O Que Fazer em Vitória (ES): 18 Passeios e Atrações

O que fazer em Vitória passa por uma combinação pouco comum entre as capitais do país: ilha, baía, Centro Histórico e praia urbana a poucos minutos de distância uma da outra. Vitória é a capital do Estado do Espírito Santo e fica erguida sobre uma ilha principal, a Ilha de Vitória, com 28,04 km², dentro de um Município formado por 34 ilhas e uma porção continental. O Censo 2022 do IBGE contou 322.869 habitantes na Cidade. A Cidade integra a Região Sudeste do Brasil e é o centro político e portuário do Estado do Espírito Santo, ligado ao continente por pontes desde 1927.
A Cidade nasce em 1551, quando colonizadores portugueses mudam a Capital da Capitania do Espírito Santo de Vila Velha para a Ilha de Guananã, batizada de Ilha de Vitória em alusão a uma vitória sobre os índios Goitacases. O relevo irregular divide a Cidade Alta, com os monumentos históricos e os morros, da Cidade Baixa, formada por aterros a partir de 1894 com a riqueza do café. Essa divisão explica por que o roteiro de o que fazer em Vitória mistura escadarias coloniais, avenidas de aterro e orla de praia na mesma tarde.
A tabela a seguir resume as categorias de passeio tratadas neste guia, organizadas por bairro e por tipo de atração, para facilitar o planejamento conforme o tempo disponível. Serve como ponto de partida antes dos detalhes de endereço, horário e acesso de cada atração, tratados nas seções seguintes.
| Categoria | Onde fica | Ideal para |
|---|---|---|
| Centro Histórico | Cidade Alta e Cidade Baixa | História, arquitetura colonial e museus |
| Praias e orla | Camburi, Praia do Canto, Enseada do Suá | Banho de mar, caminhada e esportes náuticos |
| Parques e áreas verdes | Jardim da Penha, Maruípe, Jardim Camburi, Maciço Central | Trilha, Mata Atlântica e piquenique |
| Gastronomia capixaba | Goiabeiras e Ilha das Caieiras | Moqueca, panela de barro e artesanato |
| Hospedagem | Praia do Canto, Camburi e Centro | Proximidade da orla ou dos pontos históricos |
O Que Fazer em Vitória?
O que fazer em Vitória depende, em primeiro lugar, da distância entre os pontos: a Cidade concentra Centro Histórico, praias e parques dentro de poucos quilômetros, o que permite roteiros de um dia inteiro sem deslocamentos longos. Na Cidade Alta, o conjunto de palácios, igrejas e museus em torno da Praça João Clímaco resume quatro séculos e meio de história capixaba. Dali, a Praia de Camburi fica a menos de dez minutos de carro, e o distrito de Goiabeiras, a pouco mais de quinze.
Essa proximidade também aparece na gastronomia. Vitória é onde nasce a moqueca capixaba, preparada nas panelas de barro feitas pelas paneleiras de Goiabeiras há mais de 400 anos, um ofício registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2002. Quem pergunta o que fazer em Vitória em um fim de semana costuma fechar o roteiro justamente com um almoço de moqueca à beira do mar, depois de passar pelo Centro Histórico e pela orla.
Centro Histórico de Vitória: Cidade Alta e Cidade Baixa
O Centro Histórico de Vitória concentra os prédios mais antigos da Capital, erguidos entre o século XVI e o início do século XX. A Cidade Alta reúne os monumentos e os morros com vista para a baía; a Cidade Baixa, ligada por escadarias, abriga o comércio e os antigos portos. Para quem pesquisa o que fazer em Vitória com foco em história, essa área concentra cinco dos principais pontos turísticos de Vitória ES, paradas que cabem em uma caminhada de meio período.
A maior parte dos prédios coloniais e imperiais da Cidade desaparece ao longo do século XX, por causa dos aterros que modernizam a Cidade Baixa a partir de 1894. Os cinco pontos reunidos nesta seção estão entre os poucos remanescentes desse período que ainda resistem, ligados entre si pelas mesmas escadarias que historicamente conectam a Cidade Alta à Cidade Baixa. A caminhada entre eles mistura arquitetura colonial, construções republicanas do início do século XX e vista para a Baía de Vitória.

