começar pelo eixo formado pelo Parque das Nações Indígenas e pelo Bioparque Pantanal, os dois concentrados na mesma região central da cidade. A partir daí, o roteiro segue para o centro histórico, a cerca de 10 minutos de carro, onde ficam a Morada dos Baís, o Mercadão Municipal e a Casa do Artesão.
Campo Grande funciona como porta de entrada para o Pantanal e para Estado de Mato Grosso do Sul, com conexões aéreas e rodoviárias para Bonito, Corumbá e Aquidauana. Por isso, muitos visitantes reservam de 1 a 2 dias na capital antes de seguir para o interior do Estado.
Quando ir e como chegar a Campo Grande
Campo Grande tem clima tropical de altitude, com estação seca entre maio e setembro e temperaturas amenas à noite nesse período. A estação chuvosa, de outubro a março, traz calor mais intenso e chuvas concentradas no fim da tarde. A escolha da data muda o que fazer em Campo Grande em cada estação, já que o calor e a chuva de verão reduzem o tempo de passeio ao ar livre em parques como o das Nações Indígenas e o dos Poderes.
Reservar hospedagem e passagem com antecedência ajuda a evitar preços mais altos em épocas de maior procura, como feriados prolongados e a própria estação seca, quando cresce o número de visitantes que passam pela capital antes de seguir ao Pantanal ou a Bonito.
Melhor época para visitar
A seca (maio a setembro) favorece passeios ao ar livre no Parque das Nações Indígenas e no Parque dos Poderes, com menor volume de chuva. É também o período de maior procura para quem segue da capital para o Pantanal, o que pode elevar o preço de hospedagem.
Julho concentra as temperaturas mais baixas do ano, com mínima média de 15,3°C segundo a normal climatológica do INMET (1981-2010), mas friagens pontuais já levaram o termômetro a menos de 8°C na madrugada. Outubro marca a transição para o período chuvoso, com tardes mais abafadas mesmo antes das primeiras chuvas regulares.
Como circular pela cidade
O Aeroporto Internacional de Campo Grande está a 6 minutos de carro do Centro. Táxi, aplicativos de transporte e ônibus urbano cobrem as principais atrações; o centro histórico, a Feira Central e o Mercadão ficam a distância caminhável entre si.
A capital também funciona como escala técnica para quem segue a Corumbá, a Bonito ou ao Pantanal Norte, no Mato Grosso. Rodovias federais, como a BR-163 e a BR-262, cruzam a cidade e ligam a capital a esses destinos sem a necessidade de passar por outro estado, dentro da malha viária que conecta Campo Grande ao restante da Região Centro-Oeste do Brasil.

Crédito: gabrielmareco / Pixabay, licença gratuita (Campo Grande, MS).
Parque das Nações Indígenas: o parque verde central da cidade
Para quem pesquisa o que fazer em Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas é o ponto de partida mais citado. O parque ocupa 119 hectares nos Altos da Avenida Afonso Pena, no centro da cidade, e é o principal espaço verde da capital, com pista de caminhada de 4.000 metros, lago, área de shows e acesso direto ao Bioparque Pantanal.
Localização: Altos da Avenida Afonso Pena, Campo Grande (MS).
O lago do parque nasceu do represamento do córrego Prosa e hoje serve de referência visual para quem caminha ou corre na pista de 4.000 metros. Em datas de eventos, a área de shows recebe apresentações musicais e culturais ao ar livre, o que torna o parque um dos pontos turísticos de Campo Grande mais usados por quem mora na cidade, não só por turistas.
Lago das Capivaras
O lago formado pelo represamento do córrego Prosa abriga capivaras que vivem livres na área, o que deu o nome popular ao espelho d’água. A caminhada ao redor do lago é parte do circuito de 4.000 metros de pista.
O entorno reúne bancos e pontos de parada usados por quem caminha ou simplesmente observa os animais de perto, sem cercas entre o público e o lago. Essa proximidade com a fauna é um dos motivos pelos quais o Lago das Capivaras aparece com frequência em fotos e vídeos de quem visita o Parque das Nações Indígenas.

Crédito: Renan Rezende / Pexels, licença gratuita (foto ilustrativa de capivaras nadando).
Monumento ao Cavaleiro Guaicuru
O monumento presta homenagem à etnia Guaicuru, povo indígena historicamente ligado ao cavalo na região do Pantanal e do Chaco. A escultura marca um dos acessos internos do parque.
