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Estado da Bahia: Geografia, História, Economia e Cultura

Estado da Bahia: Geografia, História, Economia e Cultura

Capital: Salvador · Área: 564.763,876 km² (IBGE, 2025) · População: 14.870.907 habitantes (IBGE, estimativa 2025) · Municípios: 417 · Gentílico: Baiano · PIB: R$ 430,988 bilhões em 2023 (SEI/IBGE), 7ª economia do Brasil e 1ª do Nordeste · Ponto culminante: Pico do Barbado, cerca de 2.033 m, na divisa entre Rio de Contas, Abaíra e Rio do Pires · Clima predominante: tropical no litoral, semiárido no norte e no centro

  • Essa ficha reúne os números oficiais mais recentes do Estado, base para as seções seguintes deste guia.

O que é o Estado da Bahia?

O Estado da Bahia ocupa o sul da Região Nordeste, entre o Oceano Atlântico e o Vale do Rio São Francisco, no limite com Minas Gerais e Espírito Santo. É a maior economia do Nordeste e a sétima do país, com uma história que começa em 1500, na chegada dos primeiros portugueses, e segue pelo ciclo do açúcar, do cacau e, mais tarde, pela indústria do petróleo.

Este guia reúne a divisão administrativa, a geografia, a história, a população, a economia, a cultura e o turismo do Estado, com dados atualizados pelo IBGE e pela SEI, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia. Cada seção detalha um aspecto diferente, dos 417 municípios baianos ao Polo Petroquímico de Camaçari. Para entender a posição do Estado no contexto regional, há o guia da Região Nordeste do Brasil.

O governo estadual é comandado por Jerônimo Rodrigues, do PT, reeleito em primeiro turno em 4 de outubro de 2026 para um novo mandato, que começa em 6 de janeiro de 2027. O litoral baiano, um dos mais extensos do país entre os Estados, atravessa paisagens que vão do Recôncavo açucareiro ao extremo sul cacaueiro.

Em área, a Bahia é o quinto maior Estado do Brasil, atrás de Amazonas, Pará, Mato Grosso e Minas Gerais, e o maior entre os Estados do Nordeste. A data de 2 de julho marca a Independência da Bahia, quando as últimas tropas portuguesas deixam Salvador, em 1823, já depois da independência do Brasil.

Quais são as cidades do Estado da Bahia?

As cidades baianas somam 417 municípios, o maior número entre os Estados do Nordeste e um dos quatro maiores do país, atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Salvador concentra a maior população, mas funciona ao lado de polos regionais como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Camaçari.

Para o planejamento de políticas públicas, o governo estadual organiza o território em 27 Territórios de Identidade, criados a partir de 2007 com critérios sociais, econômicos e culturais — divisão diferente da separação turística em regiões usada mais adiante neste guia.

Quantos municípios tem a Bahia hoje

Quantos municípios tem a Bahia hoje é uma pergunta com resposta estável: são 417, segundo o IBGE. É o Estado com mais municípios do Nordeste e um dos quatro com mais municípios do Brasil, atrás de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. Cada município baiano tem prefeitura e câmara de vereadores próprias, com território delimitado por lei estadual. A criação de novos municípios está suspensa desde a Constituição de 1988 exigir lei complementar federal ainda não editada, o que mantém o número estável há mais de três décadas.

Em média, cada município baiano ocupa cerca de 1.354 km², resultado da divisão entre a área total do Estado e o número de municípios — uma extensão maior que a de boa parte dos municípios do Sul e do Sudeste do país.

As maiores cidades do Estado da Bahia

Salvador é a cidade mais populosa da Bahia, com 2.564.204 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025 — a quinta cidade mais populosa do Brasil, ainda que tenha perdido 4.724 moradores em relação a 2024. Feira de Santana vem em segundo lugar, com 660.806 habitantes, seguida por Vitória da Conquista, com 396.613, e por Camaçari, com 321.636.