Crédito: Matheus Amaral / Pexels, licença gratuita (Vitória, ES).
Palácio Anchieta e o túmulo do padre Anchieta
O Palácio Anchieta nasce da Igreja de São Tiago, erguida pelos padres jesuítas em 1551. Até 1760, funciona ali o Colégio de São Tiago. Depois, o prédio passa ao Governo da Província e, por fim, ao Governo do Estado, função que mantém até hoje. Guarda o túmulo simbólico do padre José de Anchieta, aberto à visitação pública desde 1922.
Localização: Praça João Clímaco, s/n, Cidade Alta, Centro.
Acesso: visita mediada, de forma gratuita, com duração aproximada de uma hora.
Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h às 17h; aos sábados e domingos, das 9h às 16h (horário sujeito a alteração; vale confirmar antes da visita).
Palácio Domingos Martins, sede do governo capixaba
O Palácio Domingos Martins é erguido em 1912, no terreno da antiga Igreja da Misericórdia, do século XVII, em estilo eclético, com fachada ornamentada nos moldes historicistas comuns aos prédios públicos brasileiros do início do século XX. Ao longo do século XX, sedia a Assembleia Legislativa do Espírito Santo, tornando-se um dos prédios do governo estadual na Cidade Alta, no mesmo núcleo administrativo que reúne o Palácio Anchieta e a Praça João Clímaco. O nome homenageia Domingos José Martins, herói capixaba que comanda forças navais da Revolução Pernambucana de 1817, movimento separatista reprimido pela Coroa portuguesa; capturado, é fuzilado no mesmo ano.
Localização: Cidade Alta, Centro de Vitória.
Acesso: fachada e entorno visitáveis a pé, dentro do circuito de prédios históricos da Cidade Alta.
Data: tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual do Espírito Santo.
Basílica de Santo Antônio, marco religioso do centro
A Basílica de Santo Antônio nasce de um pedido do bispo da diocese capixaba ao Papa Pio XII, em 1956, para declarar Nossa Senhora da Vitória e Santo Antônio padroeiros da Cidade. A construção fica a cargo da Congregação dos Padres Pavonianos, ordem religiosa responsável pela administração do templo até hoje. O Santuário é inaugurado em maio de 1971, em um morro próximo ao Centro, com capacidade para cerca de duas mil pessoas. Em 11 de agosto de 2008, o Papa Bento XVI eleva o templo à condição de Basílica Menor, a única do Espírito Santo com esse título, e o templo segue como um dos principais pontos de peregrinação católica da Capital, sobretudo na festa do padroeiro, em junho.
Localização: bairro Santo Antônio, em um morro próximo ao Centro Histórico.
Data: elevação a Basílica Menor em 11 de agosto de 2008; tombamento como patrimônio histórico municipal em 2010.
Acesso: aberta a visitantes e fiéis, com celebrações regulares.
Museu Solar Monjardim, casarão do século 19 administrado pela UFES
O Museu Solar Monjardim ocupa uma antiga residência rural do século XIX. Durante décadas, o acervo esteve ligado à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que publica, em parceria com o IPHAN, a principal pesquisa sobre a construção e sua história. Hoje, o museu integra a rede de museus federais administrada pelo Instituto Brasileiro de Museus, vinculado ao Ministério da Cultura, e é o único museu federal em atividade no Espírito Santo, com o acervo montado nos cômodos originais da antiga casa de fazenda.
Localização: Rua Professor Carlos Mattos, 33, Santa Cecília, Vitória.
Acervo: fotos e documentos históricos, móveis, santuários, louças e peças decorativas do período colonial e imperial.
Funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h30, com entrada gratuita.