A etnia Guaicuru ocupava historicamente a área que hoje corresponde ao Pantanal sul-mato-grossense e ao Chaco, território que se estende também por parte do Paraguai e da Bolívia. O monumento é um dos pontos de parada de quem percorre a pé a pista de caminhada do parque, e sua homenagem ao cavaleiro guerreiro se conecta ao folclore brasileiro de origem indígena, presente também nas lendas de outras etnias do Centro-Oeste.
Bioparque Pantanal: o maior aquário de água doce do mundo
O Bioparque Pantanal é a resposta mais repetida à pergunta sobre o que fazer em Campo Grande, sobretudo entre visitantes de outros estados. O espaço é administrado pelo governo de Mato Grosso do Sul e funciona dentro da área do Parque das Nações Indígenas, no centro da cidade. É classificado como o maior aquário de água doce do mundo e reúne espécies dos biomas Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica em tanques e viveiros.
A procura por bioparque pantanal cresceu desde a inauguração, com visitantes de outros estados e também do exterior. O espaço reforça o papel de Campo Grande como ponto de partida para quem segue ao Pantanal propriamente dito, já que reproduz em ambiente urbano parte da fauna aquática encontrada na planície alagada.
A visita costuma durar entre 2 e 3 horas, dependendo do ritmo de cada grupo e da espera nos pontos mais procurados, como o túnel de observação dos peixes. Esse tempo de visita faz do Bioparque Pantanal a atração mais citada por quem pesquisa o que fazer em Campo Grande em um único dia, já que fica a poucos minutos a pé do Parque das Nações Indígenas e do MARCO.
Ficha do atrativo
Localização: dentro da área do Parque das Nações Indígenas, Altos da Avenida Afonso Pena, Campo Grande (MS).
Acesso: entrada própria, distinta da do Parque das Nações Indígenas, com fila de espera em horários de pico.
Funcionamento: consultar horários atualizados no site oficial (bioparquepantanal.ms.gov.br), já que o espaço altera o funcionamento em feriados e datas de manutenção.
Acervo: espécies aquáticas e terrestres do Pantanal, do Cerrado e da Mata Atlântica, distribuídas em tanques, viveiros e áreas temáticas.
Ingressos e horários de visita
A entrada do Bioparque Pantanal tem sido gratuita, mediante agendamento prévio pelo site oficial, mas essa regra pode mudar. O ideal é consultar valores atualizados no site oficial antes da viagem, já que o próprio governo do Estado já sinalizou possível cobrança futura, sem data nem valor definidos até a atualização deste texto. Feriados e aniversário da cidade costumam ter horário especial de visitação, divulgado com antecedência nos canais oficiais do Bioparque.
O agendamento prévio limita o número de visitantes por horário de entrada, o que reduz filas dentro do percurso mas também esgota vagas em dias de alta procura, como feriados prolongados. Reservar com alguns dias de antecedência evita o risco de não encontrar horário disponível na data da viagem.
Museu Dom Bosco, MARCO e Memorial da Cultura Indígena
Três instituições concentram a cultura e a história indígena e regional de Campo Grande: o Museu das Culturas Dom Bosco, o MARCO e o Memorial da Cultura Indígena. Todas ficam na região central, próximas ao Parque das Nações Indígenas. Juntas, formam um dos roteiros mais citados sobre o que fazer em Campo Grande para quem viaja com interesse em museus e cultura indígena, com percurso a pé ou de carro entre as três em menos de 15 minutos.
As três instituições têm acesso gratuito ou pago conforme a tabela no início deste artigo, e nenhuma delas costuma ter fila longa fora de feriados prolongados. A ordem de visita mais usada por quem está a pé começa no Museu Dom Bosco, segue para o MARCO dentro do Parque das Nações Indígenas e termina no Memorial da Cultura Indígena.
Museu das Culturas Dom Bosco
Inaugurado em 1950 pelos Padres Salesianos, o museu reúne acervo de 5 mil peças indígenas das etnias Bororó, Xavante, Carajá, Mura e Rio Uaupés, além de 1.100 espécies de aves e 100 de mamíferos do Pantanal taxidermizados e 9.700 conchas. Fica na Rua Barão do Rio Branco, 1.843, no Centro.
O acervo ocupa salas temáticas separadas entre os povos indígenas do Brasil Central e a fauna taxidermizada do Pantanal e do Cerrado. A visita pode ser feita em percurso livre ou em grupo, o que muda o tempo total dentro da faixa de 1 hora a 1h30 indicada na tabela.
MARCO — Museu de Arte Contemporânea
O MARCO reúne 275 obras de arte contemporânea em exposição na Rua Antônio Maria Coelho, 6.000, dentro da área do Parque das Nações Indígenas. O museu também realiza mostras temporárias e atividades educativas ao longo do ano.