Itabuna completa o grupo das cinco maiores, com 196.344 habitantes, após uma das maiores quedas populacionais do Estado no último ano. Cada uma dessas cidades funciona como polo regional: Feira de Santana concentra comércio e logística, Vitória da Conquista atende o sudoeste e o extremo sul, Camaçari abriga o Polo Petroquímico, e Itabuna segue ligada à história do cacau.

Região Metropolitana de Salvador

A Região Metropolitana de Salvador reúne municípios como Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho ao redor da capital, além da Ilha de Itaparica. Juntos, somam cerca de 3,62 milhões de habitantes, segundo o IBGE — a única região metropolitana do país com mais de 1 milhão de habitantes a registrar queda populacional em 2025.

Essa área concentra a maior densidade urbana e industrial do Estado, com o Polo Petroquímico de Camaçari e o Complexo Industrial de Aratu entre os principais empregadores. A travessia entre Salvador e Itaparica é feita por sistema de ferry-boat. Para entender como o Brasil organiza Estados e municípios, há o guia de Divisão Política do Brasil.

Geografia física do Estado da Bahia: relevo, clima e hidrografia

Chapada Diamantina, no interior da Bahia
Crédito: Luis Andrade / Pexels, licença gratuita (Chapada Diamantina, BA).

O território baiano soma 564.763,876 km², segundo o IBGE, no sul da Região Nordeste. Faz limite com Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Piauí ao norte, com o Oceano Atlântico ao leste, com Minas Gerais e Espírito Santo ao sul, e com Goiás e Tocantins ao oeste — fronteira com oito Estados, um dos números mais altos do país.

O Estado reúne mais de duas dezenas de unidades de conservação, como o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, com 91.300 hectares em Caravelas, e a Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte, com 142.000 hectares entre Conde e Mata de São João, segundo levantamento histórico de áreas protegidas do território.

Localização e limites do Estado da Bahia

O território está no sul da Região Nordeste, banhado pelo Oceano Atlântico a leste. Faz fronteira com Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Piauí ao norte, Minas Gerais e Espírito Santo ao sul, e Goiás e Tocantins ao oeste. Essa posição central no Nordeste faz de Salvador uma referência econômica para boa parte da região, incluindo Sergipe e o extremo sul do Piauí.

Entre os Estados vizinhos, só Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Piauí pertencem à Região Nordeste: Minas Gerais e Espírito Santo são do Sudeste, e Goiás e Tocantins, do Centro-Oeste e do Norte — o que faz da Bahia um ponto de contato entre quatro das cinco regiões do Brasil.

Mapa da Bahia: relevo e ponto culminante

O relevo é predominantemente elevado: cerca de 90% do território está acima de 200 metros de altitude. O litoral é coberto por manguezais, restingas e dunas; a região sudeste tem planalto; e o Vale do Rio São Francisco forma uma depressão que atravessa o Estado de sul a norte. A maior reentrância da costa brasileira está aqui: a Baía de Todos os Santos, com 1.052 km² e 56 ilhas, entre elas Itaparica e Maré.

O ponto mais alto do Estado é o Pico do Barbado, com cerca de 2.033 metros, na divisa entre os municípios de Rio de Contas, Abaíra e Rio do Pires, na Chapada Diamantina — também o ponto mais alto de toda a Região Nordeste.

Clima do Estado da Bahia

O clima varia do tropical úmido, no litoral, ao semiárido, no norte e em trechos do centro do Estado. As chuvas são bem distribuídas ao longo do litoral e escassas no sertão, sobretudo no Vale do Rio São Francisco. Entre a Bacia do São Francisco e a vertente atlântica, na região da Chapada Diamantina, o clima é mais ameno por causa da altitude, com noites frias mesmo no verão.

A temperatura média anual gira em torno de 22°C, segundo registros históricos do território, com amplitude menor no litoral, onde a proximidade do Oceano Atlântico suaviza as variações, e maior no sertão semiárido, de dias quentes e noites mais frias.

