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O Que Fazer em Macapá: Guia da Capital Cortada pelo Equador

O Que Fazer em Macapá: Guia da Capital Cortada pelo Equador

Macapá nasceu de um povoado de açorianos instalado em 1751 na margem esquerda do Rio Amazonas, no canal norte do rio. Elevado à categoria de Vila de São José de Macapá em 1758, o núcleo urbano cresceu ao redor de uma fortificação construída pela Coroa portuguesa para proteger a foz do Amazonas de invasões estrangeiras. A cidade se tornou capital em 1943, quando passou a sede do recém-criado Território Federal do Amapá, condição mantida quando o território foi elevado a Estado pela Constituição Federal de 1988, instalado em 1991.

O apelido “capital do meio do mundo” vem de um detalhe geográfico raro: Macapá é a única capital estadual brasileira cortada pela Linha do Equador, o que faz do Marco Zero e do Estádio do Milton Corrêa, o Zerão, os dois pontos mais procurados por quem pesquisa o que fazer em Macapá antes de viajar. Em 1991, a cidade também ganhou outro marco econômico: a criação da Zona de Livre Comércio de Macapá e Santana, que facilita o comércio de produtos importados da América do Norte, da América Central e da Europa, aproveitando a posição da cidade na foz do Rio Amazonas.

Quem pergunta o que fazer em Macapá encontra um roteiro concentrado em poucos quilômetros: a Fortaleza de São José, maior fortificação erguida pelos portugueses em solo brasileiro, fica a poucos minutos do Trapiche Eliézer Levy, da orla do Rio Amazonas e do Mercado Central. Museus como o Sacaca e a Casa do Artesão completam o circuito histórico do Centro, enquanto o Bioparque da Amazônia e as praças da cidade oferecem opções de ar livre sem sair da área urbana.

Fora do Centro, a Vila do Curiaú, originada de um quilombo, e as praias de água doce do Rio Amazonas — Fazendinha, Araxá e Aturiá — somam opções de passeio para quem reserva mais de um dia na capital. Este guia reúne a história recente da cidade, os pontos turísticos de Macapá com endereço e funcionamento, os bairros mais procurados para hospedagem e as formas de chegar até a capital do Estado do Amapá.

DadoInformação
FundaçãoPovoado em 1751; elevado a Vila de São José de Macapá em 1758
Capital do Amapá desde1943 (território), mantida com a elevação a Estado em 1988/1991
População (Censo 2022)442.933 habitantes (IBGE)
Área6.563,849 km² (IBGE)
Densidade67,48 hab/km² (2022)
LocalizaçãoFoz do Rio Amazonas, margem esquerda
Apelido“Capital do Meio do Mundo”
Zona FrancaZona de Livre Comércio de Macapá e Santana, criada em 1991

O Que Fazer em Macapá? Panorama da Capital na Linha do Equador

O que fazer em Macapá começa pela geografia que diferencia a cidade das demais capitais brasileiras: a Linha do Equador atravessa o território urbano, marcada pelo obelisco do Marco Zero e pelo campo do Estádio do Milton Corrêa, dividido entre os hemisférios Norte e Sul. Esses dois pontos concentram boa parte das buscas por pontos turísticos de Macapá, já que são exclusivos da capital amapaense entre as 27 capitais do país.

O segundo eixo do roteiro é histórico, erguido em torno da Fortaleza de São José de Macapá, construída entre 1764 e 1782 para proteger a foz do Rio Amazonas. A fortificação, o Trapiche Eliézer Levy e o Mercado Central ficam a poucos minutos um do outro no Centro da cidade, o que permite conhecer boa parte do patrimônio histórico a pé.

Para quem tem mais de um dia reservado, a Vila do Curiaú e as praias de água doce do Rio Amazonas somam um terceiro eixo, ligado à natureza e à cultura afro-amazônica. Antes de sair pelo roteiro, vale reservar a hospedagem com antecedência: o Booking.com ajuda a comparar preço, localização e avaliação de hóspedes entre os bairros da capital. Entre história, equador e rio, o roteiro do que fazer em Macapá cobre praticamente toda a oferta turística da capital em poucos quilômetros de distância.

Marco Zero do Equador, o Equinócio e o Estádio do Zerão

Nenhum outro ponto resume tão bem o que fazer em Macapá quanto o conjunto formado pelo Marco Zero, pelo fenômeno do equinócio e pelo Estádio do Milton Corrêa. Os três estão ligados pelo mesmo fato geográfico: a cidade é cortada pela Linha do Equador, algo que nenhuma outra capital brasileira pode dizer.