Por ficar dentro do mesmo parque que o Bioparque Pantanal, o MARCO entra com facilidade no mesmo passeio a pé. A programação de exposições temporárias muda ao longo do ano, com obras de artistas de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país.
Memorial da Cultura Indígena
O Memorial da Cultura Indígena foi inaugurado em agosto de 1999, na Aldeia Urbana Marçal de Souza, em Campo Grande. O espaço expõe e vende artesanato das etnias Terena e Kadiwéu, como cerâmica, peças de palha e filtros dos sonhos.
O artesanato à venda no memorial integra um conjunto maior de expressões da cultura indígena brasileira, que no Centro-Oeste também inclui os povos Guarani-Kaiowá e Guató, vizinhos das etnias Terena e Kadiwéu representadas no espaço. A visita é rápida, mas funciona bem combinada com o Parque das Nações Indígenas, que fica ao lado.
Centro histórico: Morada dos Baís e Mercadão Municipal
O centro histórico entra em qualquer roteiro sobre o que fazer em Campo Grande que reserve um dia para caminhada pelo Centro. A região concentra construções do início do século 20, erguidas no período de chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914, e três endereços resumem esse circuito a pé: a Morada dos Baís, o Mercadão Municipal e a Casa do Artesão.
Os três prédios ficam a menos de 10 minutos de caminhada um do outro, o que permite visitar o conjunto inteiro em uma manhã ou uma tarde. A Feira Central, descrita mais abaixo, fica na mesma região e costuma entrar na mesma caminhada, sobretudo para quem reserva o fim de tarde para compras e jantar.
Morada dos Baís
Construída em 1913 em estilo classicista, a Morada dos Baís foi o primeiro sobrado em alvenaria erguido na cidade. O prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico e funciona, desde 1995, como sede do Centro de Informações Turísticas e Culturais de Campo Grande. Fica na Avenida Noroeste, 5.140, esquina com a Avenida Afonso Pena.
Antes de virar centro de informações turísticas, o prédio já serviu a outros usos administrativos da cidade ao longo do século 20. Hoje, reúne material informativo, mapas e atendimento para quem chega à capital sem roteiro definido.
Mercadão Municipal Antônio Valente
O Mercadão Municipal foi construído em 1933 e reúne bancas de produtos regionais, temperos e comida pronta na Travessa José Bacha, sem número, no Centro. É parada comum de quem já está na Feira Central, a poucos metros de distância.
As bancas funcionam principalmente no período da manhã, quando o movimento de compradores locais é maior. Produtos como temperos regionais, erva-mate e queijos do interior de Mato Grosso do Sul aparecem ao lado de refeições prontas vendidas por quilo.
Casa do Artesão
O prédio da Casa do Artesão foi erguido entre 1918 e 1923 como residência e abrigou a primeira agência do Banco do Brasil em Campo Grande; o cofre do antigo banco permanece como atração do local. A Casa do Artesão em si funciona desde 1º de setembro de 1975, foi tombada como patrimônio histórico estadual em 1994 e reabriu após restauro em março de 2023. Fica na Avenida Calógeras, 2.050, no Centro.
Além do cofre do antigo banco, o interior preserva parte da estrutura original do prédio, com pé-direito alto e vãos amplos típicos das construções comerciais do início do século 20 em Campo Grande. No local funcionam lojas de artesanato local, com peças em couro, cerâmica e madeira.
Feira Central de Campo Grande: compras e sabores de fronteira
Entre as respostas mais frequentes sobre o que fazer em Campo Grande está a Feira Central, que reúne produtos do Paraguai e da Bolívia, como roupas, eletrônicos e artigos de couro, às quartas e sábados, na Rua Abrão Julio Rahe. A feira também é ponto de referência gastronômica da cidade, com barracas de comida regional e sobá.
A feira central campo grande funciona como ponto de encontro de moradores e turistas, especialmente à noite, quando as barracas de alimentação abrem ao lado das bancas de produtos importados. Essa mistura de compras e gastronomia é um dos motivos pelos quais a feira aparece com frequência em listas sobre o que fazer em Campo Grande à noite, sobretudo nos dias de funcionamento, quarta e sábado.
Festival do Sobá
Além das compras, a Feira Central concentra parte da identidade gastronômica da capital: é na feira central campo grande que acontece o Festival do Sobá, realizado todo mês de agosto desde 2010.
Desde a primeira edição, em 2010, o festival ocupa um fim de semana de agosto dentro da própria Feira Central, com barracas de diferentes casas que preparam o prato. A data é hoje uma referência da programação cultural da capital nesse mês.
