O Que Fazer em Florianópolis: Praias, Pontos Turísticos e Como Chegar

O que fazer em Florianópolis passa por decidir entre 43 praias, mais de 30 ilhas no entorno e um Centro Histórico erguido ainda no século XVIII. A Capital de Santa Catarina soma 587.486 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025, distribuídos entre a Ilha de Santa Catarina e uma pequena porção no Continente, ligadas por três pontes. As praias de Florianópolis se dividem em quatro regiões bem diferentes entre si, da urbanização do Norte ao isolamento das trilhas do Sul, e este guia organiza as atrações por região, com dados de localização, acesso e funcionamento de cada uma.
A Cidade integra o Estado de Santa Catarina e concentra o maior fluxo turístico do litoral catarinense, ao lado de balneários vizinhos como Bombinhas e Balneário Camboriú. Quem pesquisa o que fazer em Florianópolis geralmente compara a Capital a esses balneários, mas o Centro Histórico e a diversidade de praias da própria Ilha bastam para um roteiro completo de vários dias. A tabela abaixo resume as quatro regiões que organizam o roteiro deste guia, da área histórica do Centro às praias do norte, da Lagoa e do sul da Ilha.
| Região | Ideal Para | Destaque Principal |
|---|---|---|
| Centro | História e arquitetura colonial | Mercado Público e Ponte Hercílio Luz |
| Norte da Ilha | Família e infraestrutura turística | Jurerê Internacional e Canasvieiras |
| Lagoa da Conceição e Leste | Vida noturna e surfe | Lagoa da Conceição e Praia Mole |
| Sul da Ilha | Natureza e sossego | Ribeirão da Ilha e Praia do Campeche |
O Que Fazer em Florianópolis em Poucos Dias?
O que fazer em Florianópolis em poucos dias concentra-se em quatro frentes: o Centro Histórico, as praias do Norte da Ilha, a região da Lagoa da Conceição e o litoral sul, mais preservado. Quem tem de dois a quatro dias consegue incluir uma atração de cada região sem grandes deslocamentos, já que a Ilha de Santa Catarina tem 424,4 km² e a parte continental soma outros 12,1 km², totalizando 436,5 km² de área municipal.
Alguns números ajudam a situar a viagem antes de entrar em cada região. A Capital catarinense recebe visitantes do Brasil inteiro e do exterior ao longo do ano, com pico de ocupação hoteleira entre dezembro e fevereiro, no verão do Hemisfério Sul. Vale considerar a lista a seguir, que resume boa parte das respostas para o que fazer em Florianópolis e mostra como a Cidade se organiza dentro do próprio Estado:
- Florianópolis é a única Capital brasileira que não é a maior Cidade do próprio Estado: Joinville, com 664.541 habitantes (estimativa IBGE 2025), supera a Capital catarinense, que tem 587.486 habitantes no mesmo levantamento.
- O litoral municipal reúne 43 praias e mais de 30 ilhas no entorno, entre promontórios, costões e dunas.
- Três pontes unem a Ilha ao Continente: Hercílio Luz, Colombo Salles e Pedro Ivo Campos.
- O núcleo original, batizado Nossa Senhora do Desterro, nasceu em 1673, quando o bandeirante paulista Francisco Dias Velho se estabeleceu na Ilha; a vila foi oficializada em 23 de março de 1726, data hoje celebrada como aniversário da Cidade.
Esse conjunto de números explica por que o roteiro varia tanto conforme a região escolhida: hospedagem no Centro favorece quem busca história e vida urbana, o Norte da Ilha concentra a maior infraestrutura hoteleira, e a Lagoa da Conceição reúne a vida noturna mais procurada pelos visitantes mais jovens.
Pontos Turísticos e História do Centro de Florianópolis
A história de Florianópolis começa em 1673, quando o bandeirante paulista Francisco Dias Velho fundou o povoado de Nossa Senhora do Desterro no mesmo ponto onde hoje está a Catedral Metropolitana. A vila foi oficializada em 23 de março de 1726, desmembrada de Laguna, e elevada à condição de Cidade no século XIX, quando se tornou Capital da Província de Santa Catarina, em 1823. A partir de 1748, mais de 5 mil açorianos e madeirenses chegaram à Ilha, atraídos pela política portuguesa de povoamento da região, e deixaram marca na arquitetura, na culinária e nas tradições que ainda aparecem no Centro e nos distritos periféricos.

