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O Que Fazer em Boa Vista, RR: Guia da Capital de Roraima

O Que Fazer em Boa Vista, RR: Guia da Capital de Roraima

Boa Vista, RR, é a capital do Estado de Roraima e fica no extremo norte do Brasil, a poucos quilômetros da fronteira com a Venezuela. O nome não é exclusivo dessa cidade: existem outras localidades chamadas Boa Vista no país, como São João da Boa Vista, no interior paulista, e Boa Vista do Sul, no Rio Grande do Sul. Este guia trata apenas da capital roraimense, a única capital brasileira situada inteiramente no Hemisfério Norte. Para quem pergunta o que fazer em Boa Vista, a resposta passa por rios, parques urbanos e uma arquitetura de cidade planejada que poucas capitais do Brasil têm.

A cidade nasceu de uma fazenda de gado fundada em 1830, às margens do Rio Branco, pelo comandante do Forte São Joaquim. O povoado cresceu ao redor dessa fazenda e, em 1890, foi elevado à categoria de município, desmembrado de Moura, no Amazonas. Em 1943, com a criação do Território Federal do Rio Branco, Boa Vista se tornou capital, posição que manteve quando o território passou a se chamar Roraima, em 1962, e quando se transformou em Estado, em 1988.

Um dos traços mais marcantes da cidade é o traçado urbano. Boa Vista foi planejada em formato de leque: as principais avenidas partem do Centro Cívico e se abrem em direção aos bairros, como os raios de um leque aberto. Esse desenho facilita a circulação e concentra boa parte dos monumentos históricos em uma área caminhável, perto da Praça do Centro Cívico.

A fronteira com a Venezuela fica a cerca de 200 km do centro da cidade, pela BR-174, rota também usada por quem segue para a Guiana, mais ao leste. Essa posição faz de Boa Vista um ponto de passagem comum entre viajantes que cruzam o extremo norte da América do Sul.

O município tem área de 5.687,037 km² e densidade de 72,71 habitantes por km², segundo o Censo de 2022, que registrou 413.486 moradores. A população estimada para 2026 é de 500.965 habitantes (IBGE). Está a cerca de 4 km do Aeroporto Internacional de Boa Vista e é ponto de partida para passeios a atrações mais distantes, como o Monte Roraima. Os próximos tópicos mostram, em detalhe, o que fazer em Boa Vista: orla do Rio Branco, parques, praças, centro histórico, gastronomia e roteiros de bate-volta.

AspectoInformação
LocalizaçãoCapital de Roraima
Melhor épocaOut a fev (seca)
Como chegarAvião ou BR-174
Top 3 atraçõesOrla, Anauá, C. Cívico
Onde ficarCentro Cívico, Mecejana
ReservaCompare hotéis com antecedência

O que fazer em Boa Vista, capital de Roraima?

Já na chegada à cidade, boa parte do que fazer em Boa Vista, capital de Roraima, está ao alcance de poucos quilômetros: a orla do Rio Branco, parques, praças e um centro histórico compacto formam o núcleo do roteiro. A cidade concentra boa parte das atrações turísticas em um raio de poucos quilômetros do Centro Cívico. Isso facilita roteiros de um ou dois dias. Entre os pontos turísticos de Boa Vista mais procurados estão a Orla Taumanan, o Parque Anauá e o conjunto de monumentos da Praça do Centro Cívico.

Quem tem mais tempo pode somar bate-voltas a destinos como o Monte Roraima e a Serra do Tepequém, ambos fora do perímetro urbano. Já quem fica só na cidade encontra opção de lazer ao ar livre nas praias fluviais do Rio Cauamé, abertas durante o período de seca, além de museus e espaços culturais, como o Palácio da Cultura e o Museu Integrado de Roraima, dentro do Parque Anauá.

A gastronomia local entra na mesma lista: pratos como a damurida, o tucunaré e o caxiri aparecem em restaurantes e barracas que servem a cozinha regional indígena e amazônica. Para quem viaja de fora, o ponto de partida é o Aeroporto Internacional de Boa Vista, a cerca de 4 km do Centro, ou a rodoviária, no bairro São Vicente.

Visão geral das atrações da cidade

As atrações de Boa Vista se dividem em quatro grupos: a orla e os parques à beira do Rio Branco; as praças e monumentos do Centro Cívico; os templos e prédios históricos do entorno da Praça Barreto Leite; e os roteiros de bate-volta para fora da cidade. Os próximos tópicos detalham cada um, com localização e horário de funcionamento, quando disponível.

Essa divisão ajuda a montar o roteiro de o que fazer em Boa Vista pelo tempo disponível: quem tem um dia foca na orla e no Centro Cívico, enquanto quem fica mais tempo soma o entorno da Praça Barreto Leite e os bate-voltas. Como o traçado da cidade é em formato de leque, a maior parte desses grupos de atração fica a poucos minutos de carro um do outro. O deslocamento entre eles é curto. Mesmo assim, vale reservar meio período inteiro para os parques maiores, como o Anauá, que têm estrutura própria de lazer e pedem mais tempo de visita do que uma praça ou um monumento isolado.