Feira Indígena da Praça Oshiro Takemori
A Feira Indígena funciona todos os dias, das 8h às 17h, em frente ao Mercado Municipal, na Praça Oshiro Takemori. Reúne produtos nativos e artesanato indígena vendidos diretamente por artesãos das etnias da região.
Os artesãos revezam as bancas ao longo da semana, o que faz o sortimento de peças variar de um dia para outro. Cerâmica, cestaria de palha e bijuterias com miçangas estão entre os itens mais procurados por quem visita o Mercadão ao lado.
Parques e praças da Cidade Morena
Além do Parque das Nações Indígenas, Campo Grande tem outros três espaços verdes e históricos que entram na lista de pontos turísticos de campo grande para quem fica mais de um dia na cidade. Esses espaços complementam o que fazer em Campo Grande fora do eixo central e costumam ficar fora do roteiro de quem passa só algumas horas na cidade, mas valem a visita para quem fica dois dias ou mais.
Os três ficam em pontos diferentes da cidade — a Orla Morena no antigo traçado da ferrovia, a Praça Ary Coelho no Centro e o Horto Florestal perto da Cidade Universitária —, por isso funcionam melhor como paradas isoladas, encaixadas entre outras atrações do mesmo dia, do que como um roteiro fechado em sequência.
Orla Morena
A Orla Morena foi inaugurada em dezembro de 2010, ao longo de 2,5 quilômetros construídos sobre o traçado da antiga linha férrea. O espaço reúne pista de caminhada, equipamentos de ginástica e ciclovia.
Imóveis no entorno chegaram a valorizar cerca de 40% depois da obra, segundo reportagens locais, o que tornou a Orla Morena um dos pontos mais procurados da cidade para caminhada e corrida ao ar livre. A pista é usada tanto de manhã quanto ao fim da tarde, quando o calor diminui.
Praça Ary Coelho
A Praça Ary Coelho é um dos marcos da urbanização da cidade, com traçado que remonta a 1921. Fica próxima ao centro histórico e é ponto de passagem entre a Morada dos Baís e o Mercadão Municipal.
A praça funciona como ponto de descanso para quem caminha pelo Centro, com bancos à sombra de árvores antigas. Também serve como referência de endereço para comércio e serviços da região central.
Horto Florestal
O Horto Florestal marca o local onde José Antônio Pereira fundou o povoado que deu origem a Campo Grande, em 1872, na confluência dos córregos Prosa e Segredo. O parque preserva parte da vegetação nativa da região.
Hoje o espaço funciona como área de lazer e educação ambiental, com trilhas curtas entre as árvores que marcam a vegetação original da região. É um dos poucos pontos da cidade onde ainda é possível reconhecer a paisagem anterior à urbanização de Campo Grande.
Parque dos Poderes e o CRAS: natureza e fauna do Pantanal
Para quem busca o que fazer em Campo Grande em contato com a natureza, o Parque dos Poderes é uma Reserva Ecológica Estadual de 120 hectares de mata nativa, no final da Avenida Mato Grosso. O espaço abriga o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do Pantanal (CRAS) e é sede de órgãos do governo estadual, incluindo o Palácio do Governo.
A reserva funciona como um dos últimos fragmentos de mata preservada dentro do perímetro urbano de Campo Grande, o que a aproxima de outras Parques Nacionais do Brasil na função de proteger fauna silvestre. O CRAS recebe animais resgatados de áreas do Pantanal e do Cerrado antes de soltura ou encaminhamento a outras unidades.
Onde comer em Campo Grande: pratos típicos do Pantanal
Decidir onde comer também faz parte de qualquer resposta sobre o que fazer em Campo Grande. O sobá, macarrão de origem japonesa adaptado com caldo e carne, foi eleito prato típico de Campo Grande em votação popular realizada em 2018. A chipa, de origem paraguaia e também em versão grega, aparece em bares e lanchonetes por toda a cidade.
O churrasco local costuma vir acompanhado de mandioca, em vez da farofa ou do vinagrete mais comuns em outras regiões do país. O restaurante Fogo Caipira, na capital, é referência em pratos pantaneiros servidos à la carte.
Onde ficar em Campo Grande: bairros e hospedagem
Escolher onde ficar também muda o que fazer em Campo Grande a cada dia da viagem. A região central, perto da Avenida Afonso Pena, concentra a maior oferta de hotéis e pousadas, com acesso rápido ao Parque das Nações Indígenas, ao Bioparque Pantanal e ao centro histórico. É a opção mais prática para quem fica só 1 ou 2 dias na cidade.