Hidrografia e vegetação da Bahia

A Chapada Diamantina concentra o nascimento da maior parte dos rios baianos, incluindo o Paraguaçu, o Jacuípe e o Rio de Contas, os três exclusivamente baianos. O Rio São Francisco, o principal da Bahia, cruza o Estado de sul a norte até o Piauí e Alagoas, com regime perene, diferente da maioria dos rios baianos, de regime intermitente.

A vegetação original combina Mata Atlântica no litoral, caatinga no sertão e no agreste, e cerrado na zona centro-norte — um conjunto que mudou desde o ciclo do pau-brasil, no período colonial, quando a mata litorânea cedeu espaço à cana-de-açúcar e à mandioca.

História do Estado da Bahia: da colonização à industrialização

A história da Bahia começa em 21 de abril de 1500, quando a frota de Pedro Álvares Cabral chega ao litoral, perto do atual município de Porto Seguro. Mais de cinco séculos depois, esse território se tornaria a sétima economia do país e o berço de boa parte da cultura brasileira. Para o panorama completo da formação do país, há o guia de História do Brasil.

Já na República Velha, em 1912, uma intervenção do Governo Federal culmina no bombardeio de Salvador, episódio que marca o distanciamento político do Estado em relação ao poder central naquele período.

Descobrimento e colonização (1500–1549)

Em 1500, o litoral baiano estava ocupado por nações indígenas do grupo linguístico Tupi — os Tupinambás e os Tupiniquins — e, mais para o interior, pelos Aimorés. Em 1503, o navegador Américo Vespúcio chega à Baía de Todos os Santos, onde religiosos erguem a primeira igreja do Brasil, dedicada a São Francisco.

A partir de 1510, surgem as primeiras feitorias portuguesas, em Caramuru e na Aldeia Velha de Santa Cruz, dedicadas à extração do pau-brasil. Em 1534, o rei de Portugal divide o território em Capitanias Hereditárias, e a costa baiana é repartida em três, depois cinco capitanias, com economia baseada no extrativismo. Em 1549, Tomé de Sousa chega à Bahia como primeiro Governador-Geral e funda a Cidade do Salvador no alto do Pelourinho, primeira capital do Brasil, escolhida pela posição estratégica diante do porto e pela defesa natural do terreno.

Século XVII e XVIII: invasões e revoltas

Em 1624, forças da Companhia Holandesa das Índias Orientais invadem e ocupam Salvador, atraídas pela riqueza do açúcar. A armada luso-espanhola expulsa os holandeses em 1625, após quase um ano de ocupação. Em 1655, o cacau chega à Bahia pela primeira vez, cultura que décadas depois se tornaria central para a economia do sul do Estado.

Em 1763, Salvador perde o posto de capital do Brasil para o Rio de Janeiro, o que reduz a influência política direta da Bahia sobre a Corte. O declínio econômico do Recôncavo Baiano, somado ao antilusitanismo, leva à Conjuração Baiana, em 1798, movimento de inspiração iluminista e republicana reprimido pela Coroa portuguesa.

Século XIX: Guerra de Canudos e ciclo do cacau

Durante o século XIX, a produção de cacau se expande no sul do Estado, em torno de Ilhéus e Itabuna, e se torna o principal produto agrícola baiano para exportação — cenário que décadas depois inspiraria romances de Jorge Amado. Em 1843, são descobertas as regiões diamantíferas da Serra do Açuruá, atual Chapada Diamantina, o que atrai garimpeiros para o interior baiano.

No sertão, a agropecuária de subsistência ao longo da Bacia do São Francisco garantia pouco mais que a sobrevivência da população, terreno que alimentou a Guerra de Canudos, entre 1896 e 1897, quando forças federais enfrentaram o arraial liderado por Antônio Conselheiro, no norte do Estado.