Orla Taumanan e Parque do Rio Branco

Entre as primeiras respostas para o que fazer em Boa Vista está a Orla Taumanan, um dos pontos turísticos de Boa Vista mais citados, às margens do Rio Branco, no Centro da cidade. A orla reúne área verde, espaço para caminhada e vista para o rio, e funciona como extensão do Parque do Rio Branco, outra área pública da mesma região.

A orla também marca o trecho do Rio Branco onde a cidade nasceu: foi às margens desse mesmo rio que a fazenda fundada em 1830 deu origem ao povoado que se tornaria Boa Vista. Por isso, caminhar pela Taumanan funciona como um primeiro contato com a história local, antes de seguir para o Centro Cívico ou para a Praça Barreto Leite, a poucos minutos dali. O espaço também recebe prática de exercício físico pela manhã e encontros de família ao final da tarde, quando o movimento de moradores aumenta. Para quem está de passagem, a proximidade com os hotéis do Centro facilita incluir a orla no primeiro ou no último dia do roteiro, sem custo de deslocamento.

Localização e como chegar até a Orla

A Orla Taumanan fica no Centro de Boa Vista, próxima à área central da cidade e de fácil acesso a pé a partir dos principais hotéis do Centro Cívico. Por ser um espaço público ao ar livre, não tem horário fixo de funcionamento nem custo de entrada. Quem vem de outros bairros pode chegar de carro, táxi ou aplicativo de transporte.

A Orla Taumanan também serve de referência para quem segue a pé até outros pontos do Centro, como a Praça do Centro Cívico, a poucos minutos de caminhada dependendo do hotel de partida. Por ficar à beira do Rio Branco, o movimento de pessoas tende a aumentar no início da noite, quando o calor diminui e famílias saem para caminhar. Para quem vem de bairros mais afastados, como Mecejana, o trajeto até a orla é feito por carro, táxi ou aplicativo de transporte, sem necessidade de reserva prévia. Essa facilidade de acesso é um dos motivos pelos quais a orla aparece como primeira parada na maioria dos roteiros de um dia pela cidade.

Mirante Edileuza Lóz: visita e agendamento

O Mirante Edileuza Lóz é um ponto de observação de cerca de 120 metros de altura, dentro do complexo da orla, com vista para o Rio Branco. A visita costuma exigir agendamento prévio e gratuito junto à administração local, já que o acesso é controlado por questão de segurança da estrutura.

Esse mirante soma-se a outro ponto de observação da cidade, o mirante da Praça do Centro Cívico. A vantagem aqui é ficar direto sobre o Rio Branco, com ângulo de vista diferente. Por depender de agendamento, vale entrar em contato com a administração da orla com alguns dias de antecedência, principalmente em períodos de maior procura turística, como a estação seca. A estrutura foi pensada para grupos pequenos. A experiência acaba mais tranquila do que a de um mirante aberto sem controle de acesso. Quem não conseguir vaga ainda aproveita a vista ao nível do rio, na própria orla, sem precisar do agendamento.

O que ver na Orla Taumanan e no parque

Na Orla Taumanan e no Parque do Rio Branco, o visitante encontra área verde para caminhada, pontos de observação do rio e espaço de convivência ao ar livre. É um dos locais indicados para o fim da tarde, quando o calor diminui e a vista para o rio melhora com a luz do entardecer.

O conjunto também funciona como ponto de encontro de ciclistas e corredores, que usam a extensão plana da orla para treinar fora do calor mais forte do meio-dia. Durante a estação seca, a faixa de areia que se forma nas margens do Rio Branco amplia a área de visitação, de forma parecida com o que ocorre nas praias do Rio Cauamé, mais afastadas do Centro — mais uma opção de o que fazer em Boa Vista sem sair da região da orla. Bares e pontos de alimentação simples funcionam no entorno. Dá para encerrar a caminhada com uma parada rápida antes de seguir para outro ponto do roteiro.

Vista aérea da Orla Taumanan em Boa Vista, com a plataforma à beira do Rio Branco e a área verde da orla ao entardecer

Crédito: Ederson Brito / MTUR, via Wikimedia Commons, domínio público (Orla Taumanan, Boa Vista, RR).

Parques e Praças de Boa Vista

A cidade reúne parques e praças distribuídos por diferentes bairros, outra parte do que fazer em Boa Vista além da orla. Alguns fazem parte de complexos esportivos maiores; outros funcionam como áreas de lazer isoladas, com estrutura própria de caminhada, esporte e convivência. Juntos, somam uma segunda camada de passeios ao ar livre na cidade, complementar à orla do Rio Branco e geralmente mais próxima dos bairros residenciais do que do Centro histórico. Para quem organiza o roteiro por conta própria, vale combinar visitas a essas áreas com os horários mais frescos do dia, de manhã cedo ou no fim da tarde.