Forte São João, fortificação de 1837 na Ilha de Vitória
A primeira fortificação no local do Forte São João protege a Ilha de Vitória desde o início do século XVIII, uma das quatro que existem na Cidade. A estrutura vista hoje é reconstruída em 1837 e é a única das quatro que resiste ao tempo. Em 1931, o Clube de Regatas Saldanha da Gama compra a antiga sede do forte. A Prefeitura de Vitória tomba o imóvel em 1984, e o Estado tomba a muralha separadamente. Entre os prédios do roteiro histórico, o Forte é uma das respostas mais procuradas sobre o que fazer em Vitória combinando patrimônio militar e vista para a baía.
Localização: Centro de Vitória, à beira da Baía de Vitória.
Acesso: o Salão Nobre, restaurado, abre à visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com varanda de vista para a baía; o espaço hoje reúne a Casa do Turismo Capixaba.
Data: construção original do início do século XVIII; reconstrução de 1837; tombamento municipal em 1984.
Praias e Orla de Vitória
As praias de Vitória ES ficam concentradas na porção continental e na face leste da ilha, voltadas para o Oceano Atlântico e para a Baía de Vitória. Fazem parte do litoral do Brasil na Região Sudeste, com águas mais calmas na baía e ondas maiores na faixa aberta para o oceano. É a resposta mais procurada por quem pergunta o que fazer em Vitória em dias de sol.
As três praias tratadas nesta seção ficam conectadas por um calçadão contínuo, que segue da Praia de Camburi até a Enseada do Suá, passando pela Praia do Canto. O trajeto permite caminhar ou pedalar de uma praia à outra sem depender de carro, o que reforça a vocação da orla de Vitória para o lazer ao ar livre ao longo do ano, favorecida pelo clima tropical úmido da Capital capixaba.
Praia de Camburi, os 5 km mais movimentados da orla
A Praia de Camburi é a maior e mais conhecida praia urbana de Vitória, com mais de 5 km de extensão ao longo da Avenida Dante Michelini, até o Porto de Tubarão. É a única praia da parte continental do Município. A areia é fina e clara; as ondas, fracas no início e mais fortes perto do Porto, onde surfistas se concentram. O calçadão tem pista de caminhada e ciclovia, usados por quem corre ou pedala à beira-mar.
Praia do Canto, o Aterro e a Curva da Jurema
A Praia do Canto fica a cerca de 6 km do Centro, ao lado do Iate Clube do Espírito Santo, com águas calmas por estar voltada para a baía. A área do Aterro, ligada à praia, concentra a Praça dos Namorados e dá acesso à Ilha do Frade pela Ponte Desembargador Paes Barreto. Já a Curva da Jurema, na Enseada do Suá, é uma praia urbana formada por aterro, perto do Shopping Vitória, e uma das mais frequentadas da Cidade.

Crédito: Wallace Silva / Pexels, licença gratuita (Vitória, ES).
Praça do Papa e Projeto Tamar na orla de Vitória
A Praça do Papa, oficialmente Praça Israel Pinheiro, recebe esse apelido em 1980, quando o Papa João Paulo II visita o Brasil e abençoa Vitória a partir do local. Fica na Enseada do Suá, com vista para a Terceira Ponte e para o Convento da Penha, em Vila Velha. Ali funciona o Centro de Visitantes do Projeto Tamar, voltado à preservação de tartarugas marinhas, ao lado do Espaço Baleia Jubarte, com réplicas em tamanho real de baleias e golfinhos. É um dos destinos mais citados por quem pesquisa o que fazer em Vitória em poucas horas, por reunir vista para a baía, história recente e conservação marinha no mesmo trecho da orla.
Localização: Avenida Nossa Senhora dos Navegantes, 700-A, Enseada do Suá.
Parques e Áreas Verdes de Vitória
Vitória reúne parques urbanos e remanescentes de Mata Atlântica dentro do próprio perímetro da Cidade, sem a necessidade de deslocamentos longos. Essa combinação é parte do que fazer em Vitória para quem busca contato com natureza sem sair da área urbana.