Ponte Hercílio Luz: inaugurada em 1926, a Ponte tem 819 metros de comprimento e torres de 75 metros de altura, uma das maiores pontes pênseis do mundo na época de sua construção. Fechada ao tráfego entre 1991 e 2019 por motivos estruturais, reabriu para pedestres e ciclistas em 30 de dezembro de 2019 e hoje recebe também ônibus urbano nos dias de semana; em fins de semana e feriados, o acesso volta a ser exclusivo para pedestres e ciclistas. Em 2026, a Ponte completou 100 anos de história, tombada como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Mercado Público e Casa da Alfândega: Localização: Rua Conselheiro Mafra, Centro, a poucos metros da Praça XV de Novembro. Acesso: a pé a partir do Centro Histórico. Funcionamento: diariamente, com horário próprio de cada loja; recomenda-se confirmar o horário atualizado antes da visita. Erguido em 1898 e com mais de 125 anos de funcionamento, o Mercado reúne boxes de peixes, carnes, artesanato e restaurantes em um prédio de estilo colonial. A poucos metros, a Casa da Alfândega, erguida em 1875 em estilo neoclássico, funciona desde 1998 como centro de artesanato catarinense, com peças em cerâmica, renda de bilro e cestaria.
Palácio Cruz e Sousa e Catedral Metropolitana: Localização: Praça XV de Novembro, Centro. Acesso: a pé a partir do Mercado Público. Acervo: mobiliário dos séculos XVIII e XIX e objetos de ex-governadores, no Museu Histórico de Santa Catarina. Construído no século XVIII como residência de governadores coloniais, o Palácio Cruz e Sousa abriga desde 1979 o Museu Histórico de Santa Catarina. Ao lado, a Catedral Metropolitana foi erguida em 1773 sobre o mesmo terreno da primeira capela erguida por Dias Velho, e reúne a escultura Fuga para o Egito, esculpida em madeira em tamanho natural.
Parques Urbanos: Córrego Grande e Parque da Luz: o Parque Ecológico do Córrego Grande, criado em 2001 com 21,3 hectares, tem trilhas, viveiro de mudas nativas e quadra poliesportiva, no bairro Córrego Grande. No Centro, o Parque da Luz, com 37,4 hectares criados em 2002, passa por obras de revitalização e funciona como principal área verde da região central, com ciclovia e espaço de lazer.
Santo Antônio de Lisboa e a culinária açoriana: no Distrito de Santo Antônio de Lisboa, a 13 km do Centro, o casario açoriano preservado e o cultivo de ostras sustentam boa parte da culinária açoriana servida em Florianópolis. O Distrito foi a primeira localidade da Ilha a ter uma rua calçada e reúne a Igreja de Nossa Senhora da Necessidade, a mais antiga da Ilha, erguida em 1750. A combinação entre história, arquitetura e gastronomia faz do Centro um ponto de partida natural para quem pesquisa o que fazer em Florianópolis logo na chegada à Ilha.
Melhores Praias de Florianópolis: Norte, Lagoa e Sul
Norte da Ilha: o Norte concentra a maior infraestrutura hoteleira de Florianópolis e as praias mais procuradas por famílias e turistas estrangeiros. Jurerê Internacional, com 2 km de extensão e águas calmas e mornas, reúne casas de veraneio, um parque aquático na areia e a maior movimentação noturna da região nos meses de verão. Canasvieiras, a 27 km do Centro, tem 2,3 km de praia e faixa de areia estreita, tradicionalmente procurada por turistas argentinos, com ampla rede de bares e pousadas.
A Praia da Daniela, a 26 km do Centro, no Distrito de Canasvieiras, fica próxima a uma área de mangue e tem 1,55 km de extensão e mar calmo, favorito de famílias com crianças pequenas. A vegetação rasteira que cobre boa parte da orla ajuda a conter a erosão da faixa de areia, diferença visível em relação às dunas mais expostas de outras praias do Norte. A Praia dos Ingleses, com 5,2 km, é uma das mais urbanizadas do Norte, com dunas nas extremidades e mar relativamente tranquilo. Já a Praia Brava, a 38 km do Centro, tem 1,5 km de extensão, mar agitado, propício ao surfe, e águas limpas para mergulho.
No costão da Praia do Santinho, inscrições rupestres atribuídas aos índios Carijós, com mais de 5 mil anos, reforçam o valor arqueológico da região, documentado no Museu Arqueológico ao Ar Livre do Costão do Santinho. Localização: Rodovia Vereador Onildo Lemos, Praia do Santinho, Distrito de Ingleses do Rio Vermelho. Acesso: de carro, pela SC-401.