O conjunto inclui espaços para prática esportiva, museus e, durante o período de seca, praias fluviais formadas pelo Rio Cauamé. A escolha de para onde ir depende do tipo de passeio: parques maiores pedem meio período de visita; as praças do Centro Cívico podem ser vistas em uma caminhada mais curta.

Praça das Águas e Portal do Milênio

A Praça das Águas e o Portal do Milênio fazem parte do Complexo Poliesportivo Ayrton Senna, na Avenida Ene Garcez. O complexo reúne quadras de vôlei, basquete, futebol de salão e tênis, além de pistas de kart, bicicross, cooper e patinação. Bares e lanchonetes funcionam no entorno. O espaço serve tanto para exercício quanto para lazer em família.

Por reunir várias modalidades em um só endereço, o complexo funciona bem tanto para quem busca atividade física quanto para quem só quer passear à tarde com a família — mais uma resposta prática para quem pergunta o que fazer em Boa Vista fora do roteiro histórico, sem compromisso com um esporte específico. A estrutura ampla também diferencia esse complexo das praças menores do Centro Cívico, mais voltadas à contemplação de monumentos do que à prática esportiva. Quem programa a visita durante a semana costuma encontrar o espaço mais vazio do que nos fins de semana, quando o movimento de famílias e grupos de exercício aumenta.

Parque Anauá: estrutura e horário de funcionamento

O Parque Anauá, na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, funciona de segunda a sábado, das 8h às 17h. A área de lazer tem pista de cooper, pista de motocross, rampa de skate, quadras de vôlei, basquete e futebol de salão, pista de aeromodelismo e um espaço batizado de Forródromo, construção em formato de estrela usada para apresentações artísticas.

Pela variedade de estrutura, o Parque Anauá costuma ser uma das primeiras respostas para quem pergunta o que fazer em Boa Vista com a família. O parque tem ainda anfiteatro, praça de alimentação, área de camping com churrasqueira e um lago natural, o Lago dos Americanos. Dentro do Parque Anauá funciona o Museu Integrado de Roraima (MIRR), inaugurado em 1985, com acervo de geologia, botânica, zoologia, arqueologia e etnologia indígena, incluindo cerca de 8 mil espécies da flora amazônica catalogadas.

Bosque dos Papagaios: horário e acesso

O Bosque dos Papagaios é outra área verde da cidade voltada à preservação e à convivência com a natureza em ambiente urbano, com trilhas arborizadas e espaço para caminhada. Por ser um parque público ao ar livre, vale planejar a visita para o período da manhã ou do fim de tarde, quando o calor é mais ameno.

Para quem busca o que fazer em Boa Vista sem gastar, o Bosque dos Papagaios é opção gratuita. O nome do bosque remete à presença de aves silvestres na vegetação local. É opção também para quem se interessa por observação de fauna urbana, sem precisar sair da cidade. A cobertura arbórea reduz a sensação de calor em relação a outras áreas abertas de Boa Vista, como as praças do Centro Cívico. O bosque é alternativa mais confortável em dias de temperatura mais alta. Por ser menor que o Parque Anauá, a visita costuma levar menos tempo. É fácil encaixá-la entre outros pontos do roteiro no mesmo dia.

Praias do Rio Cauamé: Cauamé, Polar e Curupira

Na estação da seca, o Rio Cauamé forma praias de água doce usadas por moradores e visitantes. A Praia do Cauamé fica a 8 km do Centro, com acesso pela BR-174, sentido Venezuela, e reúne bares e restaurantes à beira do rio. A Praia da Polar fica a 4 km do Centro, pela Avenida Capitão Júlio Bezerra, também com estrutura de bares e restaurantes. A Praia do Curupira é a mais próxima, a 3 km do Centro, na mesma avenida de acesso que a Polar.

Para quem viaja na estação seca, essas praias fluviais são parte obrigatória do que fazer em Boa Vista. As três têm água considerada limpa e areia clara durante o período seco, entre outubro e fevereiro aproximadamente. Fora dessa janela, o nível do rio sobe e a faixa de areia some sob a água. O Rio Branco também forma praias na seca, em trechos mais distantes do Centro e em ilhas, mas o acesso costuma ser menos direto que o das praias do Cauamé.

Centro Cívico, Artesanato e Monumento aos Pioneiros

O Centro Cívico reúne outra parte do que fazer em Boa Vista, ligada à história e à administração do Estado. A praça reúne os principais prédios públicos de Roraima e funciona como ponto de partida do traçado em leque da cidade. Além dos palácios e monumentos, é dali que partem as principais avenidas do município, todas convergindo para o mesmo ponto central. Essa concentração de prédios públicos, monumentos e vias de acesso torna o Centro Cívico a referência mais citada em qualquer roteiro pela capital.