Século XX: crise de 1929 e industrialização

A crise internacional de 1929 atinge a Bahia com força: a exportação de cacau cai de 70 mil para 63 mil toneladas, a de fumo, de 26.500 para 26.200 toneladas, e a de café, de 25 mil para 19 mil toneladas, segundo registros históricos do período. A Revolução de 1930 afasta ainda mais o Estado do poder central.

O processo de modernização começa nos anos 1950, com a construção da Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso e a abertura da Rodovia Rio–Bahia. Nos anos 1970, o Estado implanta o Distrito Industrial de Aratu e o Polo Petroquímico de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, marco da industrialização baiana que segue até hoje.

População do Estado da Bahia: habitantes, densidade e etnia

A Bahia soma 14.870.907 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025. É o quarto Estado mais populoso do Brasil e o mais populoso do Nordeste. O comportamento demográfico acompanha as tendências descritas no panorama de População Brasileira.

Em 2000, segundo o Censo daquele ano, 67% da população baiana já vivia em áreas urbanas, com a Região Metropolitana de Salvador concentrando 40,1% desse contingente — um retrato da urbanização que vinha se consolidando no território desde aquele período.

Quantos habitantes tem a Bahia em 2025

Quantos habitantes tem a Bahia em 2025 tem resposta direta: 14.870.907, segundo a estimativa do IBGE publicada no mesmo ano — crescimento de apenas 0,1% em relação a 2024, a quinta menor taxa entre os Estados brasileiros. O Censo 2022 havia registrado 14.141.626 habitantes, com densidade de 25,04 habitantes por km².

Esses 14.870.907 habitantes representam cerca de 7% da população total do Brasil, estimada pelo IBGE em 213,4 milhões de pessoas em julho de 2025 — uma fatia relevante concentrada em pouco menos de 7% do território nacional.

Composição étnica e gentílico baiano

O gentílico da Bahia é baiano. A população resultou da mistura entre povos indígenas, colonizadores portugueses e africanos trazidos como escravizados durante o período colonial. Segundo o Censo 2022 do IBGE, a Bahia tem o maior percentual de pretos entre todos os Estados brasileiros, 22,4% da população — reflexo direto da história do tráfico negreiro e da economia açucareira do Recôncavo. No Nordeste como um todo, os pardos são majoritários, com 59,6% da população da região, segundo o mesmo Censo.

Essa herança também aparece no número de comunidades quilombolas: a Bahia reúne um dos maiores contingentes certificados do Brasil, concentrado sobretudo no Recôncavo e no sul do território, área de maior densidade histórica de população escravizada.

Densidade demográfica e distribuição populacional

A densidade demográfica da Bahia é de 25,04 habitantes por km², segundo o Censo 2022 — bem abaixo da de Estados menores e mais urbanizados, como São Paulo. A distribuição, porém, é desigual: a Região Metropolitana de Salvador concentra a maior densidade urbana, enquanto o Vale do São Francisco e o sertão do norte têm ocupação dispersa, ligada à pecuária e à agricultura irrigada. Salvador funciona como metrópole regional, com influência que ultrapassa os limites do Estado e alcança parte de Sergipe e o extremo sul do Piauí.

Essa densidade fica próxima da média nacional, de cerca de 25 habitantes por km², resultado da divisão entre os 213,4 milhões de brasileiros estimados pelo IBGE e os cerca de 8,51 milhões de km² do território do país.

Economia do Estado da Bahia: agropecuária, indústria e petróleo

O PIB baiano somou R$ 430,988 bilhões em 2023, segundo a SEI, a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia, com base em dados do IBGE — a sétima economia do Brasil e a maior do Nordeste, com 28,5% do PIB de toda a região, à frente de Pernambuco (R$ 270,475 bilhões) e Ceará (R$ 232,239 bilhões). Esses números complementam o panorama da Economia do Brasil.

Em valores per capita, esse PIB equivale a cerca de R$ 28.990 por habitante, resultado da divisão entre o total de R$ 430,988 bilhões e a população estimada pelo IBGE para 2025 — bem abaixo da média de Estados mais industrializados, como São Paulo.