Fortaleza de Santo Antônio de Ratones: Ilha de Ratones Grande, entrada da Baía Norte, acesso somente por barco a partir de Canasvieiras ou Sambaqui. Fortaleza de São José da Ponta Grossa: Servidão da Carioca, Praia do Forte, entre Jurerê e Canasvieiras, a cerca de 25 km do Centro, com acesso também por via terrestre. Funcionamento: administração da UFSC, com dias de entrada gratuita divulgados periodicamente; recomenda-se confirmar horário e valor de ingresso no site oficial antes da visita. Construídas na década de 1740 para proteger a Barra Norte da Ilha de ataques navais, as duas fortalezas, somadas à Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, formavam um triângulo de defesa que nunca chegou a ser usado em combate. A de Ratones, rodeada por um fosso como um castelo medieval, foi convertida em hospital para tratamento de cólera e hanseníase no século XIX; a de São José da Ponta Grossa abriga hoje oficina de rendas de bilro e foi tombada pelo patrimônio histórico nacional em 1938.
Lagoa da Conceição e Costa Leste: a Lagoa da Conceição, com 2 km de extensão no sentido norte-sul, é um dos pontos turísticos de Florianópolis mais procurados, tanto pela paisagem quanto pela vida noturna concentrada em bares e restaurantes à margem da Avenida das Rendeiras. A Vila da Lagoa preserva casas de colonização açoriana e funciona como ponto de partida para as praias da Costa Leste, uma das respostas mais procuradas para quem pesquisa o que fazer em Florianópolis à noite.
A Praia da Joaquina, famosa pelas competições de surfe e pelas dunas onde se pratica sandboard, tem mar agitado e ondas-tubo. A Praia Mole, com areia branca e solta, é procurada por surfistas e tem infraestrutura de bares e hotéis. Já a Praia da Galheta, isolada entre morros e acessível por uma trilha de 300 metros a partir da Praia Mole, é protegida como Parque Municipal desde 1994 e abriga sítios arqueológicos com inscrições rupestres.

A Barra da Lagoa, maior núcleo pesqueiro da Ilha, fica onde o canal da Lagoa da Conceição encontra o mar, com águas calmas e boa infraestrutura para campings. Diferente das demais praias da região, a Costa da Lagoa não tem acesso por estrada: chega-se a ela somente de barco, a partir da própria Lagoa da Conceição, ou por trilha a pé em meio à Mata Atlântica — um dos poucos trechos do litoral catarinense ainda sem ligação viária.
Sul da Ilha: o Distrito do Ribeirão da Ilha, criado em 1809 como vila açoriana, preserva a arquitetura colonial dos primeiros colonizadores e reúne praias pequenas, de areia escura e mar calmo como um lago, além do Ecomuseu Etnológico do Ribeirão da Ilha. É também a região com a maior tradição ostreicultora da Ilha, ao lado de Santo Antônio de Lisboa.
A Praia do Campeche, com 5,8 km de extensão e areia clara cercada por pequenas dunas, atrai surfistas pelas ondas fortes e dá acesso à Ilha do Campeche, santuário ecológico com mais de 100 inscrições rupestres distribuídas em 10 sítios arqueológicos, alcançada por barco a partir da Praia da Armação, da Barra da Lagoa ou do Pântano do Sul. A praia é margeada pela Avenida Pequeno Príncipe, nome em homenagem ao escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry, que pousou na região, e reúne hoje a maior infraestrutura de bares e pousadas entre as praias do Sul da Ilha.
O Distrito de Pântano do Sul reúne as praias da Armação, antiga estação de pesca de baleias, do Matadeiro, da Solidão e de Naufragados, esta última acessível apenas por uma caminhada de 3 km ou de barco, sem qualquer infraestrutura. A trilha de Naufragados atravessa a Mata Atlântica até a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, na Ilhota de Araçatuba, e ao Parque Estadual do Tabuleirinho, criado em 1977 para proteger a Ponta dos Naufragados. Esse conjunto de trilhas e praias isoladas é uma resposta direta para quem pesquisa o que fazer em Florianópolis em busca de sossego, longe da movimentação do Norte da Ilha.
Entre as praias de Florianópolis, a escolha de região costuma definir o que fazer em Florianópolis durante a viagem: o Norte da Ilha atende quem busca conforto e vida noturna, a Lagoa da Conceição concentra boa parte da badalação da Ilha, e o Sul mantém o ritmo mais lento das vilas de pescadores açorianas.