A Zona Sul da cidade reúne o obelisco que marca a linha imaginária e o estádio erguido sobre ela, dois símbolos que aparecem em praticamente toda pesquisa sobre pontos turísticos de Macapá. O clima equatorial da região explica por que o calor e a umidade são constantes ao longo do ano, sem as quatro estações observadas em outras partes do Brasil.

Marco Zero do Equador: o Obelisco que Divide os Hemisférios

O Marco Zero do Equador é um obelisco com cerca de 30 metros de altura e um relógio de sol no topo, inaugurado em 1987 para marcar a passagem exata da Linha do Equador sobre Macapá. A estrutura fica sobre uma linha pintada no chão que separa visualmente o Hemisfério Norte do Hemisfério Sul, ponto onde a maioria dos visitantes registra a foto mais procurada da cidade.

Ao redor do obelisco, um complexo turístico reúne praça, mirante para o Rio Amazonas e restaurante, o que torna o Marco Zero um programa que combina facilmente com o fim de tarde, quando o calor da Zona Sul começa a ceder.

Localização: Zona Sul de Macapá, à margem do Rio Amazonas.
Acesso: gratuito, em área externa a céu aberto.
Funcionamento: espaço aberto em qualquer horário; o restaurante do complexo segue horário comercial próprio.

O Equinócio em Macapá: Quando o Sol Fica a Pino sobre a Linha

O equinócio é o fenômeno em que o Sol passa de um hemisfério para o outro, projetando luz quase sem sombra sobre o Marco Zero. Em Macapá, isso ocorre duas vezes por ano, em março e em setembro, quando o movimento atrai moradores e turistas ao redor do obelisco para acompanhar o momento.

As datas exatas do equinócio variam a cada ano, conforme o calendário astronômico, e vale confirmar o dia certo antes de planejar a visita especificamente para esse fenômeno. Fora dessas duas janelas do ano, o Marco Zero segue aberto normalmente, sem o efeito de luz que torna o equinócio um evento à parte no calendário turístico da cidade.

Estádio do Milton Corrêa, o Zerão: Campo Dividido em Dois Hemisférios

O Estádio do Milton Corrêa, conhecido como Zerão, foi construído em 1990 exatamente sobre a Linha do Equador, o que faz do gramado um campo dividido ao meio entre os hemisférios Norte e Sul. Com capacidade para cerca de 10 mil espectadores, fica na Rodovia Juscelino Kubitschek, km 2, poucos minutos do Marco Zero.

A curiosidade rendeu ao Zerão o posto de um dos três únicos estádios do mundo construídos sobre a linha do equador, o que o transforma em parada quase obrigatória para quem pesquisa o que fazer em Macapá e gosta de futebol. A visita costuma ser rápida, já que o atrativo principal é a própria localização geográfica do campo, não uma programação fixa de jogos.

Fortaleza de São José de Macapá: História e Visita Guiada

Entre os pontos turísticos de Macapá, a Fortaleza de São José costuma abrir o roteiro histórico da cidade. Erguida para proteger a foz do Rio Amazonas de invasões estrangeiras, a fortificação é hoje o principal monumento colonial da capital e um dos mais visitados do Amapá.

Entrada da Fortaleza de São José de Macapá, com placa de identificação em primeiro plano e muralha com guarita ao fundo

Crédito: Jorge Junior/GEA, via Wikimedia Commons, licença CC BY 3.0 (entrada da Fortaleza de São José de Macapá, AP).

A construção começou em 1764 e terminou em 1782, período que também marca boa parte da ocupação portuguesa na Amazônia, contexto detalhado no artigo sobre a história do Brasil. O resultado foi a maior fortificação erguida pelos portugueses em solo brasileiro, hoje aberta à visitação pública no Centro de Macapá.

Construção em Estilo Vauban e os 54 Canhões

A Fortaleza de São José segue o estilo Vauban, com formato de estrela de cinco pontas pensado para ampliar o campo de tiro e dificultar o ataque por terra. A fortificação reúne 54 canhões de ferro fundido, distribuídos entre baluartes e revelins voltados para o Rio Amazonas.