Os cinco parques desta seção cobrem ecossistemas diferentes dentro do mesmo Município: o Parque Moscoso e o da Pedra da Cebola preservam vegetação de restinga e áreas ajardinadas, enquanto o Horto de Maruípe, o Parque Botânico Vale e o Parque da Fonte Grande concentram remanescentes de Mata Atlântica de encosta. Somadas, apenas as áreas já confirmadas do Parque Moscoso, do Horto de Maruípe e do Parque Botânico Vale passam de 40 hectares de vegetação preservada dentro do perímetro urbano, sem contar o território do Parque da Fonte Grande, no Maciço Central.
Parque Moscoso, o parque mais antigo da cidade (1912)
O Parque Moscoso abre em 1912 e é o parque mais antigo de Vitória. Tem lagos com peixes, patos e cisnes, concha acústica, mini-zoológico, playground e uma capela entre árvores centenárias. É tombado como patrimônio cultural pelo Conselho Estadual de Cultura do Espírito Santo.
Localização: Centro de Vitória.
Área: 24.142 m².
Parque da Pedra da Cebola e sua vista panorâmica
O Parque da Pedra da Cebola abre em 1996, entre os bairros Jardim da Penha e Mata da Praia, dois dos bairros mais valorizados da Cidade. Reúne a formação rochosa que dá nome ao parque, vegetação de restinga, playground, lago com peixes ornamentais, jardim de pedras e pista de caminhada e de alpinismo. O mirante na parte alta da Pedra da Cebola dá vista para a orla e para parte da Baía de Vitória, um dos poucos pontos da Cidade com esse ângulo sobre o mar. É tombado pelo Conselho Municipal do Plano Diretor Urbano de Vitória e procurado tanto por moradores da vizinhança quanto por visitantes que combinam a parada com o roteiro de praias da área continental, a poucos minutos de Camburi.
Localização: entre Jardim da Penha e Mata da Praia.
Horto de Maruípe (Parque Augusto Ruschi)
O Horto de Maruípe, também chamado Parque Augusto Ruschi, abre em 1995 com fauna e flora de Mata Atlântica, em uma área de 66.129 m² dentro do bairro Maruípe. Reúne o bromeliário Roberto Kautsky, batizado em homenagem ao pesquisador capixaba reconhecido pela catalogação de bromélias nativas do Espírito Santo, além de lago, córregos, herbário, quadras poliesportivas e pista de caminhada. O conjunto homenageia também o naturalista capixaba Augusto Ruschi, nascido em Santa Teresa (ES) em 1915 e reconhecido internacionalmente pelos estudos sobre beija-flores e orquídeas da Mata Atlântica. O nome “horto” vem do uso original do terreno como viveiro de mudas, função hoje substituída pelo uso como parque urbano aberto à visitação, com vegetação nativa preservada em meio ao bairro Maruípe.
Localização: Avenida Maruípe, s/nº, bairro Maruípe.
Área: 66.129 m².
Parque Botânico Vale, reserva de Mata Atlântica
O Parque Botânico Vale abre em maio de 2004 e preserva 33 hectares de Mata Atlântica em Jardim Camburi. Tem trilhas sinalizadas, meliponário de abelhas nativas, área de piquenique e lanchonete. A entrada é gratuita.
Localização: Avenida dos Expedicionários, s/nº, Jardim Camburi.
Funcionamento: de terça a domingo, das 8h às 17h, fechado nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1º de janeiro.
Área: 33 hectares.
Parque da Fonte Grande e as trilhas na Ilha de Vitória
O Parque Estadual da Fonte Grande ocupa o Maciço Central da Ilha de Vitória, com trilhas de Mata Atlântica de encosta e mirantes como o do Sumaré. A Trilha da Pedra da Batata, uma das mais buscadas, leva em média 3 horas no percurso completo de ida e volta. O acesso a pé é pelas ruas Antônio Dell’Antonia, em Fradinhos, e Alziro Viana, no Centro. A trilha é uma das respostas mais lembradas quando o assunto é o que fazer em Vitória sem sair da própria Ilha, por aliar natureza preservada a poucos minutos do Centro.