Agricultura e agropecuária baiana

A agricultura baiana nasceu do fumo e da cana-de-açúcar, no Recôncavo, e do cacau, no sul, em torno de Ilhéus e Itabuna. Hoje, a mandioca segue concentrada no Recôncavo, o feijão tem cultivo disperso por várias regiões, e a cana-de-açúcar ainda domina os solos de massapê do Recôncavo, ligada à agroindústria canavieira.

O Estado também produz mamão, banana, café, algodão, laranja, milho, sisal, soja, dendê e tomate, em escala que varia por região. Na pecuária, o gado de corte está presente em todo o território, e a pecuária leiteira se concentra na região de Itapetinga, no sul baiano.

Indústria, petróleo e polos industriais

A indústria baiana se organiza em três complexos principais: o Polo Petroquímico de Camaçari, o Complexo Industrial de Aratu, em Candeias, e o Centro Industrial de Subaé, em Feira de Santana — reunindo empresas das indústrias química, metal-mecânica, farmacêutica e de processamento de alimentos.

O Recôncavo Baiano foi a primeira região produtora de petróleo em terra do Brasil, com o poço pioneiro do Lobato, em Salvador, perfurado em 1939. Parte da produção da região segue processada na Refinaria Landulfo Alves, em São Francisco do Conde.

Comércio, serviços e infraestrutura

O setor de serviços ocupa a maior parte da economia baiana atual, com o turismo como um dos destaques dentro do terciário. O Estado conta com os portos de Salvador, Aratu, em Candeias, Camamu e Ilhéus, além do Terminal Marítimo Almirante Alves Câmara, em Madre de Deus, usado na exportação de petróleo bruto.

A malha rodoviária soma cerca de 130 mil quilômetros, com a BR-101 cortando o interior de sul a norte e as rodovias BA-001 e BR-367 dando acesso ao litoral sul. As hidrelétricas de Paulo Afonso, Pedra do Cavalo e Itaparica fornecem energia para o Estado e para boa parte do Nordeste.

Cultura do Estado da Bahia: festas, fé e arte

A cultura baiana nasce do encontro entre as tradições indígena, portuguesa e africana, com o Recôncavo e Salvador como principais centros de formação. Esse encontro resultou em um calendário de festas populares, em uma cozinha própria e em uma produção musical e literária que projetou a Bahia para o Brasil e para o exterior. Para o contexto nacional dessas tradições, há o guia de Folclore do Brasil.

O calendário também reserva a Procissão Marítima do Senhor Bom Jesus dos Navegantes, quando embarcações cruzam a Baía de Todos os Santos levando a imagem do Bom Jesus da Igreja da Conceição da Praia até a Capela da Boa Viagem, tradição que historicamente abre o ciclo de festas religiosas do ano em Salvador.

Festas populares e religiosidade

Entre as festas mais tradicionais está a Lavagem do Bonfim, em Salvador, quando baianas vestidas a caráter lavam as escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim com água de cheiro. A Festa de Iemanjá, celebrada por adeptos do Candomblé, homenageia a divindade do mar em 2 de fevereiro, no Rio Vermelho.

O Carnaval de Salvador é o mais conhecido do Estado, com desfiles de trios elétricos pelas ruas da capital. Candomblé e Capoeira seguem como as manifestações mais associadas à identidade baiana, ao lado de ritmos populares que nasceram ou se consolidaram no Estado.

Gastronomia baiana

A culinária baiana mistura temperos portugueses, africanos e indígenas, com o azeite de dendê e o leite de coco como ingredientes centrais. A moqueca, de peixe, camarão ou lagosta, é o prato mais conhecido fora do Estado. Caruru, acarajé e vatapá completam a base da cozinha de raiz africana, enquanto a carne de sol, o bode assado e a maniçoba representam a tradição do sertão e do interior.