Dentro dos muros, o complexo inclui capela, paiol de pólvora, hospital, praça de armas, cadeia e armazéns, conjunto que funcionava como uma pequena cidade fortificada, autossuficiente em caso de cerco.

Localização: Av. Cândido Mendes, s/nº, Centro.
Acesso: gratuito, com entrada pela praça principal da fortificação.
Funcionamento: aberta à visitação; recomenda-se confirmar o horário do dia antes de ir.
Acervo: muralhas em estilo Vauban, 54 canhões de ferro fundido, capela, paiol de pólvora e praça de armas.

Tombamento pelo IPHAN em 1950

A Fortaleza de São José foi tombada como patrimônio histórico nacional em 1950, reconhecimento que ajudou a preservar as muralhas originais e os elementos internos da construção ao longo das décadas seguintes. O tombamento também abriu caminho para a indicação do monumento como patrimônio histórico da humanidade pela Unesco, processo ainda em avaliação.

Desde então, a fortificação funciona como o principal símbolo da presença portuguesa na região Norte do país, ao lado de outras construções coloniais da Amazônia que seguem padrão semelhante de defesa fluvial.

O Que Ver Dentro da Fortaleza

A visita interna passa pelos baluartes voltados para o rio, pela antiga praça de armas e pelas guaritas em formato de torre que marcam os cantos da muralha. Parte do acervo também inclui uma maquete da fortificação, útil para entender o desenho em estrela da construção antes de percorrer o espaço a pé.

Do alto dos baluartes, a vista para o Rio Amazonas é um dos ângulos mais fotografados entre os pontos turísticos de Macapá, especialmente no fim da tarde, quando o movimento de barcos na orla aumenta.

Trapiche Eliézer Levy, a Orla do Rio Amazonas e o Mercado Central

A orla de Macapá reúne três atrativos contíguos: o Trapiche Eliézer Levy, a faixa de passeio à beira do Rio Amazonas e o Mercado Central, todos a poucos passos da Fortaleza de São José. É o trecho mais movimentado da cidade ao fim da tarde, quando o calor cede e moradores ocupam os bancos voltados para o rio.

O Rio Amazonas é o fio condutor desse trecho do roteiro: toda a orla foi pensada em função da vista para o rio, desde o trapiche histórico até as barracas de artesanato que ficam entre o mercado e a fortificação.

Trapiche Eliézer Levy e a Orla do Rio Amazonas

Inaugurado em 1934, o Trapiche Eliézer Levy é uma plataforma de 373 metros restaurada, que avança 500 metros sobre o Rio Amazonas. A estrutura conta com estação de passageiros, bondinho interno e restaurante, usada tanto por moradores quanto por turistas que caminham até o fim do píer para observar o rio.

A orla ao redor do trapiche segue o mesmo padrão de calçadão largo e arborizado, com pontos de descanso voltados para a água, o que explica por que o trecho aparece com frequência entre os pontos turísticos de Macapá mais citados em roteiros de um dia.

Localização: orla do Centro, próxima à Fortaleza de São José.
Acesso: gratuito, a pé a partir do Centro histórico.
Funcionamento: área externa aberta ao público; o restaurante do trapiche segue horário comercial próprio.

Mercado Central de Macapá e a Cultura do Marabaixo

O Mercado Central fica a poucos passos do trapiche e reúne barracas de artesanato, produtos regionais e comida local, incluindo peixes de rio típicos da culinária amazônica. É um dos pontos de referência para quem quer levar uma lembrança da viagem ou experimentar a gastronomia da região.

O mercado também tem ligação com o Marabaixo, manifestação cultural afro-amazônica que une dança e música, com origem no período escravista do Amapá. A tradição segue viva hoje em eventos da cidade e, de forma mais intensa, na Vila do Curiaú, onde a comunidade mantém a festa como parte do calendário local.

Museus de Macapá: Sacaca, Arqueologia e Casa do Artesão

Quem busca o que fazer em Macapá em dias de chuva ou calor mais intenso encontra nos museus da cidade uma alternativa de passeio coberto, concentrada principalmente nos bairros Trem e Centro. O conjunto reúne acervo indígena, etnológico e artesanal, complementar ao roteiro histórico da Fortaleza.

Os espaços também servem como introdução à cultura amazônica para quem chega à capital sem contato prévio com os povos originários do Amapá, tema que aparece de forma recorrente nas exposições permanentes da cidade.