Além dos prédios públicos, a praça concentra monumentos que resumem a formação histórica do Estado, da época do garimpo à chegada dos primeiros colonizadores. A proximidade entre esses pontos turísticos de Boa Vista permite visitar o conjunto a pé, em uma caminhada de meio período, sem necessidade de transporte entre uma atração e outra. É também o bairro com maior oferta de hospedagem da cidade. Por isso, o Centro Cívico costuma ser o ponto de partida de quem monta roteiro de um ou mais dias em Boa Vista.

Centro Cívico: história e pontos de interesse

A Praça do Centro Cívico abriga o Palácio da Cultura, de arquitetura moderna, com paredes espelhadas e cume piramidal, usado para apresentações artísticas. Ao lado, o Palácio Senador Hélio Campos é a sede do Governo do Estado de Roraima. Um mirante na própria praça oferece vista panorâmica do Rio Branco e da região da Ponte dos Macuxis.

O conjunto arquitetônico da praça reflete o período em que Roraima deixou de ser território federal para se tornar Estado, em 1988, consolidando Boa Vista como capital administrativa — e explica por que boa parte do que fazer em Boa Vista relacionado à história começa justamente por aqui. Caminhando pela praça, é possível observar de perto a arquitetura moderna do Palácio da Cultura e seguir até o mirante local, que oferece outro ângulo da cidade além do visto na Orla Taumanan. A praça também é o ponto de onde partem as principais avenidas do traçado em leque. Isso facilita a orientação de quem visita a cidade por conta própria.

Centro de Artesanato de Boa Vista

O Centro de Artesanato de Boa Vista, na Rua Floriano Peixoto, 93, reúne produção local: cestos de cipó e palha de buriti, figuras de índios e garimpeiros feitas em balata (látex natural da seringueira) e bonecos de palha de milho. É um dos pontos de referência para quem quer levar uma lembrança feita por artesãos da região.

Levar uma lembrança de artesanato é uma das formas mais simples de o que fazer em Boa Vista sem sair do Centro. Boa parte das peças vendidas no local é produzida por artesãos indígenas e ribeirinhos da região. A visita funciona também como uma forma de conhecer técnicas tradicionais como o trançado de palha e o trabalho com a balata. O espaço funciona como complemento à visita ao Centro Cívico, já que fica a poucos minutos a pé da praça principal. Para quem viaja com pouco espaço na bagagem, peças pequenas como os bonecos de palha de milho são opção de lembrança fácil de transportar.

Monumento aos Pioneiros

O Monumento aos Pioneiros fica na Praça Barreto Leite, em concreto armado. A obra reproduz o Monte Roraima e elementos étnicos que formaram o povo roraimense, em homenagem a quem colonizou a região. A mesma praça tem o Bar Meu Cantinho, construção de 1830 que era a sede da antiga fazenda Boa Vista, o ponto onde a cidade nasceu.

A escolha do Monte Roraima como referência na escultura reforça a ligação entre a capital e o destino de bate-volta mais procurado do Estado, reunindo em um único monumento a geografia e a história da ocupação local. A Praça Barreto Leite, onde o monumento está instalado, fica a poucos passos do Centro Cívico. Dá para incluir os dois pontos na mesma caminhada. O Bar Meu Cantinho, ao lado, funciona como parada para quem quer conhecer a construção original da fazenda que deu origem à cidade, antes de seguir para outro ponto do roteiro.

Outros Pontos Turísticos: Catedral, Igreja, Mercado e Monumentos

Templos, mercado e monumentos completam o que fazer em Boa Vista neste trecho do Centro, contando a formação religiosa e econômica da cidade e reunindo parte dos pontos turísticos de Boa Vista mais citados por quem visita a capital. São construções de épocas diferentes, da primeira paróquia do município, erguida ainda no início do século 20, até os monumentos mais recentes que homenageiam ciclos econômicos como o garimpo. Juntas, formam um roteiro que explica, em poucos quarteirões, boa parte da trajetória da cidade desde o povoado original até a capital de hoje.

Boa parte desses pontos turísticos de Boa Vista está a poucos minutos de caminhada um do outro. Dá para reunir vários deles em um mesmo período do roteiro, sem necessidade de carro. A combinação de templos de diferentes épocas, mercado tradicional e monumentos de homenagem mostra outro lado da cidade, mais ligado à vida cotidiana e à fé local do que à administração pública concentrada no Centro Cívico.

Catedral Cristo Redentor: horário e visitação

A Catedral do Cristo Redentor fica na Praça do Centro Cívico, número 133. Foi construída em 1972 pelos Padres da Consolata, com arquitetura moderna: a nave se afunila em direção ao altar e o teto é convexo, em estrutura de madeira. A visitação externa é livre; para participar de missas, vale confirmar o horário diretamente com a paróquia antes da ida.