De sobremesa, a cocada e a ambrosia, de origem portuguesa, fecham o cardápio típico baiano. Para o panorama completo da cozinha nacional, há o guia de Culinária do Brasil.

Símbolos, bandeira e personalidades

A bandeira do Estado da Bahia integra o conjunto oficial de símbolos estaduais reunidos no guia de Bandeiras dos Estados do Brasil. Entre as personalidades baianas mais conhecidas estão o escritor Jorge Amado, autor de romances ambientados no ciclo do cacau e em Salvador, e o cineasta Glauber Rocha, criador do Cinema Novo.

Na música, a Bahia é terra de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Betânia e Gal Costa, além dos grupos percussivos Olodum e Ilê Aiyê, nascidos nos blocos afro de Salvador.

Turismo no Estado da Bahia

Praia do Forte, no litoral do Estado da Bahia
Crédito: Gustavo Serrate / Pexels, licença gratuita (Praia do Forte, BA).

O turismo no Estado da Bahia tem três eixos principais: a capital e a Baía de Todos os Santos, o litoral, dividido em regiões turísticas, e o interior, com destaque para a Chapada Diamantina. O litoral baiano está entre os mais extensos do país entre os Estados, com praias que vão do Recôncavo ao extremo sul.

O roteiro turístico oficial do território soma nove regiões, incluindo a Costa do Dendê, em torno do Morro de São Paulo, a Costa do Cacau, em Ilhéus, terra natal do escritor Jorge Amado, e a Costa das Baleias, em Caravelas e no Arquipélago de Abrolhos, onde baleias-jubarte se reproduzem todos os anos.

Salvador e a Baía de Todos os Santos

Salvador concentra o maior conjunto de atrativos históricos do Estado, com o Pelourinho tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. A Baía de Todos os Santos, com 56 ilhas, é um dos principais destinos de esportes náuticos do país, com Itaparica como a maior das ilhas habitadas. A travessia entre a capital e Itaparica é feita por sistema de ferry-boat, usado tanto por turistas quanto por moradores da Região Metropolitana.

Na entrada da baía, o Forte e o Farol de Santo Antônio da Barra, erguidos em 1598, estão entre as construções mais antigas de Salvador, ainda em funcionamento como referência para a navegação.

Litoral baiano: Costa dos Coqueiros ao Descobrimento

A Costa dos Coqueiros, ao norte de Salvador, soma cerca de 193 quilômetros de praias menos urbanizadas, ligadas pela Estrada do Coco e pela Linha Verde. Nela está o Castelo Garcia d’Ávila, construção do século XVI, e o Projeto Tamar, dedicado à preservação de tartarugas marinhas.

No extremo sul, a Costa do Descobrimento reúne Porto Seguro, Arraial d’Ajuda e Trancoso, com cerca de 150 quilômetros de praias ligadas à história da chegada portuguesa em 1500.

Chapada Diamantina e o interior baiano

A Chapada Diamantina, no centro do Estado, reúne cachoeiras, grutas e lagoas subterrâneas em municípios como Lençóis e Mucugê, antigos núcleos de garimpo de diamante no século XIX. A região concentra o Parque Nacional da Chapada Diamantina e nasce a maior parte dos rios baianos.

No oeste do Estado, a região de Barreiras se destaca pela agricultura irrigada de soja e café, em contraste com o turismo de natureza do centro baiano.

Quais são as cidades do Estado da Bahia por região e porte?

As cidades do Estado da Bahia se organizam, na prática, em grandes grupos regionais: a Região Metropolitana de Salvador, o Recôncavo, o sul cacaueiro, o sudoeste e o sertão do São Francisco. A tabela abaixo reúne as cinco maiores cidades do Estado da Bahia por população, segundo estimativa do IBGE para 2025.