Museu Sacaca e Museu de Arqueologia e Etnologia do Amapá

O Museu Sacaca, na Av. Feliciano Coelho, 1509, bairro Trem, reúne reconstituições de moradias indígenas tradicionais e artefatos de comunidades amazônicas, além de uma seção de história natural. O espaço também guarda o Memorial Sacaca, homenagem a Raimundo dos Santos Souza, conhecido popularmente como Sacaca, curandeiro amazônico que dá nome ao museu. A entrada é gratuita, com funcionamento de terça a domingo — vale confirmar o horário do dia antes de ir.

O Museu de Arqueologia e Etnologia do Amapá complementa o circuito com peças ligadas à ocupação pré-colonial da região amazônica, acervo que ajuda a entender o território antes da chegada portuguesa e da construção da Fortaleza de São José.

Casa do Artesão e Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva

A Casa do Artesão fica na Av. Francisco Azarias Neto, ao lado da Fortaleza de São José, e reúne peças de artesanato local à venda, além de dar acesso à zona de comércio de produtos importados das ruas Cândido Mendes e São José, ligada à Zona Franca da cidade.

O Museu Histórico Joaquim Caetano da Silva ocupa o Prédio da Intendência, na Rua Mário Cruz, 17, e guarda peças indígenas e cerâmicas recuperadas por arqueólogos na região amazônica. Os dois espaços ficam próximos o bastante para serem visitados na mesma caminhada pelo Centro histórico.

Parques e Praças de Macapá

Além do circuito histórico, Macapá reúne parques e praças que respondem a quem busca o que fazer em Macapá ao ar livre, sem sair da área urbana. O Bioparque da Amazônia concentra a maior parte desse roteiro, com praças menores espalhadas pelo Centro e por bairros próximos.

Essas áreas verdes funcionam como pausa entre um ponto turístico e outro, já que a maioria fica a poucos minutos de distância dos museus e do roteiro à beira do rio. O conjunto reforça o perfil de Macapá como capital pequena e caminhável, onde dá para encaixar parques, museus e pontos históricos no mesmo dia sem depender de longos deslocamentos de carro.

Bioparque da Amazônia

O Bioparque da Amazônia ocupa cerca de 107 hectares no bairro Fazendinha e reúne aproximadamente 60 animais da fauna amazônica, entre eles onça-pintada, jacaré, peixe-boi, tuiuiú e gavião-real. O espaço reabriu em 25 de outubro de 2019, depois de quase 20 anos fechado sob o nome anterior de Parque Zoobotânico.

Localização: bairro Fazendinha.
Área: cerca de 107 hectares.
Acesso: de carro ou aplicativo a partir do Centro; recomenda-se confirmar o horário de funcionamento antes de ir.

Praças e Parques Menores de Macapá

A Praça Floriano Peixoto e a Praça Samaúma ficam entre os pontos de encontro mais tradicionais do Centro, usadas por moradores para caminhada e descanso ao fim da tarde. O Parque do Forte, próximo à Fortaleza de São José, e o Parque do Jandiá completam a lista de áreas verdes menores da cidade, geralmente citadas como complemento a um roteiro mais longo pelo Centro histórico.

Nenhum desses espaços exige mais do que uma parada rápida, o que os torna úteis para preencher intervalos entre as atrações principais do roteiro de o que fazer em Macapá sem comprometer o tempo reservado aos pontos turísticos mais procurados.

Passeios e Arredores de Macapá: Vila do Curiaú e Praias do Rio Amazonas

Fora do Centro, dois destinos resumem o que fazer em Macapá em contato com a natureza e a cultura afro-amazônica: a Vila do Curiaú e as praias de água doce formadas pelo Rio Amazonas. Os dois ficam a uma distância curta da área urbana, o que permite incluí-los num roteiro de meio período.

Pôr do sol sobre o Lago do Curiaú, em Macapá, com quiosques de palha refletidos na água parada

Crédito: Márcia do Carmo / MTur Destinos, via Wikimedia Commons, Marca de Domínio Público (pôr do sol no Lago do Curiaú, Macapá, AP).

Juntos, Curiaú e as praias de rio formam o terceiro eixo do roteiro turístico da capital, ao lado do circuito do equador e do circuito histórico do Centro, o que completa a lista de pontos turísticos de Macapá mais procurados por quem tem mais de um dia de viagem.