A arquitetura moderna da catedral contrasta com a da Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo, construída décadas antes em estilo românico. Dá para comparar dois momentos distintos da arquitetura religiosa da cidade em uma mesma visita — um programa comum para quem pesquisa o que fazer em Boa Vista em meio período. Por ficar na própria Praça do Centro Cívico, a catedral entra com facilidade no mesmo roteiro a pé dos demais monumentos da praça. Fotografar a fachada costuma ser mais fácil no período da manhã, quando a luz incide direto sobre as torres curvas do edifício.

Fachada da Catedral Cristo Redentor em Boa Vista, com arquitetura moderna e torres curvas brancas contra o céu azul

Crédito: MiltonRamon, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0 (Catedral Cristo Redentor, Boa Vista, RR).

Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo

A Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, conhecida como Igreja Matriz, foi construída em 1909 pelos missionários franciscanos, em estilo românico. Foi a primeira paróquia do município e é um dos prédios religiosos mais antigos preservados na cidade. A construção é anterior à elevação de Boa Vista a capital, remontando a um período em que o povoado ainda era uma vila ligada ao município de Moura, no Amazonas. O nome da padroeira, Nossa Senhora do Carmo, também batizou a primeira denominação oficial da vila, antes de se tornar simplesmente Boa Vista.

Por ter sido a primeira paróquia do município, a igreja carrega parte da memória religiosa da cidade desde o período em que Boa Vista ainda era uma vila ligada ao Amazonas. O estilo românico, mais sóbrio que o da Catedral do Cristo Redentor, marca a diferença entre as duas fases da arquitetura religiosa local. A visita costuma ser rápida e pode ser somada a um roteiro que já inclua o Mercado Municipal e a Ponte dos Macuxis, ambos nas proximidades.

Mercado Municipal e Ponte dos Macuxis

O Mercado Municipal é um dos pontos de comércio tradicional da cidade, com bancas de produtos regionais. Já a chamada Ponte Macuxi não é, de fato, uma ponte rodoviária: é um belvedere, ou mirante, situado na BR-501, no quilômetro 2. Do mirante, dá para ver a orla da cidade e as colinas que marcam a divisa entre o Brasil e a Guiana.

O mercado funciona como ponto de contato com o comércio do dia a dia da cidade, diferente do artesanato voltado ao turista vendido no Centro de Artesanato, e soma mais uma opção de o que fazer em Boa Vista fora do roteiro de monumentos. Já o mirante da Ponte dos Macuxis complementa a vista obtida na Orla Taumanan e no mirante da Praça do Centro Cívico, com ângulo mais aberto sobre a fronteira com a Guiana. Por ficar em rodovia, o acesso costuma ser feito de carro ou aplicativo, sem estrutura para caminhada até o local a partir do Centro.

Monumento ao Garimpeiro

O Monumento ao Garimpeiro, na Praça do Centro Cívico, homenageia os trabalhadores que atuaram na extração mineral e contribuíram para o desenvolvimento do antigo Território Federal de Roraima. É um dos símbolos da história econômica da região antes da criação do Estado, em 1988. A escultura fica no mesmo conjunto de monumentos da praça, ao lado do Palácio da Cultura e do mirante com vista para o Rio Branco. Representa um período em que a mineração, ao lado da pecuária, movimentava boa parte da economia do antigo território federal.

A homenagem reforça um período da economia local anterior ao turismo e à administração pública, quando a extração mineral motivava parte da migração para o antigo território — contexto que ajuda a entender por que o que fazer em Boa Vista hoje passa tanto por monumentos quanto por roteiros de garimpo histórico, como a Serra do Tepequém. Por estar na mesma Praça do Centro Cívico, o monumento entra com facilidade no mesmo trajeto a pé da Catedral e do Palácio da Cultura. A peça funciona como complemento histórico ao Monumento aos Pioneiros, na Praça Barreto Leite, já que os dois tratam de fases diferentes da ocupação de Roraima.

Bate-volta a partir de Boa Vista: Monte Roraima e Serra do Tepequém

Na área urbana, o roteiro de o que fazer em Boa Vista pode ser estendido a dois destinos fora da cidade: o Monte Roraima e a Serra do Tepequém. Os dois exigem mais de um dia e planejamento prévio de transporte e hospedagem. São os passeios mais procurados por quem já esgotou as atrações do perímetro urbano e quer conhecer a paisagem natural de Roraima, da savana amazônica às formações rochosas da fronteira com a Venezuela. Nenhum dos dois é indicado para quem tem só algumas horas disponíveis, já que o deslocamento, somado à visita, consome ao menos um dia inteiro.

Os dois destinos ficam em direções e municípios diferentes a partir da capital. Combinar as duas viagens em um roteiro curto é difícil. Quem tem só um fim de semana costuma escolher um dos dois, dando preferência à Serra do Tepequém quando o tempo é mais limitado: a trilha do Monte Roraima exige vários dias de caminhada. Em ambos os casos, vale sair de Boa Vista com veículo, guia ou transporte já organizado. A oferta de transporte público para esses trechos é limitada.