Como Chegar em Florianópolis: de Avião, Carro ou Ônibus
Como chegar em Florianópolis depende do ponto de partida e do meio de transporte escolhido: rodovias federais ligam a Capital catarinense a Curitiba e a Porto Alegre, enquanto o Aeroporto Internacional de Florianópolis recebe voos diários de todo o Brasil.
Partindo de Curitiba: BR-376, BR-101. O trajeto soma cerca de 300 km e leva de 3h30 a 4 horas de carro, conforme o trânsito na Serra do Mar e nos trechos de pedágio da BR-101. É a rota mais curta entre as duas Capitais do Sul do Brasil, com praças de pedágio federais ao longo do percurso.
Partindo de Porto Alegre: BR-219, BR-101. A distância chega a cerca de 455 km, com tempo médio de viagem entre 5 e 6 horas de carro, maior que o trajeto a partir de Curitiba. A rota segue a BR-101 ao longo do litoral catarinense, passando por cidades como Osório, Araranguá e Tubarão antes de chegar à Ilha de Santa Catarina.
As duas rotas chegam à Ilha de Santa Catarina pela BR-101, principal eixo rodoviário do litoral catarinense, com acesso direto às pontes que ligam o Continente à Ilha. Pedágios federais são cobrados ao longo do trecho catarinense da rodovia, tanto para quem chega do Paraná quanto do Rio Grande do Sul, custo que deve ser somado ao total da viagem de carro.
De avião: o Aeroporto Internacional de Florianópolis – Hercílio Luz (FLN) fica na Avenida Deomício Freitas, no Distrito de Carianos, a cerca de 12 km do Centro, com voos diários para as principais capitais do país. O deslocamento até o Centro ou até as praias do Norte costuma ser feito por táxi, aplicativo de transporte ou linha de ônibus municipal, com tempo médio de 20 a 30 minutos, dependendo do trânsito na Ilha.
O Terminal Rodoviário Rita Maria, na Avenida Paulo Fontes, recebe linhas de ônibus de longa distância de diversas regiões do Brasil, a poucos minutos do Centro Histórico. Dentro da Ilha, o sistema de transporte coletivo urbano liga os terminais do Centro às praias do Norte, da Lagoa da Conceição e do Sul, embora o trajeto até os pontos mais distantes, como Naufragados ou a Lagoinha do Leste, só seja concluído a pé ou de barco — o que cobre boa parte de como chegar em Florianópolis e se locomover dentro da Ilha. Resolver o transporte é só o primeiro passo de qualquer roteiro sobre o que fazer em Florianópolis, já que o deslocamento entre regiões da própria Ilha pode levar tanto tempo quanto a viagem até a Capital.
Então, o Que Fazer em Florianópolis Conforme Seu Perfil?
Então, o que fazer em Florianópolis conforme o perfil da viagem muda bastante: famílias costumam priorizar praias de mar calmo no Norte da Ilha, casais buscam o roteiro gastronômico da Lagoa da Conceição, e quem enfrenta dias de chuva aproveita os museus do Centro Histórico. A tabela abaixo resume essas combinações antes de detalhar onde se hospedar em Florianópolis por região.
| Perfil | Sugestão | Região |
|---|---|---|
| Família com crianças | Praias de mar calmo e fundo de areia, com infraestrutura de apoio | Norte da Ilha (Canasvieiras, Praia da Daniela) |
| Casal | Pôr do sol e gastronomia à beira da Lagoa | Lagoa da Conceição |
| Dias de chuva | Museus e arquitetura colonial do Centro Histórico | Centro |
| Poucos dias (roteiro curto) | Um dia de Centro Histórico seguido de um dia de praia | Centro e Norte da Ilha |
Avaliar onde se hospedar ajuda a planejar o restante do roteiro, já que a Ilha de Santa Catarina tem 424,4 km² e os deslocamentos entre regiões distantes, como o Centro e o Sul da Ilha, podem levar mais de uma hora de carro.
Centro: hospedar-se no Centro favorece quem prioriza o Mercado Público, a Ponte Hercílio Luz e os museus do Palácio Cruz e Sousa, todos a distância de caminhada. Além da proximidade com os principais pontos turísticos de Florianópolis, a região oferece a maior oferta de restaurantes a preços variados e conexão direta com o transporte público municipal, o que reduz o custo de deslocamento diário para quem pretende visitar mais de uma região durante a estadia. A desvantagem é a ausência de praia própria: a mais próxima, a Praia de Cacupé, fica a cerca de 11 km, no Distrito de Santo Antônio de Lisboa. Ainda assim, o Centro continua sendo a base mais prática para quem pesquisa o que fazer em Florianópolis em uma primeira visita, com acesso rápido a todas as outras regiões da Ilha.