Vila do Curiaú: Quilombo, Lago e Festa de São Joaquim

A Vila do Curiaú se originou de um quilombo formado pela mão de obra escrava que ajudou a construir a Fortaleza de São José, no século 18. Hoje a região soma cerca de 1.500 moradores distribuídos em quatro comunidades: Curiaú de Dentro, Curiaú de Fora, Casa Grande e Curralinho.

Desde 1992, a área é Área de Proteção Ambiental, com 23 mil hectares preservados ao redor do Lago do Curiaú, de águas rasas e avermelhadas, mais vistosas ao pôr do sol, quando búfalos e garças costumam aparecer nas margens. Entre 9 e 19 de agosto, a vila recebe a Festa de São Joaquim, padroeiro da comunidade, um dos eventos mais tradicionais do calendário afro-amazônico do Amapá.

Praias da Fazendinha, do Araxá e do Aturiá

A Praia da Fazendinha fica a cerca de 16 km do Centro de Macapá, com águas calmas do Rio Amazonas e quiosques que servem camarão regional, opção mais procurada para quem busca um dia de praia de rio perto da capital. São praias de água doce, formadas pela faixa de areia às margens do Amazonas, não faixas de areia junto ao mar.

A Praia do Araxá, de areia mais escura, fica dentro da área urbana e é a mais acessível para quem não quer se deslocar até a Fazendinha. Já a Praia do Aturiá reúne opções de banho e aluguel de jet-ski, voltada a quem busca um programa mais ativo à beira do rio.

Bairros e Onde se Hospedar em Macapá

Decidir onde se hospedar muda a rotina de quem já planejou o que fazer em Macapá durante a viagem. A cidade é pequena o suficiente para que qualquer bairro fique a poucos minutos de carro do Centro, mas a escolha da região ainda interfere no tipo de experiência da estadia.

Três bairros concentram a maior parte da oferta hoteleira da capital: Centro, Trem e Laguinho, cada um com um perfil diferente de hospedagem e vida noturna. A escolha entre eles depende do equilíbrio que o visitante busca entre proximidade dos pontos turísticos, tranquilidade para dormir e acesso aos bares e restaurantes da cidade.

Centro: Comércio, Hotéis e Proximidade da Fortaleza

O Centro é o bairro mais antigo de Macapá e reúne a maior concentração de hotéis da cidade, cerca de 20 estabelecimentos, a poucos minutos a pé da Fortaleza de São José, do Trapiche Eliézer Levy e do Mercado Central. É a opção mais prática para quem quer resolver o roteiro histórico sem depender de carro ou aplicativo.

A proximidade com os principais pontos turísticos de Macapá também facilita o deslocamento até o Marco Zero do Equador, que fica a uma distância curta de carro a partir da maior parte dos hotéis do Centro.

Trem e Laguinho: Hospedagem Mais Calma ou com Vida Noturna

O bairro Trem, onde fica o Museu Sacaca, tem perfil mais calmo e é indicado para quem busca hospedagem fora do ritmo mais movimentado do Centro, sem perder o acesso rápido às principais atrações. Já o Laguinho concentra bares, faculdades e a vida noturna mais ativa da cidade, com movimento maior às sextas-feiras.

O Booking.com ajuda a comparar preço, localização e avaliação de hóspedes entre esses bairros antes de fechar a reserva, o que facilita escolher entre o perfil mais tranquilo do Trem e a vida noturna do Laguinho. Como a cidade é pequena, qualquer um dos três bairros citados fica a poucos minutos de carro das principais atrações do roteiro.

Como Chegar, Quando Ir e o Que Fazer em Macapá em Poucos Dias

Antes de decidir o que fazer em Macapá durante a viagem, vale entender como chegar até a capital: a cidade é a única entre as capitais estaduais brasileiras sem ligação por rodovia pavimentada com outras capitais do país, o que torna o avião e o barco as formas mais usadas de acesso.

Como Chegar em Macapá: de Avião, Balsa e Rodovia

O Aeroporto Internacional de Macapá, com código IATA MCP, recebe voos diretos principalmente de Belém e de Brasília, geralmente com conexão para outras capitais do país. É a forma mais rápida de chegar à cidade, sobretudo para quem parte de fora da Região Norte.