Localização: Maciço Central, entre Maruípe e o Centro de Vitória.
Funcionamento: de terça a domingo, inclusive feriados, das 8h às 17h, fechado às segundas-feiras para manutenção.
Atividades na Orla de Camburi
A orla de Camburi concentra a maior parte das atividades ao ar livre entre as respostas sobre o que fazer em Vitória fora da água. A faixa de areia tem mais de 5 km, com estrutura voltada tanto para quem busca exercício quanto para quem busca lazer em família.
Essa faixa de orla se conecta, a pé ou de bicicleta, tanto à Praia do Canto quanto à Praça do Papa, apresentadas na seção anterior, o que permite emendar as atividades de Camburi ao restante do roteiro de praia sem trocar de meio de transporte. A combinação de ciclovia e calçadão contínuo torna esse trecho um dos mais procurados da Cidade para caminhada, corrida e pedal ao ar livre, em qualquer época do ano.
Aluguel de bicicleta na ciclovia da orla
A orla de Camburi tem ciclovia ao longo de toda a sua extensão, ligada a outros trechos cicláveis da Cidade. O sistema de bicicletas compartilhadas Bike Vitória funciona por aplicativo, com estações espalhadas pela orla e por bairros próximos, para retirada e devolução das bicicletas.
Stand up paddle e caiaque na Baía de Vitória
As águas calmas da Baía de Vitória, voltadas para a Praia do Canto e a Enseada do Suá, favorecem a prática de stand up paddle e caiaque, em contraste com as ondas mais fortes do trecho final de Camburi. Operadores locais de esportes náuticos costumam oferecer aluguel de equipamento nessa região da orla; vale confirmar disponibilidade e preços diretamente antes da atividade. A prática é uma alternativa frequente para quem busca o que fazer em Vitória fora da caminhada e do ciclismo já tratados nesta seção.
Praça dos Namorados, parada de lazer na orla
A Praça dos Namorados fica na área do Aterro, perto da Praia do Canto, com quadras esportivas, rinque de patinação e lanchonetes. Tradicionalmente recebe feira de artesanato aos sábados e domingos, um dos pontos de parada de quem caminha pela orla.
Goiabeiras: Moqueca Capixaba e Panelas de Barro
Goiabeiras é o distrito de Vitória ligado à gastronomia capixaba e ao artesanato indígena. Abriga o Aeroporto Eurico de Aguiar Salles e a Reserva Ecológica Restinga de Camburi, mas a atração mais procurada por quem pesquisa o que fazer em Vitória nessa região é a panela de barro usada na moqueca.
As duas paradas desta seção ficam próximas uma da outra e costumam entrar no mesmo roteiro: primeiro a visita às paneleiras, que mostra a técnica indígena de moldagem do barro, depois o almoço na Ilha das Caieiras, onde a panela chega à mesa com a moqueca pronta. A técnica de produção das panelas é anterior à chegada dos colonizadores portugueses à região, o que torna Goiabeiras um dos poucos pontos turísticos de Vitória ES com origem pré-colonial ainda em atividade.
Paneleiras de Goiabeiras, artesanato indígena de 400 anos
O ofício das paneleiras de Goiabeiras tem raiz nas técnicas cerâmicas indígenas usadas na região há mais de 400 anos. O barro local é moldado à mão, sem torno nem forno, e a impermeabilização e a cor escura vêm da casca do mangue-vermelho. O IPHAN registra o ofício como patrimônio cultural imaterial do Brasil em 20 de dezembro de 2002, no Livro de Registro dos Saberes. A panela de barro é indispensável para o preparo tradicional da moqueca capixaba.
Localização: bairro Goiabeiras, Vitória.
Data: registro pelo IPHAN em 20 de dezembro de 2002.