Monte Roraima: distância e como organizar a ida

O Monte Roraima fica no extremo norte do Estado, na fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana. O acesso rodoviário é feito pelo município de Pacaraima, a cerca de 200 km de Boa Vista, de onde parte o translado até a comunidade de Paraitepuy, ponto de início da trilha. A visita costuma exigir vários dias de caminhada e acompanhamento de guia local.

Para quem avalia o que fazer em Boa Vista além da área urbana, vale lembrar que a trilha atravessa parte da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, o que torna obrigatório o acompanhamento de guia e comunidade local durante todo o percurso. Por ficar na fronteira entre três países, o Monte Roraima também é procurado por viajantes que chegam pela Venezuela ou pela Guiana, não só pelo lado brasileiro. Quem organiza a subida a partir de Boa Vista costuma reservar transporte, equipamento de camping e autorização de acesso com antecedência, já que a logística da trilha não é feita de última hora.

Serra do Tepequém: o que esperar do passeio

A Serra do Tepequém fica no município de Amajari, a cerca de 210 km de Boa Vista, cerca de 4 horas de viagem pela BR-174 e pela RR-203. É conhecida pela paisagem de serra e pelo histórico de garimpo de diamantes na região, hoje reconvertido em atividade turística.

O relevo de serra contrasta com a paisagem mais plana do entorno de Boa Vista, o que faz da Tepequém opção de quem quer ver outro tipo de paisagem em Roraima sem encarar a trilha de vários dias do Monte Roraima. O histórico de garimpo de diamantes deixou marcas na região, hoje usadas como atrativo para quem se interessa pela história da mineração no Estado. O acesso pela BR-174 e pela RR-203 é feito por estrada. Vale sair de Boa Vista com tempo de viagem reservado para ida e volta no mesmo dia ou com pernoite na região.

Gastronomia de Boa Vista: o que comer na cidade

Parte do que fazer em Boa Vista passa pela gastronomia regional, que mistura influências indígenas e amazônicas. A cidade reúne restaurantes e barracas que servem pratos com ingredientes típicos da bacia do Rio Branco. Peixes de rio, farinha de mandioca e temperos indígenas aparecem na maioria dos cardápios, refletindo a mesma mistura de povos que formou a cidade desde o século XIX. É uma gastronomia pouco conhecida fora do Norte do país, o que torna a visita a Boa Vista também uma oportunidade de experimentar pratos difíceis de encontrar em outras regiões do Brasil.

Essa culinária aparece tanto em restaurantes do Centro quanto em barracas simples perto da orla e dos parques da cidade, o que facilita incluir uma parada gastronômica em qualquer ponto do roteiro de o que fazer em Boa Vista. A influência indígena nos pratos acompanha a própria formação histórica de Roraima, marcada pela convivência entre povos originários e os migrantes que chegaram durante os ciclos de pecuária e garimpo. Para quem viaja de fora, provar esses pratos funciona como complemento à visita aos museus da cidade, como o Museu Integrado de Roraima, que reúne peças de etnologia indígena da região.

Pratos típicos: damurida, tucunaré e caxiri

A damurida é um molho picante de origem indígena, à base de pimenta, servido como acompanhamento de peixe ou carne. O tucunaré, peixe de rio comum na pesca da região, aparece grelhado ou frito em diversos restaurantes da cidade. Já o caxiri é uma bebida fermentada indígena feita de mandioca, tradicional entre os povos da região amazônica e usada em celebrações.

Esses três itens formam a base da identidade gastronômica local e aparecem com frequência em feiras e eventos culturais de Boa Vista, ao lado de outros pratos da cozinha amazônica. É possível encontrá-los tanto em restaurantes do Centro quanto nas barracas mais simples perto da orla e dos parques, a mesma divisão já citada para o restante da gastronomia da cidade. Para quem viaja de fora, vale provar ao menos um desses pratos antes de seguir para os museus da cidade, como o Museu Integrado de Roraima, que reúne peças de etnologia indígena ligadas à mesma origem cultural dessas receitas.

Um pouco de história de Boa Vista

A história da cidade explica boa parte do que fazer em Boa Vista hoje, já que muitos dos monumentos citados neste guia remetem direto a essa trajetória. A cidade nasceu de uma fazenda de gado, e muitos dos pontos turísticos de Boa Vista citados neste guia — como a Praça Barreto Leite e o Centro Cívico — ficam a poucos metros do local onde esse povoado começou, no século XIX.

Essa origem também explica por que boa parte das atrações descritas neste guia fica concentrada em um raio pequeno: a cidade cresceu a partir de um único núcleo, sem os deslocamentos de centro que ocorreram em capitais mais antigas. Entender esse processo ajuda a compreender por que o Centro Cívico, e não a orla ou outro bairro, concentra a maior parte dos prédios públicos e dos monumentos históricos da capital.