Norte da Ilha: o Norte reúne a maior concentração de hotéis e pousadas de Florianópolis, especialmente em Canasvieiras e Jurerê Internacional, com infraestrutura voltada a famílias e a turistas estrangeiros. Jurerê concentra a hospedagem de padrão mais alto da Ilha, com casas de veraneio e um perfil de público que costuma permanecer mais dias na região. Canasvieiras, historicamente procurada por turistas argentinos durante o verão, tem opções mais variadas de preço, da pousada simples ao hotel de rede. A proximidade entre Canasvieiras, Jurerê e o Forte de São José da Ponta Grossa permite combinar hospedagem com um roteiro histórico sem sair da mesma região da Ilha.
Lagoa da Conceição: a Lagoa atrai hóspedes que priorizam vida noturna, restaurantes e proximidade com praias de surfe como a Joaquina e a Mole. A Vila da Lagoa reúne pousadas e pequenos hotéis em meio a casas de arquitetura açoriana preservada, com a Avenida das Rendeiras como principal referência de bares e restaurantes à margem da Lagoa. A região fica a cerca de 12 km do Centro e serve de base prática para quem pretende visitar a Barra da Lagoa ou seguir de trilha até a Costa da Lagoa, sem acesso por estrada.
Sul da Ilha: o Sul tem a menor oferta de hospedagem entre as quatro regiões, concentrada principalmente no Ribeirão da Ilha e no Pântano do Sul. O Ribeirão, com construções do período da colonização açoriana preservadas desde a criação do Distrito em 1809, atrai hóspedes interessados em gastronomia à base de ostras e no ritmo mais lento das vilas de pescadores. O Pântano do Sul, mais distante do Centro, serve de base para quem pretende caminhar até Naufragados ou atravessar de barco para a Ilha do Campeche — ideal para quem busca sossego, completando o roteiro de onde se hospedar em Florianópolis por região. É também a escolha mais indicada para quem busca o que fazer em Florianópolis fora da alta temporada, quando o movimento nas praias do Norte diminui.
Perguntas Frequentes sobre o Que Fazer em Florianópolis
Quantos Dias São Necessários para Conhecer Florianópolis?
De três a cinco dias cobrem o essencial: um dia para o Centro Histórico, um ou dois para as praias do Norte da Ilha, e um para a Lagoa da Conceição ou o Sul, mais preservado.
O Que Fazer em Florianópolis em Um Dia (Day Trip)?
Em um dia, o roteiro mais eficiente reúne o Centro Histórico pela manhã, com o Mercado Público e a Ponte Hercílio Luz, e a Lagoa da Conceição à tarde, para caminhada e gastronomia à beira da água.
Qual a Diferença entre o Norte e o Sul da Ilha para Turismo?
O Norte tem mar calmo, maior infraestrutura hoteleira e vida noturna, em praias como Canasvieiras e Jurerê. O Sul é mais preservado, com vilas açorianas, trilhas e praias sem urbanização, como Naufragados.
Dá para Visitar Florianópolis sem Carro?
Sim, para o Centro e as praias do Norte, servidos por ônibus urbano. Praias mais isoladas do Sul e a Costa da Lagoa, porém, só têm acesso por trilha ou barco.
Florianópolis ocupa 436,5 km² de área municipal — 424,4 km² na Ilha de Santa Catarina e 12,1 km² no Continente — e soma 587.486 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025. Fundada em 1673 pelo bandeirante Francisco Dias Velho e elevada à condição de vila em 23 de março de 1726, a Capital catarinense recebeu, a partir de 1748, mais de 5 mil imigrantes açorianos e madeirenses, cuja herança ainda aparece na arquitetura, na culinária e nas tradições de distritos como Santo Antônio de Lisboa e Ribeirão da Ilha.
O litoral municipal reúne 43 praias e mais de 30 ilhas, unidas ao Centro por três pontes — Hercílio Luz, Colombo Salles e Pedro Ivo Campos —, estrutura que sustenta hoje o principal polo turístico de Santa Catarina, ao lado de uma economia apoiada em serviços, tecnologia e comércio. Entender essa combinação de números e história de Florianópolis ajuda a situar o que fazer em Florianópolis dentro do tamanho real da Ilha, da área histórica do Centro aos distritos mais afastados do litoral sul.
Foto de destaque: André Gemmer / Pexels, licença gratuita (vista aérea da Ponte Hercílio Luz ao pôr do sol, Florianópolis).