Ilha das Caieiras e a gastronomia capixaba
A Ilha das Caieiras é o polo gastronômico de Vitória à beira do manguezal, reunido em torno de restaurantes voltados para a moqueca capixaba e a mariscada. A maioria fica sobre um píer com vista para o mar e para o mangue. A torta capixaba, outro prato típico da região, é servida o ano inteiro nos mesmos restaurantes. Para quem pergunta o que fazer em Vitória na hora do almoço, a Ilha das Caieiras costuma ser a resposta mais indicada pelos próprios moradores.
Localização: bairro Ilha das Caieiras, Vitória.
Onde se Hospedar em Vitória
A escolha de onde se hospedar em Vitória ES costuma seguir o roteiro planejado: quem prioriza praia busca a Praia do Canto ou Camburi; quem prioriza história e Centro Histórico busca a região central. A Booking.com ajuda a comparar preço, localização e disponibilidade em tempo real entre essas regiões antes de fechar a reserva.
Pensar em onde se hospedar em Vitória ES antes de decidir o que fazer em Vitória evita deslocamentos longos entre os pontos do roteiro: quem reserva perto da Praia do Canto ou de Camburi gasta menos tempo de trajeto até a orla e até a Praça do Papa; quem fica no Centro Histórico, menos tempo até os museus e palácios da Cidade Alta. Vitória é uma Cidade pequena o bastante para que a escolha do bairro de hospedagem não comprometa o acesso às demais atrações do roteiro.
Praia do Canto e Camburi, bairros perto da orla
A Praia do Canto e Camburi concentram a maior oferta hoteleira perto da orla, com acesso a pé às praias e ao Shopping Vitória, na Enseada do Suá, próximo à Praia do Canto. É a região mais prática para quem monta roteiro em torno das praias e da Praça do Papa.
Centro Histórico, hospedagem perto dos pontos turísticos
O Centro Histórico concentra hospedagem voltada a quem prioriza o circuito de museus e palácios da Cidade Alta e da Cidade Baixa, a pé ou por trajeto curto de carro. É a escolha mais prática para roteiros de um único dia, concentrados no Centro.
Como Chegar a Vitória
Vitória pode ser acessada por rodovia a partir das principais capitais do Sudeste e do Leste do país, pela BR-262, pela BR-101 ou pela BR-324, ou de avião, pelo aeroporto da própria Cidade, com voos diários para outras capitais do Brasil.
Depois de decidir o que fazer em Vitória, o próximo passo é escolher a forma de chegada, que muda conforme a cidade de origem e o tempo disponível para o deslocamento. Quem vem de carro encontra rodovias federais que ligam Vitória às capitais vizinhas, enquanto quem vem de avião desembarca a poucos minutos de Goiabeiras, distrito que também concentra parte da gastronomia capixaba tratada neste guia.
De Belo Horizonte pela BR-262
Partindo de Belo Horizonte: BR-262, rodovia que atravessa o interior de Minas Gerais até a divisa com o Espírito Santo e segue até Vitória.
Do Rio de Janeiro pela BR-101
Partindo do Rio de Janeiro: BR-101, que acompanha o litoral do Sudeste em direção ao norte até chegar à capital capixaba.
De Salvador pela BR-324 e BR-101
Partindo de Salvador: BR-324 até o entroncamento com a BR-101, na Bahia, seguindo pela BR-101 pelo litoral do Nordeste e do Sudeste até Vitória.
De avião, pelo Aeroporto Eurico Sales em Goiabeiras
Vitória é atendida pelo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles, também chamado de Aeroporto de Vitória, no distrito de Goiabeiras, com código IATA VIX. Opera voos domésticos que ligam a Capital capixaba a outras cidades do Brasil.
Localização: distrito de Goiabeiras, Vitória.
O Que Fazer em Vitória: Monte o Roteiro Ideal
O que fazer em Vitória em pouco tempo pede uma ordem lógica de deslocamento, da Cidade Alta até a orla, para não repetir trajeto nem perder tempo com deslocamento desnecessário. Os dois roteiros abaixo organizam as atrações por proximidade, do Centro Histórico até Goiabeiras.