De fazenda de gado a capital de Roraima

O povoamento da região começou no século XIX, com pequenas fazendas na bacia do Rio Branco e o Forte São Joaquim como referência militar. Em 1830, o comandante do forte fundou a primeira fazenda particular de pecuária na margem direita do rio, batizada de Boa Vista, o núcleo que deu origem ao povoado.

Em 1858, o povoado foi elevado a vila, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora do Carmo do Rio Branco. Em 1890, tornou-se município, desmembrado de Moura, no Amazonas, com data oficial de fundação em 9 de julho. O salto seguinte veio em 1943, quando a criação do Território Federal do Rio Branco tornou Boa Vista capital. Em 1962, o território passou a se chamar Roraima, mantendo Boa Vista como sede administrativa, e em 1988 o território virou Estado, consolidando a cidade como capital do estado de Roraima.

Como chegar a Boa Vista (RR)

Decidir como chegar até a capital de Roraima é o primeiro passo antes de organizar o que fazer em Boa Vista. A cidade fica no extremo norte do Brasil, isolada das demais capitais por grandes distâncias rodoviárias. Por isso, a escolha do transporte é uma etapa importante do planejamento. As opções principais são avião, carro e ônibus.

A escolha entre avião, carro ou ônibus depende do ponto de partida da viagem e do tempo disponível. Boa Vista fica a grandes distâncias das demais capitais do país. Quem vem de fora do Brasil, pela Venezuela ou pela Guiana, também pode usar a BR-174 como rota de entrada terrestre: a fronteira fica a cerca de 200 km do Centro da cidade.

De avião até Boa Vista

O Aeroporto Internacional de Boa Vista fica a cerca de 4 km do Centro da cidade, com pista de 2.500 metros de comprimento por 45 metros de largura, capaz de receber aeronaves modernas. É a porta de entrada mais rápida para quem vem de outras capitais da Região Norte do Brasil ou de outras regiões do país.

Por ficar a poucos minutos do Centro, o deslocamento do aeroporto até os hotéis do Centro Cívico costuma ser rápido, o que reduz o tempo perdido logo na chegada à cidade e permite começar o roteiro de o que fazer em Boa Vista ainda no primeiro dia. A proximidade também facilita a conexão com os roteiros de bate-volta. Quem pousa em Boa Vista pode seguir direto para a BR-174 em direção a Pacaraima ou ao Monte Roraima, sem precisar voltar ao aeroporto.

De carro ou de ônibus até Boa Vista

Quem viaja de carro ou ônibus chega pela malha de rodovias federais que cruza Roraima, com a BR-174 como principal eixo de ligação com Manaus e com a fronteira da Venezuela. O Terminal de Integração, também chamado de Rodoviária Internacional de Boa Vista, fica na Avenida das Guianas, no bairro São Vicente, e recebe linhas intermunicipais e internacionais.

A BR-174 também é a rota usada por quem segue para Manaus, no sentido sul. Isso faz de Boa Vista ponto de passagem tanto para quem vem da fronteira quanto para quem vem do restante da Região Norte. Por ser viagem de longa distância, vale considerar paradas de descanso ao longo do trajeto. As cidades entre Boa Vista e os extremos da rodovia são pequenas e espaçadas.

Onde se Hospedar e Melhor Época para Visitar Boa Vista

A escolha de onde ficar influencia o que fazer em Boa Vista durante a estadia, já que a distância até os principais pontos turísticos muda de bairro para bairro. O traçado em leque da cidade, com as avenidas convergindo para o Centro Cívico, faz com que a região central concentre a maior parte da oferta de hospedagem e também as atrações citadas neste guia.

Reservar a hospedagem com antecedência tende a facilitar o planejamento do restante da viagem. A localização do hotel ou pousada determina o tempo de deslocamento até boa parte das atrações citadas neste guia. Comparar opções antes de decidir ajuda a equilibrar preço e proximidade, principalmente para quem pretende visitar tanto os pontos do Centro quanto os destinos de bate-volta mais distantes.

Centro Cívico e Mecejana: onde ficar

O Centro Cívico concentra a maior oferta de hotéis e pousadas, perto dos monumentos históricos e da vida administrativa da cidade. É a opção mais prática para quem quer caminhar até boa parte das atrações citadas neste guia. O bairro de Mecejana é alternativa mais afastada do Centro, com perfil residencial e comercial, e tende a ter diárias mais baixas.

Quem prefere pesquisar preços e disponibilidade antes de decidir pode comparar as opções do Centro Cívico e de Mecejana diretamente na Booking.com, que reúne avaliações de hóspedes, fotos e localização de cada hotel ou pousada no mapa da cidade. A ferramenta ajuda a visualizar a distância real até pontos como a Orla Taumanan e a Praça do Centro Cívico, o que facilita decidir pelo bairro mais prático para o roteiro planejado. Para quem viaja na alta temporada da estação seca, quando a procura por hospedagem aumenta, reservar com antecedência evita ficar sem opção nos hotéis mais bem localizados.