Bairros como Chácara Cachoeira e Jardim dos Estados ficam mais próximos do Aeroporto Internacional, a 6 minutos do Centro, e atendem bem quem chega tarde ou parte de madrugada para o Pantanal ou para Bonito. Comparadores de hospedagem on-line ajudam a cruzar preço, distância das atrações e avaliação de quem já ficou em cada região.
O que fazer em Campo Grande em um fim de semana: roteiro sugerido
Um fim de semana em Campo Grande comporta o Bioparque Pantanal, o Parque das Nações Indígenas e o centro histórico sem pressa, com tempo ainda para a Feira Central. Esse roteiro resume o que fazer em Campo Grande para quem chega na sexta à noite e parte no domingo, sem precisar de carro alugado, já que as principais atrações ficam a poucos minutos umas das outras.
Os dois roteiros abaixo partem da região central, onde fica a maior concentração de hospedagem, e podem ser adaptados trocando a ordem das atrações sem perder tempo de deslocamento, já que todas as paradas ficam dentro do mesmo raio de poucos quilômetros.
Roteiro de 1 dia
Pela manhã, Parque das Nações Indígenas e Bioparque Pantanal, que ficam na mesma região. Depois do almoço, centro histórico (Morada dos Baís, Mercadão Municipal e Casa do Artesão) e, à noite, Feira Central para jantar.
Esse roteiro de um dia cobre as atrações de maior procura da cidade e pode ser feito a pé no centro histórico e na Feira Central, reservando transporte só para o trecho até o Parque das Nações Indígenas.
Roteiro de 2 dias
No primeiro dia, repete-se o roteiro de 1 dia. No segundo, Museu Dom Bosco e MARCO pela manhã, Parque dos Poderes à tarde e Orla Morena ou Horto Florestal no fim do dia, antes do jantar na região central.
Esse segundo dia é o momento de incluir o Memorial da Cultura Indígena, caso não tenha entrado no primeiro dia junto com o Museu Dom Bosco e o MARCO, já que os três ficam próximos e fecham o eixo de cultura indígena da cidade.
Perguntas frequentes sobre o que fazer em Campo Grande
Quanto tempo preciso para conhecer Campo Grande?
Um fim de semana (2 dias) é suficiente para cobrir o Bioparque Pantanal, o Parque das Nações Indígenas, o centro histórico e a Feira Central sem pressa, antes de seguir para o Pantanal ou para Bonito.
Quanto custa a entrada do Bioparque Pantanal?
A entrada tem sido gratuita, mediante agendamento prévio pelo site oficial. É preciso consultar valores e regras atualizadas antes da viagem, já que o governo estadual já sinalizou possível cobrança futura.
Qual a distância entre o Parque das Nações Indígenas e o Centro de Campo Grande?
O Parque das Nações Indígenas fica nos Altos da Avenida Afonso Pena, dentro da própria área central de Campo Grande, a poucos minutos de carro da Morada dos Baís e do Mercadão Municipal.
Campo Grande é a porta de entrada para o Pantanal?
Sim. A capital tem aeroporto internacional a 6 minutos do Centro e conexões rodoviárias para Corumbá, Aquidauana e Bonito, o que a torna ponto de partida comum para quem segue ao Pantanal.
Quais atrações gratuitas tem em Campo Grande?
Parque das Nações Indígenas, MARCO, Memorial da Cultura Indígena, Morada dos Baís, Mercadão Municipal, Feira Indígena, Orla Morena, Praça Ary Coelho, Horto Florestal e Parque dos Poderes têm entrada gratuita.
Campo Grande ocupa 8.082,978 km² e reúne 962.883 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025, no planalto central de Mato Grosso do Sul. A cidade nasceu em 1872, quando José Antônio Pereira fundou o povoado na confluência dos córregos Prosa e Segredo, e foi elevada a capital do Estado em 1977, com a instalação efetiva do governo em 1979, após o desmembramento do território do antigo Mato Grosso.
A chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, em 1914, trouxe imigração libanesa, árabe, armênia e japonesa, incluindo famílias de Okinawa que formaram uma das maiores comunidades okinawanas do país. Hoje, o turismo da capital gira em torno do Bioparque Pantanal, do Parque das Nações Indígenas e da Feira Central, que concentram boa parte do que fazer em Campo Grande antes de seguir ao Pantanal ou a Bonito.
Foto de destaque: Cristina Gomes / Pixabay, licença gratuita (Parque das Nações Indígenas, Campo Grande, MS).