A escolha entre os dois roteiros depende do tempo disponível e do meio de transporte usado na Cidade. Quem se desloca a pé rende mais no Centro Histórico, por causa das escadarias e da distância curta entre os prédios; quem usa carro ou bicicleta consegue emendar o Centro, a orla e Goiabeiras no mesmo dia, sem perder tempo com deslocamento entre bairros. Os dois roteiros a seguir partem dessa lógica, sempre do bairro mais central para o mais afastado.
Roteiro de um dia em Vitória
Pela manhã, o roteiro de um dia começa pelo Centro Histórico, com Palácio Anchieta, Palácio Domingos Martins e Basílica de Santo Antônio. À tarde, segue para a Praia de Camburi ou para a Praça do Papa, na orla. Ao fim da tarde, fecha na Ilha das Caieiras ou em Goiabeiras, para a moqueca capixaba.
Roteiro de fim de semana na capital capixaba
No primeiro dia, o roteiro de fim de semana soma o Centro Histórico aos parques urbanos, como o Parque Moscoso e o Parque da Pedra da Cebola. No segundo dia, concentra praia pela manhã, seguida de Goiabeiras e da Ilha das Caieiras à tarde, com tempo reservado para a compra de panelas de barro como lembrança.
Perguntas Frequentes sobre o Que Fazer em Vitória
Quais são os pontos turísticos de Vitória ES?
Os pontos turísticos de Vitória ES incluem o Palácio Anchieta, o Forte São João, o Museu Solar Monjardim e o Parque Moscoso, no Centro Histórico, além da Praia de Camburi, da Praça do Papa e do distrito de Goiabeiras, conhecido pela moqueca capixaba e pela panela de barro das paneleiras locais.
Quais são as melhores praias de Vitória ES?
A Praia de Camburi é a maior e mais movimentada, com mais de 5 km de extensão e boa estrutura de quiosques. A Praia do Canto tem águas calmas voltadas para a baía, propícias a esportes náuticos, e a Curva da Jurema, na Enseada do Suá, fica perto do Shopping Vitória.
Onde se hospedar em Vitória ES?
A Praia do Canto e Camburi concentram hotéis perto da orla, com acesso a pé às praias e ao Shopping Vitória. O Centro Histórico é a opção mais prática para quem prioriza museus, palácios e o circuito a pé pela Cidade Alta e pela Cidade Baixa, sem depender de carro.
O que fazer em Vitória em um dia?
Em um dia, o roteiro começa pela manhã no Centro Histórico, com o Palácio Anchieta e a Basílica de Santo Antônio, segue para a Praia de Camburi ou para a Praça do Papa à tarde, e fecha com moqueca capixaba em Goiabeiras ou na Ilha das Caieiras, ao fim do dia.
Vitória ES fica perto de Vila Velha?
Sim. Vitória faz divisa direta com Vila Velha, ligada pela Terceira Ponte e por outras pontes sobre a Baía de Vitória. Vila Velha reúne o Convento da Penha e praias como a da Costa, a poucos minutos de carro do Centro Histórico e da orla de Vitória.
Vitória condensa, em uma área pequena, o que outras capitais do litoral brasileiro oferecem espalhado por bairros distantes entre si: Centro Histórico, praia urbana, Mata Atlântica e gastronomia própria a poucos minutos de distância. Essa proximidade é o que torna o roteiro de o que fazer em Vitória possível em um único dia, mesmo reservando mais tempo para quem planeja ficar o fim de semana inteiro.
Quem já passou pelo Centro Histórico e pela orla de Camburi costuma fechar a visita em Goiabeiras, com a moqueca capixaba servida na panela de barro feita pelas paneleiras locais. É o ponto final mais citado por quem pesquisa o que fazer em Vitória antes de embarcar de volta pelo Aeroporto Eurico de Aguiar Salles ou pela rodovia que trouxe o visitante até a Capital capixaba.
Foto de destaque deste artigo: Wallace Silva / Pexels, licença gratuita (vista aérea de ponte e orla de Vitória, ES).