Clima por estação em Boa Vista

Boa Vista tem clima quente e úmido, equatorial, com temperatura média anual de 28°C e duas estações bem definidas. O inverno amazônico, entre março e setembro aproximadamente, é a estação das chuvas, quando os rios enchem e o nível da água sobe. O verão, entre outubro e fevereiro ou março, é a estação da seca, período em que aparecem as praias fluviais do Rio Cauamé e do Rio Branco.

Para quem quer aproveitar as praias e passeios ao ar livre, o período seco costuma ser a melhor época para visitar Boa Vista. Quem prioriza preços mais baixos de hospedagem pode considerar a estação chuvosa, quando a procura turística tende a cair. A variação de temperatura ao longo do ano é pequena. O calor é uma constante, independente da estação escolhida para a viagem.

O que fazer em Boa Vista: dicas finais para o seu roteiro

O que fazer em Boa Vista cabe em roteiros de um dia até uma semana, dependendo do tempo disponível. Para quem tem um dia só, a combinação mais eficiente é a Orla Taumanan, pela manhã, seguida do Centro Cívico, à tarde, com visita aos monumentos e à Catedral do Cristo Redentor.

Quem fica dois ou três dias pode somar o Parque Anauá, as praças do Complexo Ayrton Senna e, no período de seca, uma tarde nas praias do Rio Cauamé. Viagens mais longas comportam o bate-volta ao Monte Roraima ou à Serra do Tepequém, ambos fora do perímetro urbano e com planejamento prévio de transporte. Em qualquer roteiro, vale reservar tempo para a gastronomia local, com pratos como a damurida e o tucunaré.

Boa Vista reúne, em um espaço urbano compacto, rios, parques, monumentos históricos e pontos de partida para destinos naturais mais distantes, como o Monte Roraima. A cidade planejada em formato de leque facilita a circulação entre essas atrações, com o Centro Cívico como referência central do roteiro.

A escolha da época da viagem muda a experiência: a estação seca abre as praias fluviais do Rio Cauamé, enquanto o período chuvoso altera o volume dos rios e reduz esse tipo de passeio. Quem organiza a viagem com antecedência consegue reservar hospedagem no Centro Cívico, estruturar o bate-volta aos destinos mais distantes e ajustar o roteiro à estação do ano escolhida.

Perguntas frequentes sobre o que fazer em Boa Vista (RR)

O que fazer em Boa Vista em um dia?

Vale combinar a Orla Taumanan pela manhã e o Centro Cívico à tarde, com visita aos monumentos e à Catedral do Cristo Redentor, tudo a poucos minutos de distância a pé ou de carro.

Boa Vista (RR) tem praia?

Sim, mas são praias fluviais, formadas pelo Rio Cauamé na estação da seca, entre outubro e fevereiro aproximadamente. As principais são Cauamé, Polar e Curupira, a poucos quilômetros do Centro.

Vale a pena visitar o Monte Roraima saindo de Boa Vista?

Sim, para quem tem tempo disponível. A subida exige vários dias de caminhada e planejamento prévio de transporte e guia local, com saída organizada a partir da capital de Roraima.

Qual a melhor época para visitar Boa Vista?

A estação seca, entre outubro e fevereiro aproximadamente, é a mais indicada para praias fluviais e passeios ao ar livre. Na estação chuvosa, o nível dos rios sobe e essas praias desaparecem.

Boa Vista (RR) é a mesma cidade do Rio Grande do Sul?

Não. Boa Vista, RR, é a capital do Estado de Roraima. Boa Vista do Sul é um município diferente, no Rio Grande do Sul, sem relação administrativa com a capital roraimense.


O turismo em Boa Vista tem crescido como complemento à economia de serviços da cidade, que concentra a administração pública e o comércio de Roraima. A proximidade com a fronteira da Venezuela e a posição de porta de entrada para o extremo norte do Brasil mantêm a capital como ponto de passagem constante de viajantes, comerciantes e pesquisadores.

Para quem planeja conhecer a região amazônica a partir de uma capital com estrutura de hospedagem, aeroporto internacional e rodovias que ligam a outros estados da Região Norte, Boa Vista oferece essa combinação, com roteiros que variam de um fim de semana a viagens de uma semana ou mais, incluindo os destinos de bate-volta mais distantes. Reservar a hospedagem com antecedência, especialmente na estação seca, ajuda a garantir melhores opções de preço e localização antes da viagem.

Foto de destaque deste artigo: Thiago Orihuela, via Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0 (vista aérea do Centro Cívico de Boa Vista).

Sobre o autor

Marta F.

Marta F. é tecnóloga em Processamento de Dados e criou o Brasil Channel em 2000. Em pouco mais de um ano no ar, já passava de 90 mil visitas. Em mais de duas décadas, reuniu milhares de páginas sobre geografia, história e cultura dos estados, capitais e municípios do Brasil — hoje em reformulação completa. Artigos do site são citados pela Wikipédia, por prefeituras e por universidades como fonte de pesquisa.