CidadeRegiãoPopulação (IBGE, 2025)
SalvadorRegião Metropolitana (Capital)2.564.204
Feira de SantanaRecôncavo / Agreste660.806
Vitória da ConquistaSudoeste baiano396.613
CamaçariRegião Metropolitana de Salvador321.636
ItabunaSul cacaueiro196.344

Feira de Santana funciona como centro comercial e logístico do interior, no cruzamento de rodovias que ligam Salvador ao restante do Nordeste. Vitória da Conquista atende o sudoeste baiano e parte do extremo sul da Bahia, enquanto Camaçari concentra a maior renda industrial fora da capital. Itabuna, ao lado de Ilhéus, preserva a memória do ciclo do cacau que marcou o sul do Estado durante boa parte do século XX.

Os 417 municípios do Estado da Bahia formam, no conjunto, a maior economia do Nordeste e um dos territórios mais diversos do Brasil, do litoral urbanizado da Região Metropolitana de Salvador ao sertão do Vale do São Francisco. A história que começa em 1500, na chegada de Cabral, segue pelo ciclo do açúcar, do cacau e do petróleo até a indústria instalada em Camaçari e Aratu — um percurso que explica tanto o peso econômico atual quanto a força cultural do Estado, da música de Caetano Veloso à literatura de Jorge Amado.

Para acompanhar dados atualizados sobre população e economia, vale revisitar periodicamente as páginas do IBGE e da SEI, já que as estimativas de população e PIB são revisadas a cada ano. Quem planeja conhecer o Estado encontra, entre o litoral e a Chapada Diamantina, opções que vão do turismo histórico de Salvador às trilhas do interior baiano, detalhadas ao longo deste guia.

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Perguntas frequentes sobre o Estado da Bahia

Quantos municípios tem o Estado da Bahia?

A Bahia tem 417 municípios, segundo o IBGE — o maior número entre os Estados do Nordeste e um dos quatro maiores do Brasil, atrás de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul. A criação de novos municípios está suspensa desde 1988, à espera de lei complementar federal.

Qual é a capital do Estado da Bahia?

A capital do Estado da Bahia é Salvador, fundada em 1549 por Tomé de Sousa como primeira capital do Brasil. É a cidade mais populosa do Estado e a quinta do país, sede da Região Metropolitana que reúne municípios como Camaçari, Lauro de Freitas e Simões Filho.

Qual é a população do Estado da Bahia?

O Estado da Bahia soma 14.870.907 habitantes, segundo estimativa do IBGE para 2025. É o quarto Estado mais populoso do Brasil e o mais populoso do Nordeste, com densidade de 25,04 habitantes por km², segundo o Censo 2022.

Qual é o PIB do Estado da Bahia?

O PIB baiano foi de R$ 430,988 bilhões em 2023, segundo a SEI e o IBGE — a sétima economia do Brasil e a maior do Nordeste, com 28,5% do PIB de toda a região, à frente de Pernambuco e Ceará.

Qual é o ponto mais alto do Estado da Bahia?

O ponto mais alto do Estado da Bahia é o Pico do Barbado, com cerca de 2.033 metros de altitude, na divisa entre os municípios de Rio de Contas, Abaíra e Rio do Pires, na Chapada Diamantina. É também o ponto mais elevado de toda a Região Nordeste.

Qual é o clima do Estado da Bahia?

O clima baiano varia do tropical úmido, no litoral, ao semiárido, no norte e em trechos do centro. As chuvas são distribuídas ao longo do ano no litoral e escassas no sertão, enquanto a região da Chapada Diamantina tem clima mais ameno por causa da altitude.

Foto de destaque: Leonardo Dourado / Pexels, licença gratuita (Pelourinho, Salvador, BA).

Sobre o autor

Marta F.

Apaixonada pelos encantos do Brasil, dedico-me a explorar e compartilhar as maravilhas deste país vasto e cheio de cultura através do Brasil Channel. Meu objetivo é inspirar os leitores, revelando não só os destinos turísticos consagrados, mas também os tesouros escondidos que fazem do Brasil um lugar único. Embarque nesta jornada comigo e descubra os muitos encantos do Brasil!