Quem prefere a via fluvial pode chegar de barco a partir de Belém, Santarém ou Manaus, trajeto que pode levar até 24 horas, dependendo da embarcação e do trecho do Rio Amazonas percorrido. Dentro do Amapá, a rodovia BR-156 liga Macapá a outros municípios do estado, como Oiapoque, a cerca de 580 km, mas não conecta a cidade por estrada a capitais de outros estados. Quanto ao clima, Macapá tem calor e umidade constantes ao longo do ano, típicos da linha do Equador, com estação mais seca entre junho e novembro, período mais indicado para caminhadas pelo Centro histórico e passeios às praias de rio.

Roteiro de 2 Dias em Macapá

No primeiro dia, o roteiro mais indicado começa pela Fortaleza de São José, segue para o Trapiche Eliézer Levy, a orla do Rio Amazonas e o Mercado Central, todos a poucos minutos de caminhada entre si. À tarde, vale incluir um dos museus do Centro, como o Sacaca ou a Casa do Artesão, antes de fechar o dia no Marco Zero do Equador, ideal para o fim de tarde.

O segundo dia pode ser reservado à Vila do Curiaú pela manhã, com o Lago do Curiaú e a paisagem do quilombo, seguido de uma das praias de rio à tarde — a Fazendinha para quem busca estrutura de quiosques, ou o Araxá para quem prefere ficar mais perto do Centro. Organizado dessa forma, o roteiro cobre a maior parte do que fazer em Macapá mesmo numa viagem curta.

Perguntas Frequentes sobre o Que Fazer em Macapá

O que fazer em Macapá em um dia?

Com um dia disponível, o roteiro ideal reúne a Fortaleza de São José, o Trapiche Eliézer Levy, a orla do Rio Amazonas e o Marco Zero do Equador, todos a poucos minutos de distância um do outro no Centro da cidade.

Por que Macapá é a única capital cortada pela Linha do Equador?

A posição geográfica da cidade, na foz do Rio Amazonas, faz com que a Linha do Equador passe exatamente sobre seu território urbano, fato marcado pelo Marco Zero e pelo Estádio do Milton Corrêa, o Zerão.

Macapá tem praia de mar ou só de rio?

Macapá não tem praia de mar. As praias da Fazendinha, do Araxá e do Aturiá são formadas pelo Rio Amazonas, com águas doces e calmas, diferentes das praias litorâneas do restante do Brasil.

Quais os melhores bairros de Macapá para se hospedar?

O Centro concentra a maior oferta de hotéis, perto da Fortaleza e da orla. O Trem é mais tranquilo, e o Laguinho tem vida noturna mais ativa, com bares e movimento maior às sextas-feiras.

Quanto custa visitar a Fortaleza de São José de Macapá?

A entrada na Fortaleza de São José é gratuita. O custo da visita se limita a deslocamento até o Centro histórico, já que o monumento não cobra ingresso para acesso às muralhas e à praça interna.

O que é o Marabaixo e onde ver essa manifestação em Macapá?

O Marabaixo é uma manifestação afro-amazônica de dança e música, com origem no período escravista do Amapá. A tradição segue viva em eventos da cidade e, com mais força, na Vila do Curiaú.

Macapá soma 442.933 habitantes no Censo 2022, numa área de 6.563,849 km² na foz do Rio Amazonas, capital que carrega o apelido de “capital do meio do mundo” por ser a única entre as capitais brasileiras cortada pela Linha do Equador. O Marco Zero do Equador e o Estádio do Milton Corrêa marcam essa posição geográfica, enquanto a Fortaleza de São José, erguida entre 1764 e 1782, resume o período colonial que deu origem à cidade a partir de um povoado açoriano fundado em 1751.

Entre o circuito do equador, o roteiro histórico do Centro e os passeios pela Vila do Curiaú e pelas praias de água doce do Rio Amazonas, o que fazer em Macapá cobre desde um roteiro de um único dia até uma viagem de dois dias completos pela capital do Amapá.

Foto de destaque deste artigo: Márcia do Carmo / MTur Destinos, via Wikimedia Commons, Marca de Domínio Público (Marco Zero do Equador, obelisco que marca a Linha do Equador em Macapá, AP).

Sobre o autor

Marta F.

Marta F. é tecnóloga em Processamento de Dados e criou o Brasil Channel em 2000. Em pouco mais de um ano no ar, já passava de 90 mil visitas. Em mais de duas décadas, reuniu milhares de páginas sobre geografia, história e cultura dos estados, capitais e municípios do Brasil — hoje em reformulação completa. Artigos do site são citados pela Wikipédia, por prefeituras e por universidades como fonte de pesquisa.